quarta-feira, fevereiro 22, 2017

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


O Anjo Tutelar




JOSÉ FERNANDES FAFE
ilust. António Quadros

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,8 cm
36 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA EXTENSA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Modernidade na Poesia Portuguesa Contemporânea


JOSÉ FERNANDES FAFE

Lisboa, 1980
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,9 cm
40 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, fevereiro 21, 2017

Um Homem de Barbas



MANUEL DE LIMA
pref. José de Almada Negreiros
ilust. Bernardo Marques

Lisboa, 1944
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
21,3 cm x 16 cm
108 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Almada Negreiros:
«[...] O autor de Um Homem de Barbas servindo-se do realismo para desfazer o próprio realismo, acaba por nos introduzir sem peias no mundo da ficção, e com a velocidade do próprio pensamento desloca as suas personagens até ficar o único símbolo da obra: as barbas. [...]»

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Obras de Manuel de Lima


MANUEL DE LIMA
prefácios de António Maria Lisboa e José de Almada Negreiros
capa e grafismo de Soares Rocha
desenhos de João Rodrigues, Mário Alberto, José Araújo e Carlos Martins Pereira

I. A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem *
II. Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido
III. O Clube dos Antropófagos
[novela * + teatro]

IV. Um Homem de Barbas, e outros contos

Lisboa, 1972-1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª [*] e 2.ª edições
4 volumes (completo)
18,5 cm x 12 cm
160 págs. + 264 págs. + 272 págs. + 192 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra literária esquecida, sob o capacho da prosa actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc... Ou, nas palavras que lhe são próprias: «Os ricos acham deselegante quando se lhes pedem pequenas quantias [...]. Quem sabia disso era o Al Capone.»
Foram seus primeiros editores Luiz Pacheco (Contraponto) e, mais tarde, Vitor Silva Tavares, na Ulisseia.

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O Clube dos Antropófagos



MANUEL DE LIMA
capa de Rocha de Sousa

Lisboa, 1965
Editoria Ulisseia
1.ª edição
18,1 cm x 11,5 cm
128 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA EXTENSA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A MÁRIO ALBERTO
assinatura de posse de Mário Alberto no ante-rosto
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra literária esquecida, sob o capacho da escrita actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc...
Foi seu primeiro editor Luiz Pacheco (Contraponto), e, aqui, Vitor Silva Tavares, abrindo com ele uma colecção na Ulisseia – a Colecção Vária –, que irá constituir a matriz estilística e programática do que veio a ser o catálogo de livros da editora & etc.

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A Toca do Lobo


TOMAZ DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1947
Edições Ática
1.ª edição
21,5 cm x 14,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 19, 2017

Assim Cantava um Cidadão do Mundo



ROBERTO DAS NEVES
ilust. Arcindo Madeira, Fernando Dias da Silva, Joaquim Mendes, et alli

Rio de Janeiro, 1952
Editora Germinal
1.ª edição
18,8 cm x 14,4 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas que levaram o autor treze vezes aos cárceres do santo ofício de Salazar
ilustrado
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no topo do ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roberto Barreto Pedroso Neves (1907-1981), formado em filosofia e pedagogia, foi jornalista e professor em Portugal, Espanha e Brasil, e um dos grandes impulsionadores da difusão do esperanto. Tendo sido uma das primeiras vítimas da polícia do Estado Novo, desde que foi preso no 1 de Fevereiro de 1927 nunca mais deixou de sofrer com as perseguições que lhe foram movidas. Terão sido as suas muitas sátiras político-sociais o grande motivo de alarme por parte do poder... que assim se mostrava vulnerável à verdade anarquista e anticlerical. Acabando por se exilar no Brasil, Roberto das Neves fundou a Editora Germinal, que deu voz a escritores como Tomás da Fonseca, Edgar Rodrigues, Fernando Queiroga, etc.

