sexta-feira, dezembro 09, 2016

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A Origem


GRAÇA PINA DE MORAIS

Lisboa, 1958
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,5 cm x 12,7 cm
320 págs.
capa de Maria Helena Nunes dos Santos
exemplar em bom estado de conservação, miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Posfácio da escritora Fátima Maldonado para a reedição deste livro (Edições Antígona, Lisboa, 1991):
«[...] “A guerra começava. Moviam-se interesses de grandes países, ideias, questões de dinheiro, rivalidades políticas, rivalidades económicas... Mas, na realidade, era como sempre mais uma eclosão da angústia humana.” Começa assim o VI capítulo de A Origem, que Graça Pina de Morais escreve em 1958 [...]. São duzentas e cinquenta páginas de interrogações e nem uma resposta. O que não satisfaz ninguém nem é função habitual dos manuais recentes, onde a escrita ao estagnar cria focos de paludismo que vão infectando cada vez mais leitores. Não é portanto um livro moderno visto que é construído com ênfase. Privilegia tudo o que não tem mediata evidência. Coisas não quantificáveis, como o espírito da terra ou a respiração das casas ou os ajustes com a morte – um fato a que, desde o nascimento, se vão alargando as costuras. Tramas de desgarre, como a fúria do sangue, as sentenças da alma, ou as marés vivas do corpo. Escolhos onde naufraga a modernidade, incapaz de assimilar o que sobra do héctico racionalismo em que se alistou. [...] Graça Pina de Morais já em 1958 tornara este livro numa expedição arqueológica. Página a página escava câmaras, põe a descoberto figuras soterradas, desvenda selos, desvela faces. Ao exumar do pó o último caixão damo-nos conta que as sete gárgulas que se ajoelham dos lados não são guarda bastante para tanta calamidade. Porque da família se trata e das execuções entre pares se faz a peritagem. Mutilações donde o amor nunca se ausenta nem desvia a face, antes se deleita a cada órgão suprimido. Nesta cerimónia de sangue oficia Graça Pina de Morais, a sacerdotisa. Num quarto forrado de cetim amarelo – não sei porquê mas a luz que infiltra o livro parece-me provir desse choque – vai com as mãos protegidas por luvas, daí o ênfase, autopsiando sucessivas memórias. No fim pisamos carne. Chega-se ao termo com os sapatos sujos de tanta anatomia. Mas se estivermos atentos ouviremos bater o trinco da janela. Alguém se evadiu da mesa sacrificial. Sem ceder a nenhuma interrogação irá fomentar motins por recusa do verbo. [...]»
Um livro notável, que tem escapado à observação mórbida dos profissionais... felizmente.

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O Pobre de Santiago



GRAÇA PINA DE MORAIS
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1955
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,5 cm x 12,4 cm
164 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Médica e escritora, referem-se-lhe António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), nos seguintes brevíssimos termos:
«[...] Algumas das melhores revelações femininas podem ligar-se àquela tendência subjectivamente demolidora que procura atingir a mola íntima, existencial, de liberdade, através de uma nauseada, ou angustiada, negação genérica, afinal muito semelhante à teologia negativa dos místicos. Em geral, tal negatividade recobre um inconfessável apego aos valores da religiosidade tradicional, e isso é bem sensível [nos romances] de Graça Pina de Morais, [...] cuja linguagem trai, por outro lado, as fontes dostoievsquianas-saudosistas do seu senso de mistério [...].»

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Tanta Gente, Mariana...


MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Victor Palla

Lisboa, s.d. [1959]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,9 cm
152 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Maria Judite de Carvalho (1921-1998) e é, simultaneamente, a obra que firmou o seu prestígio no meio literário lisboeta.

