quarta-feira, abril 25, 2018

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Prémio Pessoa, 1987 / 1996




aa.vv.

[Lisboa], 1997
Expresso / Unisys
1.ª edição
32,8 cm x 24,8 cm (álbum)
120 págs.
subtítulo: Edição comemorativa dos dez anos do Prémio Pessoa
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa impressa
folhas-de-guarda impressas
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O grande interesse nesta publicação, que reúne fotos e entrevistas com os galardoados de uma década, reside no facto de testemunhar, num registo verdadeiramente patético, o embaraço dalguns membros do júri mais audazes quando, rumo a Cascais em demanda do nosso maior poeta vivo, Herberto Helder, portadores do “ouro” do Prémio Pessoa 1994, encontraram o caminho de volta na simplicidade inflexível da palavra de um pobre guardador do seu crisol: «Vocês não digam a ninguém e dêem o prémio a outro...»

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A Aventura Surrealista


ADELAIDE GINGA TCHEN

Lisboa, 2001
Edições Colibri
1.ª edição
23 cm x 16 cm
2 págs. + 292 págs. + LXII págs. em extra-texto dividido por dois núcleos
subtítulo: O Movimento em Portugal – Do Casulo à Transfiguração
capa de Ricardo Moita sobre ilustração de Alexandre O’Neill
tiragem declarada de 1.000 exemplares
exemplar em bom estado de conservação sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma obra de referência seminal para a compreensão do surrealismo português, onde a Autora, por ter investigado um aspecto até então deixado de fora das análises e das sínteses – o legado das perseguições policiais a poetas, a pintores, etc., nos arquivos deixados por essas mesmas polícias –, faz justiça a um modo de vida cultural que também teve o seu martírio e os seus presos antifascistas... para não destoar dos tempos. A meia centena de páginas finais do livro fornecem ao estudioso uma Cronologia exaustiva de eventos históricos, de edições, etc., pondo sempre em paralelo as referências nacionais com as internacionais.

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Novas Cartas Portuguesas


MARIA ISABEL BARRENO
MARIA TERESA HORTA
MARIA VELHO DA COSTA

Lisboa, Maio de 1974
Editorial Futura
2.ª edição
18,8 cm x 12,7 cm
392 págs.
cartonagem editorial impressa a negro
exemplar muito estimado; miolo limpo
da rara tiragem especial com capa dura
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nos dias imediatos ao golpe militar do 25 de Abril, na cola da explosão popular contra os poderes dominantes, alguns intelectuais especialmente visados e perseguidos pelo regime anterior deram a conhecer o seu ponto de vista e as suas obras, ou prestando declarações na imprensa ou permitindo a reedição dos seus objectos do ódio policial. E embora já não venham a sofrer idênticas represálias, não deixam de pôr a nu a máscara daqueles que, então, afirmavam “estar a fazer uma revolução para o povo”. Neste sentido, graças ao gigantesco fluxo cultural afecto à desobediência civil, os usos e costumes da multidão anónima, informe e absentista avançaram muito mais rapidamente do que a acção estranguladora dos actores e agentes da nova dominação de classe.

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domingo, abril 22, 2018

Feminismo em Portugal na Voz das Mulheres Escritoras do Início do Séc. XX


REGINA TAVARES DA SILVA

Lisboa, 1982
Edição da Comissão da Condição Feminina – Presidência do Conselho de Ministros
1.ª edição
29,6 cm x 20,9 cm
44 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Imagem Feminina nos Manuais Escolares


IVONE LEAL

Lisboa, 1979
Edição da Comissão da Condição Feminina – Presidência do Conselho de Ministros
1.ª edição
29,6 cm x 21 cm
4 págs. + 88 págs.
ilustrado
impressão a mimeógrafo
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Imagem da Mulher na Publicidade


REGINA TAVARES DA SILVA
CRISTINA DOMINGUEZ
CONCEIÇÃO LEMOS

Lisboa, 1979
Edição da Comissão da Condição Feminina – Presidência do Conselho de Ministros
1.ª edição
29,6 cm x 21 cm
4 págs. + 90 págs.
ilustrado
impressão a mimeógrafo
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Auto do Grau