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Nome de Guerra


JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS

Lisboa, 1956
Edições Ática
2.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
256 págs.
capa impressa a preto e vermelho, cercadura em relevo seco
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta no verso da capa o ex-libris de Carlos J. Vieira
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deseja-se Mulher



JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

Lisboa, Maio, Junho e Julho de 1959
Tempo Presente – Revista Portuguesa de Cultura (ed. José Maria Alves)
1.ª edição
apenas os 3 fascículos da revista que incluem a peça teatral de Almada
23 cm x 16 cm (fascículos) / 24,1 cm x 16,6 cm (estojo)
116 págs. + 100 págs. + 100 págs.
subtítulo: Espectáculo em 3 actos e 7 quadros
ilustrado
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
acondicionados em estojo artístico de manufactura recente
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de Almada encontra-se impresso sobre papel azul, situando-se entre as págs. 65-80 do n.º 1, as págs. 61-72 do n.º 2, e as págs. 57-68 do n.º 3. Vítor Pavão dos Santos alude às circunstâncias que envolveram a criação e, muito mais tarde, a edição da vertente obra teatral (ver Almada [catálogo], Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984):
«[...] foi lá [em Madrid], estimulado talvez por um clima de intensa criatividade, que escreveu o seu melhor teatro, e em espanhol, segundo conta, para ali ser levado à cena. Trata-se fundamentalmente do tríptico El uno, tragedia de la unidad, constituído por Deseja-se mulher (1927-1928), em que procura apresentar “o indivíduo separado da colectividade, a pessoa humana diante de um caso pessoal”, e S.O.S. (1928-1929), que mostra “a colectividade sofrendo o inevitável atrito de cada um dos seus indivíduos”.
Teatro dito de comunicação imediata, Deseja-se mulher, que Almada viria a considerar “o meu melhor exemplo”, “onde toda a acção está constantemente negada”, é o seu melhor texto teatral, fluindo numa linguagem viva e nova, poética e misteriosa, coloquial e apaixonante, onde solidão e amor, simbolizados na fórmula 1 + 1 = 1, se rodeiam de certo humor, por vezes pitoresco, criando um clima moderno, modernista até, mas sempre forte e nunca gratuito.
Publicada em 1959, com belos e depurados apontamentos para a cenografia, a peça só foi representada em 1963, numa encenação de Fernando Amado, com os elementos cénicos de Almada transpostos pesadamente para o palco por Vitor Silva Tavares, na Casa da Comédia, onde a peça voltaria, em 1972, em encenação imaginativa de Fernanda Lapa – que fora a “Vampa” na criação – desenhada por Carlos Amado. [...]»

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Ver

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS
capa, notas e pref. de Lima de Freitas

Lisboa, 1982
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
24,2 cm x 22,1 cm
280 págs.
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar como novo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de cadernos, a maioria então ainda inéditos, que completam quanto Almada já tinha dado a conhecer, em 1948, na brochura Mito – Alegoria – Símbolo. Trata-se de uma portentosa reflexão em redor da «geometria simbólica, a numerologia e a organização dos mitos. [...]
Com efeito, conviria desde já tornar claro que o conjunto de textos que formam este volume constitui, a nossos olhos, não apenas uma das páginas mais inteligentes e cativantes da moderna literatura portuguesa – inteligentemente bela e cativantemente inteligente – como também um documento, praticamente único no seu género, de um pensamento de raiz artística que parte à procura da significação do universo e do homem através da inteligência e decifração das formas e dos sinais, o qual, pela vivíssima originalidade, pela visão criadora que o percorre e pela coerência interna da sua reflexão ocupa um lugar de privilégio na cultura ocidental. [...]»