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Paisagem Sem Barcos



MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1963]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar n.º 423 de uma tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores (que será encerrada em 1965 após assalto policial)
em bom estado de conservação, miolo muito limpo, sobrecapa com pequenos restauros
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tendo-se iniciado nas lides jornalísticas em 1950 como redactora da revista Eva, e, mais tarde, ingressando nos quadros do Diário de Lisboa, onde permaneceu até finais dos anos 80, José Cardoso Pires recorda a sua personalidade sorumbática e angustiada assim [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000]: «[...] não participava em nada... Sentava-se ali como quem ia à repartição... Não conheci uma única pessoa com quem se desse. Só uma vez a vi alegre.» E o próprio marido, Urbano Tavares Rodrigues, dela afirma: «Vivia como espectadora, sempre céptica e desencantada... Uma dor funda sempre a acompanhou [...].»
E no entanto este seu terceiro livro constitui um dos «[...] momentos mais altos da sua arte de ficcionista. [...] Os temas serão, no geral, os das suas anteriores novelas: frustração no amor e na amizade, dor de viver, solidão, egoísmo quotidiano. O que, sem ser de agora, aqui se nos patenteia de um modo cada vez mais claro é o empenho social desta escritora discreta, cujo bom gosto extremo não consente o alarido, cuja natureza anti-retórica recusa o plaidoyer, mas que vai fazendo nos seus livros, implacàvelmente, o processo agudo, melancólico, irónico, da sociedade burguesa em crise. [...]»

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Os Armários Vazios


MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
172 págs.
exemplar estimado, capa com algum desgaste; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Mário Dionísio, em nota editorial na contracapa:
«Os contos de Maria Judite de Carvalho [...] revelam um tom de exprimir o amor e a infelicidade de amar, uma maneira de observar o mundo e de o mostrar, de o sentir e de o tornar sensível, que imediatamente denunciam a nacionalidade da autora.»

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Cidades Indefesas


FÁTIMA MALDONADO
capa do cineasta J.[oão] Botelho

Coimbra, 1980
Centelha – Promoção do Livro, SARL
1.ª edição
17,7 cm x 11,7 cm
72 págs.
exemplar estimado, embora a capa apresente sinais de antiga humidade; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos, A Regra do Jogo, Lisboa / Porto, 1981):
«É um primeiro livro, e desde logo renovante na nossa mais recente poesia. Uma tentativa de organizar o discurso confessional (desligado do lirismo intimista), que não perca de fito a recusa de ser um mero ofício de autenticidade: escolhe uma pose onde se busca tão-só organizar uma verosímil sinceridade. [...]
É importante, porém, não perder de vista que não é fundamental que se trate de uma mulher, mas sim que sejamos confrontados com histórias de uma pessoa que tem o sexo feminino. Não há primarismos feministas: há feminilidade. Que pode ser tão-só aquilo que também atinge outro sexo qualquer: a complexa mágoa de quando temos de reencontrar o corpo que pedimos que tomassem de nós. Numa naturalidade das referências ao sexo, à sua moral, às suas dominações interiores, enquanto se cospe a audácia de uma difícil despedida.
A mulher não é uma palavra de ordem: é um modo de ver e de ser. Não é uma fuga ao homem (por muito que possa assistir essa legitimidade a outras mulheres), para a penumbra do ódio e do racismo sexual: é um taco a taco com as taras masculinas dominantes e com esse mundo da pequena-burguesia sexual onde o homem se julga homem por se reprimir aos códigos que lhe convencionaram ser de homem, e que ninguém sabe particularmente quais são na fragilidade do ser. Sem perder nenhum tempo com missionarismos, Fátima Maldonado sarcastiza essas taras maioritárias que desfecundam o caminho entre muitos homens e muitas mulheres. [...]»

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Filipa


JOSÉ MANUEL PRESSLER
capa e grafismo de Cidália de Brito [Pressler]

Lisboa, 1967
Editado por Manuel de Castro
1.ª edição
17,9 cm x 13,6 cm
60 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota explicativa do poeta Manuel de Castro:
«José Manuel Pressler nasceu em Lisboa, freguesia de S. Sebastião da Pedreira, a 16 de Março de 1938.
Na noite de 29 de Outubro de 1965, em Bruxelas, cerca das 21 horas e 30 minutos, disparou um tiro na cabeça, tendo utilizado um velho revólver para tal fim. [...]
Os jornais que noticiam esta espécie de acontecimentos anunciam normalmente “faleceu” ou “pôs termo à vida”. O vulgo diz “morreu”. O padre Manuel Bernardes preferia “passou”. Eu, amigo do suicida por ínvios caminhos, afirmo: mudou.
A ultrapassagem de um certo limite é, para o predestinado, uma mudança de situação, nunca uma consequência.
Os que lerem este livro que procurem nele os porquês e os comos que tanto preocupam as costureiras literárias.
O responsável pela edição limita-se a propôr à leitura dos interessados a herança dum companheiro de aventura e mistério.
Sem explicações.»