ANTONIO GOMES DA SILVA
capa de João Amaral

Coimbra, 1905
Edição da Comissão Executiva das “Festas do Enterro do Grau” (Lvmen – Typ. França Amado)
1.ª edição [única]
19,7 cm x 13 cm
6 págs. + 42 págs.
subtítulo: Farça em Verso
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] as insígnias doutorais motivaram incursões artísticas em campos como o fresco, o cartaz publicitário, programas festivos e capas de livros. A par das pinturas existentes nos tectos da Sala do Exame Privado e Capela de São Miguel [Coimbra] [...], no edifício da Faculdade de Medicina, inaugurado em 26 de Maio de 1956, existe num dos átrios um grande fresco de Severo Portela Júnior onde figura um lente com borla e capelo.
A comissão escolar dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel (1905) fez imprimir um avantajado cartaz onde está representada a contorno vermelho uma borla sob cuja sombra tutelar ajoelham os quintanistas de Direito. O programa dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel, com capas a azul claro, reproduzia o barrete doutoral de um dos postais concebidos por João Amaral. Do mesmo artista era o rosto da brochura Auto do Grau, da autoria do estudante António Gomes da Silva, com velho “grau” coberto por borla. As festas académicas de 1905, na sua riqueza e prolixidade iconográficas, originaram pratos decorativos e publicidade a bolachas, onde a borla doutoral ocorre. [...].
Os caricaturistas activos nos séculos XIX e XX não foram propriamente amistosos com as insígnias doutorais conimbricenses, recorrentemente afloradas como símbolos de obscurantismo ou pedantismo cultural, imagem distorcida e paupera que tem persistido no tempo como cliché. [...]» (Fonte: página electrónica Virtual Memories, «Património vestimentário e insigniário conimbricense. O hábito talar e as insígnias doutorais de Bernardino Machado – Juntar os fios à meada», 22 de Agosto, 2009)

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Código da Praxe Académica de Coimbra


MÁRIO SARAIVA DE ANDRADE
VICTOR DIAS BARROS
coadjuvados por Américo Patrão (dux-veteranorum), Arlindo Pinto Gonçalves, Fausto Vaz Morais e Jorge Serrano Pinto (veteranos)

Coimbra, 1957
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,2 cm x 12,9 cm
6 págs. + 116 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do género de livro amplamente estudado nos meios universitários. Aliás, aqueles que demasiado acreditaram neste género de conhecimentos, e entre dois copos de álcool se lhe aplicaram, não há dúvida que, sem grandes obstáculos, vieram a ocupar os lugares do poder, da finança e da liderança neste país... É assim, é o passo iniciático para, na idade adulta, o ingresso numa qualquer sociedade secreta.

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A Morte das Baleias


AMÉRICO GUERREIRO DE SOUSA
capa de João Segurado (sobre Eduard Munch)
contracapa de Joaquim Lobo (fotografia)

Lisboa, 1988
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Ld.ª
1.ª edição
20,9 cm x 14 cm
200 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«“A Morte das Baleias” leva ainda mais longe a ironia muito peculiar e o humor negro inconfundível de “Os Cornos de Cronos”, em cuja linha se situa, nele reaparecendo algumas das suas personagens. [...]»

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sexta-feira, abril 20, 2018

Grupo de Bailados Portugueses Verde-Gaio [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
Margarida de Abreu,
Fernando Lima,
Carlos Seixas,
Luís de Freitas Branco,
Ruy Coelho,
Auber,
Jaime Silva, Filho
capa de [Maria] Keil [do Amaral]

Lisboa, s.d. [circa 1960]
[Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
29,9 cm x 19,7 cm
8 págs.
acabamento um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Prólogo Galante (Carlos Seixas), O Condestável – A Espada e a Cruz (Luís de Freitas Branco), Passatempo (Ruy Coelho), Grand Pas de Deux (Auber) e Fado (Jaime Silva, Filho).