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O Escaparate de Todas as Artes ou Gil Vicente Visto por Almada Negreiros [catálogo]


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS
capa e grafismo de Alda Rosa

Lisboa, Setembro de 1993
Secretaria de Estado da Cultura – Instituto Português de Museus
1.ª edição [única]
21,4 cm x 21 cm
2 págs. + 82 págs.
subtítulo: Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento de Almada Negreiros no Museu Nacional do Teatro
capa impressa frente e verso
profusamente ilustrado a negro e a cor
exemplar estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conclui assim Vítor Pavão dos Santos o seu magnífico ensaio:
«[...] Tanta sabedoria, tanta imaginação, tão clara compreensão de Gil Vicente convergem neste Auto da Alma, que bem pode considerar-se o testamento teatral de Almada.
E com este espectáculo em que tudo desejou abranger, se chega ao fim desta breve incursão pelo constante fascínio de Almada pelas artes do espectáculo. Para todas tão apto e por todas tão fascinado que nenhuma distinguiu, por todas se dispersando, em nenhuma, por isso, deixando a grande obra que em tudo quanto fazia constantemente se anunciava.
Afinal, porque, para Almada, o espectáculo tanto estava na escrita, como no desenho, como no pensamento, como, muito especialmente, na própria vida.»

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Artigos no Diário de Lisboa


ALMADA NEGREIROS
pref. E. W. Sapega
grafismo de M. J. Matos

Lisboa, 1988
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição [em livro]
24 cm x 15 cm
140 págs.
vol. III das Obras Completas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 2.041 de uma tiragem declarada de 3.000 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião dos artigos escritos para o DL entre 1921 e 1925.

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Poemas Com Endereço



ALEXANDRE O’NEILL
[capa de Escada]

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,6 cm
88 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o livro:
«O’Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada. [...]»

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selec. e pref. Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,6 cm x 16,2 cm
296 págs.
cartonagem editorial, sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar como novo
é o n.º 3.383 de uma tiragem não declarada
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que o escritor italiano Antonio Tabucchi nos apresenta revertida, dos poemas mais recentes para os mais antigos. Esplendor da palavra surrealista, que, não deixando de o ser, surge em O’Neill liberta da ortodoxia. As reproduções fotográficas, da autoria do filho do poeta, vão pontuando os principais núcleos temáticos da escrita do pai.

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Tomai Lá do O’Neill!


ALEXANDRE O’NEILL
selecção e prefácio de Antonio Tabucchi
fotografias de Alexandre Delgado O’Neill

Lisboa, 1986
Círculo de Leitores
1.ª edição
24,5 cm x 16,1 cm
296 págs.
cartonagem editorial com falta da sobrecapa, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 5.809 de uma tiragem não declarada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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As Andorinhas Não Têm Restaurante


ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
96 págs.
são conhecidos alguns poucos exemplares revestidos com sobrecapa, o que não é o caso presente
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Eduardo Prado Coelho, a «[...] homegeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. [...]
Valerá a pena, contudo, indicar até que ponto a integração do calão no texto introduz um princípio de subversão do discurso literário tradicional que vê agora a sua dignidade desmantelada. O calão visa um efeito destrutivo em relação à linguagem cultural, produzindo um insistente mecanismo de desvalorização. [...]» (Colóquio / Letras, n.º 3, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Setembro de 1971)

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Coração Acordeão


ALEXANDRE O’NEILL
selec. e pref. Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição [em livro]
22,2 cm x 15,7 cm
192 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de dispersos avulsos na imprensa periódica. O nome do organizador, Vasco Rosa, é garantia suficiente para a qualidade da edição e o escrúpulo na busca e na transcrição das fontes primárias.