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Plano para Salvar Veneza


JORGE DE SOUSA BRAGA

Coimbra, 1982
Fenda Edições
1.ª edição
16 cm x 12,5 cm
48 págs.
subtítulo: E outros poemas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Poeta Nu


JORGE DE SOUSA BRAGA
capa sobre fotografia de João Francisco Vilhena
grafismo de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
2.ª edição
19 cm x 12 cm
176 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião dos seis primeiros livros do escritor.

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Musa Algarvia



aa.vv.
ilust. Roberto Nobre

Lisboa, 1927
Empresa Cooperativa d’Arte e Publicidade «Ressurgimento»
1.ª edição
19,7 cm x 13,2 cm
112 págs.
subtítulo: Versos inéditos de poetas do Algarve escritos expressamente para este livro, cujo producto reverte a favor do Hospital da Misericordia de Faro
ilustrado com vinhetas encabeçando os poemas
encadernação recente de fantasia em tela com rótulo gravado a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre outros, encontram-se aqui poemas de Bernardo de Passos, Coelho de Carvalho, José Dias Sancho, Rui Santos, etc.

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Baladas


RUI SANTOS
capa de Mário Eloy

Lisboa, 1933
UP da Sociedade Gráfica, Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
110 págs.
exemplar manuseado, com acentuado restauro da capa; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Conjunto de pequenos contos. Segundo nota do escritor Pedro da Silveira, apensa ao exemplar que se encontra na Biblioteca Nacional: «Este livro foi apreendido, por ordem de Salazar. Motivo: a História que vem a páginas 95-98. A capa de Mário Eloy é a única que fez este pintor.» História que vale a pena transcrever na íntegra:
«Naquele país muito rico morria-se de fome. Mas todos os cidadãos esfregavam as mãos de contentes, porque tinham a certeza de que o seu país era rico.
Um dia, na praça pública, caiu um jovem.
Acercaram-se dêle um profeta, um filósofo e um coxo.
O resto era a multidão...
(E só a multidão olhou a sua desgraça – sem a ver: porque a multidão só sabe olhar!)
O filósofo meditou na afinidade que existia entre o nariz e a côr pálida do jovem e a indiferença, mais anciosa do que o costume, daquela gente para com a sua história – a sua fome.
E fez uma teoria!
O coxo, perante o moribundo, recordou todo o seu passado num pé só.
Não acreditava que se pudesse morrer, a não ser por falta dum pé.
E preguntou curioso:
– O que tem êste homem?
Respondeu-lhe o profeta:
– Tem a cara do ministro das finanças...»

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quinta-feira, dezembro 08, 2016

A Ilha de S. Thomé e a Roça Agua Izé


CONDE DE SOUSA E FARO

Lisboa, 1908
Typ. do Annuario Commercial
1.ª edição
25 cm x 18 cm
XVI págs. + 196 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre couché, capa a ouro e relevo seco sobre cartolina
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Tomé e Príncipe Desconhecidas



A. [ALFREDO] LOUREIRO DA FONSECA

Lisboa, 1918
ed. Henrique J. Monteiro de Mendonça
1.ª edição
33 cm x 22 cm
16 págs. + 9 folhas duplas em extra-texto
subtítulo: Conferência realizada na noite de 16 de Março de 1918, no «Centro Colonial»
ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo estatístico comparativo entre as diversas colónias portuguesas, quer do ponto de vista geográfico, quer populacional, quer no respeitante à administração dos recursos locais.