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Verde-Gaio – Bailados Portugueses [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
António Ferro,
Francisco Lage,
Adolfo Simões Müller,
Paulo Ferreira,
Fernanda de Castro,
Carlos Queiroz,
Ruy Coelho,
Frederico de Freitas,
Jorge Croner de Vasconcelos,
Artur Santos,
Ernesto Halffter,
Armando José Fernandes
capa de Bernardo Marques
ilust. Horácio Novais (fotografia), Tomaz de Melo (Tom), Maria Keil do Amaral e Paulo Ferreira

Lisboa, 1941
Edições SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
28,4 cm x 22,3 cm
36 págs. + 4 folhas em extra-texto + 1 encarte (papel verde)
subtítulo: Segunda Temporada
ilustrado
acabamento com laçada em passamane
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de O Homem do Cravo na Bôca (Francisco Lage), Inês de Castro (Ruy Coelho), Passatempo – Danças Portuguesas (Ruy Coelho e Frederico de Freitas), Dança da Menina Tonta (Frederico de Freitas), A Lenda das Amendoeiras (Jorge Croner de Vasconcelos) e Muro do Derrête (Frederico de Freitas).

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Verde-Gaio – Bailados Portugueses [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
Jorge Croner de Vasconcelos,
Fernanda de Castro,
Frederico de Freitas,
Adolfo Simões Müller,
Ruy Coelho,
Carlos Queiroz
capa de Bernardo Marques
ilust. Maria Keil do Amaral, Estrêla Faria e Paulo Ferreira

Lisboa, 1940
Edições SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
28,4 cm x 22,3 cm
16 págs.
subtítulo: Primeira Temporada
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de A Lenda das Amendoeiras (Jorge Croner de Vasconcelos), Ribatejo (Frederico de Freitas), Canções (Artur Santos e A. Rey Colaço), Inês de Castro (Ruy Coelho) e Muro do Derrête (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Adolfo Simões Müller]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, vinco vertical; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Três Danças (Óscar da Silva), Dança dos Pastores (António Melo), Chula do Douro (Ruy Coelho), Ribatejo (Frederico de Freitas), Inez de Castro (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]


[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Carlos Queiroz,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
24,9 cm x 18,9 cm
20 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Muro do Derrête (Frederico de Freitas), D. Sebastião (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[IVO CRAMÉR,
Frederico de Freitas,
Paulo Ferreira,
Bárbara Thiel,
Tyyne Talvo,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 18,9 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Quatro Danças (Rameau), Pavana para uma Infanta Defunta e Balada (Ravel), La Fille aux Cheveux de Lin (Debussy), Noite Sem Fim (Moussorgsky), Aventuras de Arlequim (Scarlatti), Para Lá do Oriente e A Menina e os Fantoches (Prokofieff) e Oriental (Granados).

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A Memória do Cinema 82


[J. GUILHERME DA SILVA, coord.]

Lisboa, 1983 [Janeiro a Dezembro de 1982]
Quarteto
1.ª edição
29,1 cm x 20,4 cm
4 págs. + 72 págs.
subtítulo: Anuário Cinematográfico
profusamente ilustrado
exemplar estimado, sinais de fita-gomada na capa; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de todas as folhas de sala relativas aos filmes exibidos no ciclo A Memória do Cinema, em 1982, cobrindo referências a um acervo de mais de duzentas e cinquenta obras, que o Quarteto, à época, disponibilizou numa escolha de invulgar padrão de qualidade e importância culturais.

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Vinte Anos de Cinema (1962-1982)


EDUARDO PRADO COELHO
grafismo de Luís Correia

Lisboa, 1983
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa
1.ª edição
19,3 cm x 11,7 cm
168 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse no rosto e no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do autor:
«[...] os últimos vinte anos do cinema português constituem um período fortemente polémico. 1962 assinala uma data importante porque, em torno de uma iniciativa de Ernesto de Sousa, mas também de obras de Manuel de Oliveira, Artur Ramos, Paulo Rocha e outros, se iniciou um processo de reabilitação do cinema português [...].»