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Poesias e Cartas


JOSÉ BAÇÃO LEAL
pref. Urbano Tavares Rodrigues

s.l. [Porto*], 1971
Tipografia Vale Formoso
[2.ª edição]
20,7 cm x 15 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sinopse do filme Poeticamente Exausto, Verticalmente Só (frase retirada de uma das suas cartas), realizado por Luísa Marinho em sua homenagem:
«[...] José Bação Leal, um jovem e promissor poeta, falecido em Moçambique durante a guerra colonial, com apenas 23 anos. Com uma sensibilidade à flor da pele e uma consciência política rara naqueles tempos, marcou fortemente as pessoas com quem conviveu. Após a sua morte, os amigos juntaram-se para editar, em forma de homenagem, os seus poemas e cartas. Em 1971 o seu pai reedita-o desta vez com grande impacto no meio literário e intelectual. Será, nesse ano, o livro mais vendido na Feira do Livro de Lisboa, antes de ser apreendido pela PIDE. [...]»
Cabe acrescentar que o seu testemunho – não propriamente poético – se insere numa linhagem com nomes como Fernando Assis Pacheco e Nuno Guimarães.

* A edição original, com data de 1 de Setembro de 1966, foi impressa em Lisboa. Tudo leva a crer tratarem-se ambas da responsabilidade da família do falecido Autor.

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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Caricaturas Pessoais


 F.[RANCISCO] VALENÇA

Lisboa, 1931
Edição da Renascença Grafica
1.ª edição [única]
24,1 cm x 19 cm
216 págs.
subtítulo: Com legendas do Autor
profusamente ilustrado, imagens em zincogravura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colecção de caricaturas publicadas no periódico Sempre Fixe, com amáveis legendas do próprio desenhador, que, partindo de uma inspiração de 1900 subsidiária de Rafael Bordalo Pinheiro (O Chinelo, Varões Assinalados, etc.), ganha o seu elã precisamente nesta época.

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O Aldrabão Pimenta e a Sua «História»



JOÃO PAULO FREIRE (MÁRIO)
ilustrações de Francisco Valença

Lisboa, s. d. [1934 e 1935]
Edição do Autor
1.ª edição
3 volumes
24 cm x 19 cm
volume 1: 60 págs.
volume 2: 76 págs.
volume 3: 88 págs.
subtítulos:
Análise contundente às parvoíces insanáveis dum megalómano mental. Primeiro opúsculo. Primeira corrida em pêlo – A «Prefação...»
[...] Segunda corrida em pêlo – Do «1.º Parágrafo...»
[...] Terceiro e último opúsculo. Terceira e última corrida em pêlo – Em pleno monturo!
exemplares em razoável estado de conservação
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica jocosa à volta duns duvidosos Elementos de História de Portugal de Alfredo Pimenta: «[...] Estou arrependido de ter comparado êste biltre ao truculento José Agostinho de Macedo. O frade de Beja era incapaz de escrever esta protérvia, porque o irrequieto tonsurado era mau, mas tinha talento e sabia gramática. Êste tratante dos Elementos nem talento, nem gramática. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 13, 2017

A Entrevista – Sem santo nem senha



JOAQUIM LEITÃO

s.l., 30 de Outubro de 1913 a 8 de Maio de 1914
1.ª edição
20 números (completo)
24,5 cm x 17,5 cm
318 págs. (num. contínua) + 19 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em tela com cromo colado na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, fevereiro 11, 2017

O Fantasma do Louvre


ARTHUR BERNÈDE
trad. Leyguarda Ferreira

Lisboa, s.d.
Edição Romano Torres
1.ª edição
19,6 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conhecido romance de mistério Belphégor, que esteve na origem, em 1927, do filme homónimo de Henri Desfontaines.

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Casino de Paris


Paris, 1929
Édité par Les Publications Willy Fischer
[1.ª edição]
18 cm x 13,7 cm
56 págs.
profusamente ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de actividades artísticas do Casino para a Saison 1929, em que se destaca a peça de teatro de revista Paris Qui Charme de Albert Willemetz, Saint-Granier e Jean Le Seyeux. No mais, trata-se de um voluminho de grande interesse para o estudo da publicidade dos anunciantes na época.