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A Ilha de S. Thomé e a Agricultura Progressiva



J. E. CARVALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1912
Edição do Auctor / Pap. e Typ. M. Corrêa dos Santos
1.ª edição
17,2 cm x 12,3 cm
244 págs. + 20 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
elegante encadernação em meia-francesa com gravação a ouro na lombada e motivos de florália em relevo seco no remate da pele em ambas as pastas
aparado, carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Thomé e Principe



VICENTE PINHEIRO LOBO MACHADO DE MELLO E ALMADA

Lisboa, 1884
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
XX págs. + 540 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Notas de uma Administração Colonial
encadernação antiga com restauro recente na lombada, cantos frágeis, rótulo gravado a ouro na lombada
muito pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, restauro tosco no frontispício
carimbos de posse nas págs. 1, 3 e 5
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo visconde de Pindela, diplomata, par do reino, deputado e ainda governador de São Tomé e Príncipe entre 1880 e 1881, de cuja experiência deixou o vertente estudo.

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Mário Cesariny [catálogo]



RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS

Lisboa, 1977
Direcção-Geral da Acção Cultural – Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição [única]
22,6 cm x 22,7 cm
214 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa
exemplar como novo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira monografia de vulto que o país dedicou ao pintor surrealista Mário Cesariny, obra editada por um órgão oficial do Estado, então secretariado por David Mourão-Ferreira.

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Textos de Afirmação e Combate do Movimento Surrealista Mundial


MÁRIO CESARINY, org., trad., prefácio e notas
grafismo de José Brandão

Lisboa, 1977
Editora Perspectivas & Realidades, artes gráficas, lda.
1.ª edição [única]
23,6 cm x 15,5 cm
516 págs. + 1 folha desdobrável (entre as págs. 256-257)
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse da família do falecido livreiro lisboeta António Barata
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das badanas:
«Sendo de 1947 a primeira tentativa de formação de um grupo surrealista no nosso país (Lisboa) é o presente livro uma excelente comemoração do atraso de vida que os anos da Ditadura impuzeram à publicação de um movimento cujo eixo de revolução exige a total transformação do mundo. A 30 anos do intento inicial, algo se ganhou contudo: a clarificação do sentido da luta travada em numerosos países (excluídos Portugal e também a Espanha), de 1924 até hoje, pelos surrealistas que, isolados ou em grupo, erguem a voz, quando não a própria vida, contra os pistoleiros da Poesia, os assassinos do Amor, os retaliadores da Liberdade, estejam eles na chamada direita, estejam na chamada esquerda, sinalefas, estas, cada vez mais incapazes de conter a actualmente-claramente visível decadência das ideologias, decadência de que o Surrealismo foi e continua sendo primordial fautor.
O leitor interessado encontrará neste livro muitas das principais linhas de fogo surrealista ateadas em França, no Peru, na Roménia, em Inglaterra, em Tenerife, no México, na Holanda, no Brasil, na Argentina, na Checoslováquia, na Síria, no Iraque, na Algéria, no Líbano, nos Estados Unidos da América do Norte. [...]»

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Burlescas, Teóricas e Sentimentais


MÁRIO CESARINY

Lisboa, 1972
Editorial Presença
1.ª edição
18,3 cm x 11,7 cm
208 págs.
exemplar estimado com indícios superficiais de desgaste na capa; miolo limpo
carimbo de oferta da antiga Livraria Barata na folha de ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de poemas recolhidos de anteriores livros do Autor e, pela primeira vez, ordenados cronologicamente, a que foram intercalados alguns ainda inéditos. Mestre surrealista, que o poeta e exegeta Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos – Sobre Poesia Portuguesa Actual e Outras Crónicas, A Regra do Jogo, Porto, 1981), a propósito de um outro livro, qualificou nestes magníficos termos:
«[...] os seus versos têm a ver com um certo pó negro que, fechado nuns fusos e atiçado num certo fio, tem balanços diferentes de adiposidades vindas de bote de ilhas adjacentes. [...]
Poucas vezes na poesia portuguesa o corpo desenhou um espaço tão radicalmente político como na obra de Cesariny. [...] A beleza convulsa das margens sociais, determinadas pelos que se julgam o centro e a ordem, é transformada na sua poesia em lugar exemplar do desejo. [...]
O surrealismo internacional teve um dos seus acasos mais felizes no facto de ter movido, no âmbito português, dois poetas que não eram meros prosélitos, António Maria Lisboa e Mário Cesariny. [...]»