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quinta-feira, abril 19, 2018

A Questão Religiosa


JOSÉ D’ARRIAGA

Porto, 1905
Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada – Editora
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
XIV págs. + 106 págs.
exemplar naturalmente envelhecido, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, rasgão no rodapé das págs. VII-X sem afectar o texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor, que, em vésperas da queda da monarquia, alerta para o verdadeiro inimigo da inteligência e do progresso:
«[...] Combatendo a reacção religiosa, não queremos attentar contra as crenças dos que a promovem e sustentam, mas trazer a paz e harmonia a todas as seitas por meio da tolerancia, que constitue a base fundamental das sociedades contemporaneas.
Não é este opusculo um grito de guerra, como o são as obras publicadas pelas associações catholicas: é mais um brado a favor da tranquillidade dos povos, tão perturbada n’estes ultimos tempos pela reacção religiosa [...].
A campanha das associações catholicas consiste em guerrear nos paizes catholicos todas as religiões estranhas, oppondo-se ao livre exercicio dos seus cultos, e pedindo aos governos medidas de rigor contra ellas. Pretende manter em nossos dias os antigos fóros e privilegios da igreja catholica, os quaes foram origem do antigo regimen absoluto, e da intolerancia religiosa, que produziu os autos de fé, os carceres da Inquisição e cruzadas expurgatorias, etc.
A mesma reacção religiosa préga o exterminio dos que não pensam com a igreja catholica, dos que não acceitam seus dogmas e preceitos, dos livres pensadores, e de todos os que sahiram do gremio catholico. [...]»

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A Questão Religiosa (V)



BAZILIO TELLES

Porto, 1913
Livraria Moreira – Editores
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
88 págs.
exemplar com a capa muito oxidada, com falhas de papel restauradas em tosco; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em suma, aqui se trata do mais radical posicionamento da República perante o culto católico, que Basílio Teles resume numa proposta de «bazes geraes em que o entendimento recíproco é acceitavel, e não seria talvez difficil d’ultimar rapidamente»:
«[...] Ficam supprimidas, nos orçamentos do Estado e dos corpos administrativos, quaesquer despezas para cultos; [...]
Fica supprimido o ensino religioso nas escolas officiaes, o da história das religiões exceptuado. [...]
Deixam de ser reconhecidas pelo Estado quaesquer prestações, incluindo as consuetudinárias, dos parochianos, aos seus párochos como subvenção cultual, ou cultual e pessoal ao mesmo tempo. [...]
Serão revertidos para o Estado e corporações administrativas, cabendo ao ministério da Justiça o seu arrolamento e avaliação, todos os bens immobiliários e mobiliários até aqui affectos ou destinados ao culto público da religião cathólica, á sustentação, residência, instrucção e recreio dos seus ministros, alumnos ecclesiásticos e demais pessoal da Egreja, desde que se prove não pertencerem a particulares ou a corporações com individualidade jurídica. [...]
Serão equiparados, para effeitos tributários, os bens ou valores affectos ao culto cathólico [...].»
Etc., etc.

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A Questão Religiosa


[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
18,4 cm x 12,5 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação editorial, gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Questão Religiosa



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação de amador antiga em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, restauros marginais nas folhas da pág. 51 à pág. 54 sem afectar o texto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Dictadura



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 296 págs.
subtítulo: Subsidios Moraes Para Seu Juizo Critico
exemplar estimado, com falhas de papel nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Joel Serrão no seu Sampaio Bruno, o Homem e o Pensamento (Editorial Inquérito, Lisboa, 1958): Em pleno conflito ideológico com Afonso Costa, que chegou a agredir Sampaio Bruno fisicamente, o que levou este último a afastar-se do Partido Republicano, será ainda «[...] na qualidade de jornalista republicano independente que ele vai travar o veemente combate, que foi o seu, contra a ditadura de João Franco. Volta-lhe o ardor combativo de outrora. Escreve quase diàriamente um artigo. Insurge-se contra a supressão dos direitos cívicos e, quando, em 1908, João Franco caiu, logo após o assassinato do rei e do príncipe herdeiro, exclama: “o regicídio é, seguramente, um acto condenável, mas o despotismo não o é menos. O tiranicídio é, na verdade, um crime; mas a tirania é também um crime”. [...]»
O vertente livro serve História na exactidão dos factos e na conotação posta nos mesmos.