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Tapetes de Arrayollos


SEBASTIÃO PESSANHA
capa de Alberto Souza

Lisboa, 1917
Typ. do Annuario Commercial
1.ª edição
28 cm x 20,4 cm
48 págs.
ilustrado
encadernação artística em tela de juta bordada a ponto-de-Arraiolos a partir do desenho da capa de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cozinha e Doçaria do Ultramar Português


M. A. M. [MARIA ANDELINA MONTEIRO GRILO*], coord.

Lisboa, 1969
Agência-Geral do Ultramar
[1.ª edição]
22,2 cm x 12,5 cm
92 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de grande variedade de receitas oriundas de todas as regiões do imprério colonial português.

* Segundo Adriano da Guerra Andrade, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Ministério da Cultura – Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999.

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quarta-feira, dezembro 07, 2016

Arte de Cozinha



JOÃO DA MATTA
pref. Alberto Pimentel

Lisboa, 1900
[ed. Autor]
4.ª edição («correcta»)
21,2 cm x 14,3 cm
368 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contém: dois pratos dedicados às Familias Real Portugueza e Imperial Brazileira – 10 jantares completos de primeira ordem – muitas receitas de cozinha ao alcance de todos – uma variada secção de doces, massas, môlhos, caldos e compotas – maneira de pôr a mesa e de a servir, etc.
encadernação modesta em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel ligeiramente manchado entre as págs. 252-269
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico do género, até por ser o primeiro livro redigido a pensar nos profissionais da restauração, além ser a primeira vez, na edição original de 1875, que aparece a receita dos célebres pastéis de bacalhau tal como a conhecemos hoje. João da Mata, filho de cozinheiro, virá a ser um cozinheiro de referência nos finais do século XIX e proprietário, primeiro do Grande Hotel da Mata e, depois, do Hotel Avenida.

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Alimentação Natural


JOSÉ LYON DE CASTRO, dr., 1900-1988

s.l., s.d. [Mem Martins, 1982 (seg. BNP)]
Publicações Europa-América, Ld.ª (ed. Francisco Lyon de Castro)
[1.ª edição]
20,8 cm x 13,9 cm
276 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo dos alimentos em geral e da sua melhor ou pior adequação às necessidades do nosso organismo, numa perspectiva bromatológica e dietética.

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100 Maneiras de Fazer Môlhos para Acompanhar Diversos Pratos e 100 Receitas de Almoços e Jantares Vegetarianos


BRANCA DE MIRAFLOR

Lisboa, s.d.
Livraria Barateira
s.i.
19,8 cm x 13,6 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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100 Maneiras de Cozinhar Bacalhau


ROSA MARIA

Lisboa, s.d.
Empresa Literária Universal
s.i.
19 cm x 13,2 cm
32 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequeno restauro na capa; miolo um pouco manchado nas primeiras cinco folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico da cozinha nacional, em que não falta uma pitada de humor politizado. A receita de bacalhau com que fecha o livrinho é um mimo inverosímil, que dá pelo nome de «bacalhau à Salazar»:
«Deita-se em água fervente o bacalhau demolhado, junta-se-lhe batatas descascadas e, quando tudo estiver cozido, coa-se a água, tempera-se de vinagre, alho e pimenta, servindo-se em seguida.
Este bacalhau, atendendo à sua forma económica, não leva azeite porque se ele for magro não o merece, e se for gordo não precisa dele.»

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Alimentação e Cozinha Racional


RAÚL D’OLIVEIRA FEIJÃO

Lisboa, s.d. [1959]
Edição da Livraria Progresso Editora
1.ª edição
19,4 cm x 14 cm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Receitas da TV


MARIA DE LOURDES MODESTO
fotografias de Jorge Alves
plano gráfico de João Luís

Lisboa, 1967
Editorial Verbo
1.ª edição
23,9 cm x 22,6 cm
248 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico entre os livros de cozinha portugueses contemporâneos, sendo a sua Autora uma referência no imaginário dessa geração que cresceu com a tv a preto e branco – imaginário, esse, que se nutriu por igual nas «conversas em família» de Marcelo Caetano, no «se bem me lembro» de Vitorino Nemésio e no «tv rural» de Sousa Veloso. Constitui, porém, a vertente obra um detalhado manual de culinária, sem par, mesmo quando os actuais “engenheiros químicos do tacho e da panela” se atrevem nesse terreno.

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Cozinha Tradicional Portuguesa



MARIA DE LOURDES MODESTO
textos introd. António Manuel Couto Viana
fotog. Augusto Cabrita / Homem Cardoso
grafismo de Sebastião Rodrigues

Lisboa / São Paulo, Janeiro de 1982
Editorial Verbo
1.ª edição
29,9 cm x 23 cm (álbum)
336 págs.
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas, lombada em pano cru impresso a vermelho
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Absoluto best-seller dos livros de cozinha portugueses, a vertente obra constitui o mais detalhado levantamento da diversidade culinária de um país, simultaneamente antropológico e prático, cuja utilidade ainda hoje não encontrou par.

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Doze Meses de Cozinha


MARIA DE LOURDES MODESTO
Virgílio Dantas (consultor técnico para os produtos vínicos)
grafismo de Edmundo Muge

Lisboa, 1975
Selecções do Reader’s Digest (Portugal), S.A.R.L.
1.ª edição
22,8 cm x 26,1 cm (oblongo)
440 págs.
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial
exemplar como novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, dezembro 03, 2016

Palestra | da | Penitencia | Sendo Corifeo, Author, e | Meftre o milagrofo | Deos Menino. | E feu legitimo Subftituto o Patriarca dos | Pobres o grande Pequeno | S. Francisco | de Assis




JERONYMO DE BELÉM, frei

Lisboa Ocidental, 1736
Na Offic. de Anton. Isidor. da Fonsec.
1.ª edição
14,8 cm x 10,6 cm
4 págs. (brancas) + 1 folha (gravura) + 14 págs. (ante-rosto, rosto, dedicatória, prólogo e licenças) + 12 págs. (epigrama, sonetos de Antonio Leitam de Faria, romance de Joaõ Correa da Sylva, e décimas de Fr. Joaõ de N. Senhora) + 6 págs. (índice geral e erratas) + 400 págs.
subtítulo: Para exercicio dos Alumnos da V. Ordem Terceyra | da Penitencia de S. Francifco de Xabregas, e de | todas as mais da Provincia dos Algarves. | Offerecida | Ao noffo Chariffimo Irmão o Senhor | D. Diogo Fernandes | de Almeida. | Miniftro da V. Ord. Terceyra de Xabregas | pelo padre [...]
encadernação da época inteira em pergaminho
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
breve rubrica manuscrita na primeira folha-de-guarda
PEÇA DE COLECÇÃO
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei Jerónimo de Belém foi padre «Franciscano observante da provincia dos Algarves. Exerceu na sua Ordem varios cargos, e entre elles o de Bibliothecario do convento de Xabregas, e Chronista da provincia. – N. na villa dos Arcos de Val-de-vez na provincia do Minho em 1692. Ignoro a data do seu falecimento, sendo certo que ainda vivia em 1760. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859). Ainda, segundo o mesmo, não mereceriam grande atenção as obras deste escritor, «[...] que em pureza e correcção de linguagem e estylo são pouco para imitar [...]».
Por seu turno (idem, tomo II), Diogo Fernandes de Almeida foi «Principal da egreja patriarchal de Lisboa, e Academico da Academia R. da Historia Portugueza, etc. N. em Lisboa em 1698, e foi filho de D. João de Almeida, Conde de Assumar, e irmão do outro Principal e Academico D. Francisco de Almeida Mascarenhas [...]. – M. a 8 de Março de 1752. [...]»
O vertente título não é referido por Inocêncio, apesar da sua especial relevância para a historiografia religiosa.