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História das Lotarias em Portugal


JOSÉ RIBEIRO PINTO

Lisboa, s.d. [circa 1943]
Imprensa Portugal-Brasil
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
352 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE RIBEIRO PINTO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Temas de Toiros


SARAIVA LIMA
pref. Manuel Augusto Garcia Viñolas

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade (deposit.)
1.ª edição
23,1 cm x 17 cm
240 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ao Estribo


PEPE LUIZ

Lisboa, 1946
Livraria Popular de Francisco Franco
2.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
304 págs. + 64 págs. em extra-texto
subtítulo: Impressões Tauromáquicas
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu verdadeiro nome José Luís Ribeiro (1890-1962), reúne no vertente livro valiosas apreciações para a história do toureio a cavalo.

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Meio Século a Ver Touros


ROGERIO PÉREZ – «EL TERRIBLE PÉREZ»

Lisboa, 1945
Editora Marítimo-Colonial, Limitada
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
168 págs. + 10 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, abril 18, 2018

Malasartes – ex-Pravda 8


dir. e org. Júlio Henriques
Coimbra, Primavera de 1992
1.ª edição [única]
24,1 cm x 16,7 cm
128 págs.
impresso a duas colunas em sépia
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pravda 5 – Revista de Malasartes


dir. e org. Júlio Henriques
Coimbra, Primavera de 1988
1.ª edição [única]
24,5 cm x 16,8 cm
52 págs.
impresso a duas colunas em azul ultramarino
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

A partir do vertente número a revista deixa de ter o suporte da editora Fenda de Vasco Santos, pelo que muda de formato, ganha volume e prepara-se para o baptismo do seu futuro nome: Malasartes. Júlio Henriques é o traço comum nesta aventura de reflexão situacionista em português.

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Pravda 4


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Verão de 1986
Fenda Edições
1.ª edição [única]
30 cm x 21 cm
32 págs.
subtítulo: Presença de Karl Kraus contra o jornalismo
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas em azul ultramarino
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz revolucionário, afecta às ideias de Internacional Situacionista. O espírito desta publicação retoma, por mão de Júlio Henriques, a força vital quer do magazine Fenda, quer da anterior Subversão Internacional.

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Pravda 3


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Outono de 1985
Fenda Edições
1.ª edição [única]
29,8 cm x 19,9 cm
12 págs.
acabamento com um ponto em arame
capa impressa em serigrafia, miolo a duas colunas
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pravda 1


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Outono de 1982
Fenda Edições
1.ª edição [única]
29,5 cm x 19,8 cm
48 págs.
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fenda – Magazine Frenética


Coimbra, Primavera 1979
dir. Vasco Tavares dos Santos
1.ª edição
n.º 1
29,4 cm x 18 cm
92 págs. + 3 folhas em extra-texto (cada qual com 1 cromo colado) + 1 folha-encarte (errata)
ilustrada no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas do número inaugural da revista que servia de apoio ao catálogo da editora homónima.

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Devagar




Lisboa, Março de 1989 a Julho de 1995
dir. António Ferreira
1.ª edição [única]
5 números (completo)
24 cm x 17 cm
48 págs. + 56 págs. + 64 págs. + 96 págs. + 56 págs.
ilustrados
capas impressas no verso
o primeiro número tem acabamento com dois pontos em arame
exemplares como novos
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz afecto à Internacional Situacionista, não mencionada no artigo de referência «Realizar a Poesia – Guy Debord e a Revolução de Abril», da arqueóloga Maria de Magalhães Ramalho (in Flauta de Luz, n.º 3, Vargem – Portalegre, Outubro de 2015), apesar de a autora ter conhecimento do livro A Queda do Fascismo, também de António Ferreira.

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A Vida Sexual


EGAS-MONIZ

Lisboa, 1904
Livraria Ferreira – Ferreira & Oliveira, Livreiros-Editores
2.ª edição
23 págs. + 15 cm
XX págs. + 352 págs.
subtítulo: Physiologia
ilustrado
encadernação editorial inteira em tela com gravação a branco na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida durante o regime salazarista. Além deste volume, publicou-se um outro relativo às patologias sexuais.