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Natal [1966-1967-1968-1969-1970-1971] [contos de escritores-médicos]

 
 

JOÃO DE ARAÚJO CORREIA
FERNANDO NAMORA
MIGUEL TORGA
FREDERICO DE MOURA
PACHECO NEVES
BERNARDO SANTARENO
BENTO GONÇALVES DA CRUZ
MÁRIO NAVARRO DE MENEZES
MÁRIO SACRAMENTO
ARMINDO RODRIGUES
GRAÇA PINA DE MORAIS
TABORDA DE VASCONCELOS
ORLANDO DE ALBUQUERQUE
PEDRO MAYER GARÇÃO
TEIXEIRA DE SOUSA
BARAHONA FERNANDES
ANTÓNIO MENDES MOREIRA
EVARISTO FRANCO
PRISTA MONTEIRO
grafismo de Edmundo Muge

Lisboa, s.d. [1966], 1967, 1968, 1969, 1970 e 1971
Instituto Luso-Fármaco
1.ª edição [única]
6 volumes (colecção completa)
23 cm x 17,8 cm (estojo)
[2 págs. + 32 págs.] + [44 págs. + 1 mica impressa] + [32 págs. + 1 vegetal impresso] + [36 págs. + 1 celofane] + [2 págs. + 34 págs.] + [4 págs. + 42 págs.]
exemplares estimados; miolo limpo
acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ofertas de laboratório farmacêutico, pontuais e alusivas à quadra, mas que souberam reunir um punhado de nomes notáveis da cultura literária nacional, como Araújo Correia, Namora, Torga ou Mário Sacramento. O próprio responsável pela imagem gráfica dos voluminhos, Edmundo Muge, era já um dos mais estimulantes capistas do livro negro de bolso, a Colecção Xis da Editorial Minerva.

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Assim Se Faz o Presépio



JORGE ESCALÇO VALADAS
capa e ilust. idem

Lisboa, 1957
Direcção-Geral do Ensino Primário – Plano de Educação Popular
1.ª edição
16,6 cm x 11,4 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto (ilust. polícroma) + 33 desdobráveis
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro constituído por figuras de presépio impressas em folhas desdobráveis para recortar e armar.

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Itinerario da Terra Sancta e Suas Particularidades


PANTALEÃO DE AVEIRO, frei
pref. António Baião

Coimbra, 1927
Imprensa da Universidade
7.ª edição
21,3 cm x 13,4 cm
XX págs. + 560 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei Pantaleão de Aveiro «[...] Vestiu o habito franciscano, e desejando vêr a Terra Santa, sahiu de Portugal em peregrinação em 1563, e depois de haver chegado até Jerusalem, permaneceu n’esta cidade durante tres anos, findos os quaes regressou á patria. Escreveu o Itinerario da Terra Santa, em que descreve minuciosamente a sua peregrinação. No prologo conta como, estando em Roma, fôra convidado pelo padre Bonifacio de Aragusa, guardião de Monte Sion, para ir com elle ás provincias de Italia em demanda de religiosos que substituissem os que tinham ido fazer o seu triennio á Terra Santa. Os dois religiosos sahiram de Roma, e tendo conseguido reunir uns 60 frades para a missão, dirigiram-se a Trento, onde então se celebrava o concilio. O Itinerario começa em Veneza, descreve todos os pontos em que fez estação, contando minuciosamente o que viu em Jerusalem e em todos os logares onde se desenvolveram os principaes dramas da paixão de Christo. Á volta da Palestina, Fr. Pantaleão e seus companheiros tomaram o porto de Napoles, fazendo depois o resto da viagem por terra, indo mais tarde a Veneza buscar as bagagens e as reliquias que traziam. [...]» (Fonte: Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Heraldico, Biographico, Bibliographico, Numismatico e Artistico, vol. I, João Romano Torres – Editor, Lisboa, 1904)

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Aspectos da Presença Árabe no «Itinerário da Terra Santa» de fr. Pantaleão de Aveiro


MANUEL AUGUSTO RODRIGUES

Leiden [Holanda], 1971
E. J. Brill [aliás, Imprensa de Coimbra, Lda.]
1.ª edição (separata das Actas do IV Congresso de Estudos Árabes e Islâmicos)
25,5 cm x 19 cm
50 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao general Câmara Pina
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo temático, estendendo-se pelos lugares e costumes sobre os quais o frade Pantaleão de Aveiro discorreu nas suas memórias de viagem pela Terra Santa no século XVI.