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A Neurologia na Guerra


EGAS MONIZ

Lisboa, 1917
Livraria Ferreira – Ferreira L.da, Editores
1.ª edição
23,5 cm x 15,7 cm
2 págs. + VIII págs. + 338 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Nossa Casa


EGAS MONIZ

Lisboa, 1950
Paulino Ferreira, Filhos, Lda.
1.ª edição
22,3 cm x 15,4 cm
416 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Este livro é a história de uma família provinciana a que o autor pertenceu. É ele o último representante. [...]
É também a auto-biografia da infância e adolescência do autor, com pormenores que podem considerar-se inúteis, mas em que houve o propósito de pôr em equação as forças hereditárias e elementos educativos que entraram na formação da sua individualidade. [...]»
E o autor era, à data do vertente livro, desde o ano anterior, o nosso primeiro Prémio Nobel, distinção que recebeu no âmbito da investigação médica neurológica. Teve igualmente intensa actividade política como republicano sidonista, sendo fundador do Partido Republicano Centrista, que veio, mais tarde, a diluir-se no Partido Socialista.

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O a Fazer, Faz-se [...]


RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,5 cm x 16 cm
40 págs.
subtítulo: [...] antes que o Cálculo nos disfarce & digamos que não é bem assim o que foi assim mesmo & O a fazer deixe de fazer-se & O que escrevi sobre esta modesta Meditação quotidiana deixe de publicar-se & Ninguém saiba o que um Poeta está ruminando sobre os pós-Tempos do 25 de Abril & os verídicos & fantasiosos Acontecimentos que Os preencheram. Com variadas Modalidades a-propósito – Pessoas, Coisas, Animais – & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos & corrigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Testemunha atenta, veneradora e obrigada Cidadão Eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor Comparticipante em dois Movimentos & Autor de Borda d’Alma e Cravo Singular
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por vezes os escritores excedem tudo quanto se esperava deles. Para bem deles e dos leitores, mas, por vezes, também para mal de toda a gente. O seu radicalismo, o mais das vezes, se não consegue ser esteticamente complementado, joga do lado do ideólogo enganador. Ezra Pound, Céline, Cioran e até o nosso Pessoa apostaram na pior política das suas épocas – mas nem isso os diminuiu à luz de uma leitura menos redutora e menos maniqueísta. Ruy Cinatti é um caso assim. A sua opção histórica, que o levou a pôr a arte poética ao serviço do panegírico bélico do militar Jaime Neves, usando de uma linguagem ressabiada de retornado, mesmo assim não o apeou do lugar que por direito lhe pertence na cultura nacional. A vertente obra pertence a esse triste núcleo de folhetos que o poeta, nos anos 1974-1976, andava pelas ruas e pelos cafés de Lisboa a impingir a quem lhe dava troco.

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RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,4 cm x 16 cm
36 págs.
subtítulo: Memória descritiva & caderno de encargos dos Factos, Argumentos, Suposições, Hipóteses, Boatos, Etc. que os pós-Tempos do 25 de Abril estão suscitando a muitos Portugueses e Estrangeiros com variadas Modalidades a propósito – Pessoas, Coisas e Animais – Contas à vida, adrede Fantasias & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos, dialécticos e emocionais & redigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Afiliado a dois Movimentos & a nenhum Partido, por enquanto, mas Cidadão eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor para sempre Autor entre outros Escritos éditos & inéditos de Borda d’Alma, Cravo Singular & O a Fazer, Faz-se
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, agrafos oxidados; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Manto



AGUSTINA BESSA LUÍS
capa de Guilherme Casquilho

Lisboa, s.d. [1962]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
296 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ENCENADOR E DRAMATURGO REDONDO JÚNIOR (1914-1991)
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Banco Português do Atlântico, 1919 / 1969