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Natal Português


LUÍS CHAVES

Lisboa, 1942
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
96 págs.
subtítulo: Preparação do Natal – Noite de Natal – Consoada – Madeiro e fogo do Natal – Missa do Galo – Presépio & Presépios – Cristo em domínio no Natal – Janeiras, Pastoradas, Autos Populares – Reis e Reisadas
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um aspecto menos conhecido, que Luís Chaves destaca em capítulo próprio: «Que festa a do “madeiro do Natal”! Numas terras, o preceito foi roubar a árvore: tem seu mistério profilático e requere estranhos ritos o roubo, – o roubo cultual, relacionado com outros cultos primitivos. Hoje: roubar é sempre roubar; embora nestes casos o proprietário da árvore seja indulgente. É o Natal!
Noutras terras, sempre um lavrador oferece a árvore para o “madeiro”. [...]
Em terra portuguesa, a “árvore do Natal” não é outra: chama-se o “madeiro do Natal”; e não se põe espècada numa sala, a fingir cenários exóticos. Deita-se num largo da povoação, – de preferência no adro da matriz ou da igreja, onde se oficia a “Missa do Galo”, – e pega-se-lhe o fogo. Serve para queimar em honra do Menino Jesus.
A “árvore do Natal” portuguesa é a modos de um círio aceso ao ar livre, diante do presépio. [...]»

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O Cavalinho de Pau do Menino Jesus



MANUEL ANTÓNIO PINA
ilust. Danuta Wojciechowska

Lisboa, 2004
Jornal Expresso (separata)
1.ª edição
17,2 cm x 13 cm
16 págs.
ilustrado a cor
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O recentemente falecido escritor portuense Manuel António Pina não se ficou apenas por versos e crónica jornalística; também a pedagogia vertida em conto e em teatro infantil lhe ocupou as preocupações criativas. Aqui, um desses exemplos: nada mouro – basto cristão.

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Conto de Natal para Crianças


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA

Lisboa, 1975
Forja Editora SARL
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
24 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel esfolado na primeira folha
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça-colagem na boa tradição dadaísta do ready made, denotando um sarcasmo agreste, em que o motivo do Natal serve ao autor como pretexto de denúncia política – pela evidência das imagens – do horror que sempre afectou o mundo: a guerra, o governo, a mentira oficial, a agressão e o abandono dos mais desprotegidos.

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«as mais belas poesias da língua portuguesa» [colecção]






escolhidas por JOSÉ RÉGIO:
1. CAMÕES, os mais belos sonetos
2. BOCAGE, os mais belos sonetos
3. CRISFAL, a mais bela écloga portuguesa
4. RODRIGUES LOBO, as mais belas poesias
5. TROVADORESCAS, as mais belas poesias
6. TOMÁS ANTÓNIO GONZAGA, as mais belas poesias
7. SÁ DE MIRANDA, as mais belas poesias
8. ANTÓNIO FERREIRA, as mais belas poesias
9. CANCIONEIRO GERAL DE GARCIA DE RESENDE, as mais belas poesias
10. DIOGO BERNARDES, as mais belas poesias
11. CAMÕES, as mais belas redondilhas
12. FREI AGOSTINHO DA CRUZ, as mais belas poesias
13. CAMÕES, as mais belas canções e odes
14. GONÇALVES DIAS, os mais belos cantos
15. GONGÓRICAS, as mais belas poesias
16. CASTRO ALVES, as mais belas poesias
17. OLAVO BILAC, as mais belas poesias
18. ANTERO, os mais belos sonetos
19. BERNARDIM RIBEIRO, as mais belas poesias

Lisboa, 1958 a 1967
Realizações Artis
1.ª edição
24,6 cm x 21,4 cm
[40 págs. + 40 págs. + 64 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 68 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 56 págs.] + 4 extra-textos em cada volume
19 volumes (completo)
ilustrações em heliogravura de João Abel Manta, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Manuel Lapa, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Maria Keil e Sá Nogueira
capas impressas a duas cores e relevo seco
miolo impresso a preto e laranja sobre papel superior (semi-cartolina)
compostos manualmente
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
os volumes 2 e 16 são da tiragem especial numerada e assinada por José Régio, respectivamente n.º 71 e n.º 82
PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)


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