AGUSTINA BESSA-LUÍS, dir. literária e iconográfica
grafismo de Armando Alves

Porto, 1969
Edição do Banco Português do Atlântico
1.ª edição
28 cm x 21,3 cm
256 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em sintético, sem a sobrecapa de plástico, folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um daqueles livros de empresa, de que as administrações muito se orgulham (mesmo quando essas instituições vivem da usura), muito úteis para pôr debaixo do braço direito enquanto o braço esquerdo ergue, numa cínica saúde, uma taça com champagne. São todos iguais: falam da primeira pedra, dos altos conseguimentos empresariais, das suas colecções de arte, e do caminho patriótico até à cotação em bolsa; nunca falam da exploração laboral do seu pessoal menor... nem sequer dos métodos legítimos para espoliar os clientes. Agustina Bessa-Luís entra neste filme, sabe-se lá porquê, talvez para uma melhor contemplação carinhosa da angústia... dos outros!

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O Comum dos Mortais


AGUSTINA BESSA-LUÍS

Lisboa, 1998
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 14,7 cm
368 págs.
acabamento com capa impressa a negro e sobrecapa a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na altura da publicação deste notável romance, escreveu Torcato Sepúlveda, na revista Ler do Círculo de Leitores (Verão / Outono 1998, n.º 43), as seguintes acutilantes palavras:
«Agustina Bessa-Luís publicou um novo romance, O Comum dos Mortais, sobre Salazar [Mazarino] e o salazarismo. O retrato do ditador e seus acólitos é tão negro que uma questão se levanta: como é que todo um povo se deixou governar por semelhantes espantalhos? [...]
Dá-se o caso simples de o seu olhar impressionista ser mais lúcido do que o de muitos investigadores sociais que vão trabalhando sobre o tema. A escritora sabe que quer Salazar, quer os portugueses são mortais comuns. Neste aspecto, Agustina Bessa-Luís é também uma mortal comum com o seu bom-senso, com a sua observação ao nível rasteiro dos sentimentos e das coisas. A autora sabe que Salazar era pequenino, de sentimentos mesquinhos, medroso ante a evolução das classes e das ideias; mas sabe também que a arquitectura intelectual e moral do ditador correspondia à pusilanimidade de todo um povo. [...]
[...] O Comum dos Mortais é um romance sarcástico, atravessado por personagens mais ou menos pícaras: a mulher de Salazar / Mazarino lembra irresistivelmente Supico Pinto; António Ferro era desprezado por Salazar, como fora desprezado, no tempo do Orpheu, por Fernando Pessoa; de Fernanda de Castro, nem falemos; a Cerejeira não é dada qualquer importância. Só Bissaya Barreto é tratado com a elevação correspondente à dignidade que sempre soube manter na sua vida.
O Comum dos Mortais é um grotesco cortejo de sombras, que impressiona mais pelo ridículo do que pelo terror que personalidades aqui retratadas causaram em vida aos seus concidadãos. Como foi possível que todo um povo se deixasse governar por espantalhos destes? Uma pintura tão cruel de Salazar e do salazarismo, só Agustina Bessa-Luís a poderia ousar. Os escritores de esquerda foram incapazes.»

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A Muralha


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, 1957
Guimarães Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
432 págs.
exemplar estimado, apresenta sinais de vinco no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, Porto Editora, 10.ª ed., Porto, 1978):
«[...] Uma das feições mais notáveis do pós-guerra é o desenvolvimento da ficção de autoria feminina, fenómeno aliás universal, mas entre nós de extraordinário relevo histórico-social e temático. [...]
Algumas das melhores revelações femininas podem ligar-se àquela tendência aparentemente demolidora de todas as ideologias, sobretudo disciplinadas e consequentes, que procura atingir a mola íntima, existencial, de liberdade, através de uma nauseada ou angustiada negação sistemática, tão semelhante à teologia negativa dos místicos. [...] Uma negatividade mais radical, nascida de um ainda mais profundo sentido de decadência na burguesia originariamente rural, e servido por uma extraordinária exuberância, algo indisciplinada, de evocações, pormenorizadas até à alucinação ou simplificadas até aos casos patologicamente mais significativos, eis o que informa os romances caudalosos de um dos mais originais ficcionistas de hoje, Agustina Bessa Luís [...].»

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