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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

O Valor da Mulher Portuguesa Aquém e Além Mar



SANTOS GUERRA

Lisboa, 1955
s.i. [Tip. Silvas, Lda.]
1.ª edição
23 cm x 15,4 cm
32 págs.
encadernação inteira em tela com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Hamlet Austríaco


CLAUDE ANET
capa de Stuart

Lisboa, s.d.
Editorial «O Século»
[1.ª edição]
19 cm x 12,3 cm
264 págs.
subtítulo: Biografia romanceada do Príncipe Rodolfo, de Áustria, com 19 retratos e outras gravuras, reproduzidos de documentos e publicações da época
ilustrado
exemplar muito estimado, miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Claude Anet (1868-1931) era o pseudónimo do escritor, tenista e coleccionador de arte suíço Jean Schopfer.

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Os Poemas de [...]


ÁLVARO FEIJÓ
pref. João José Cochofel
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
2.ª edição [dos poemas reunidos]
20,4 cm x 14 cm
2 págs. + XXXII págs. + 176 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Álvaro Feijó (1917-1941) publicou em vida apenas um dos livros aqui reunidos – Corsário –, tudo o mais se deveu ao esforço editorial póstumo dos seus amigos, logo após o seu falecimento, na colecção coimbrã Novo Cancioneiro, com um volume que trazia não somente o referido título como também quase toda a sua produção inédita. A vertente edição retoma essa mesma primeira homenagem.

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Voz Velada


ARQUIMEDES DA SILVA SANTOS

Coimbra, 1958
Edição do Autor (Textos Vértice)
1.ª edição
19,2 cm x 13,2 cm
78 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Afirma Pereira


ANTONIO TABUCCHI
trad. José Lima
capa de Rogério Petinga

Lisboa, 1994
Quetzal Editores
1.ª edição
23 cm x 13 cm
212 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] Tendo por pano de fundo o salazarismo português, o fascismo italiano e a guerra civil espanhola, Afirma Pereira é a história atormentada da tomada de consciência de um velho jornalista solitário e infeliz.»

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Poèmes


ARTHUR RIMBAUD
pref. Paul Claudel

Paris, 1960
Librairie Gallimard – Le Livre de Poche
s.i.
16,5 cm x 11 cm
180 págs. + 12 págs. (não num.)
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Œuvres


ARTHUR RIMBAUD
pref. Paul Claudel

Paris, 1937
Mercure de France
s.i.
20,4 cm x 13,6 cm
4 págs. + 400 págs.
subtítulo: Vers et proses – Revues sur les manuscrits originaux et les premières éditions mise en ordre et annotées par Paterne Berrichon – Poèmes retrouvés
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o avisado Paul Claudel no seu texto de apresentação:
«Arthur Rimbaud apparaît en 1870, à l’un des moments les plus tristes de notre histoire, en pleine guerre civile, en pleine déconfiture matérielle et morale, en pleine stupeur positiviste. Il se lève tout à coup, – “comme Jeanne d’Arc!” s’écriera-t-il plus tard lamentablement. [...]. Est-ce un fait commun que de voir un enfant de seize ans doué des facultés d’expression d’un homme de génie? [...] Et quel nom donner à un si étrange événement? [...]»
Um exemplo de visão, antecipando o mundo que estava na altura a formar-se:
«DÉMOCRATIE
“Le drapeau va au paysage immonde, et notre patois étouffe le tambour.
“Aux centres nous alimenterons la plus cynique prostitution. Nous massacrerons les révoltes logiques.
“Aux pays poivrés et détrempés! – au service des plus monstrueuses exploitations industrielles ou militaires.
“Au revoir ici, n’importe où. Conscrits du bon vouloir, nous aurons la philosophie féroce; ignorants pour la science, roués pour le confort; la crevaison pour le monde qui va. C’est la vraie marche. En avant, route!»

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Œuvres Complètes


ARTHUR RIMBAUD

Paris, 1942
Éditions de Cluny
s.i.
23,8 cm x 13,3 cm
274 págs.
impresso a duas cores directas, elegantes capitulares abrem alguns núcleos poéticos
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo quase apagado no fontispício
é o n.º 1.898 de uma tiragem limitada a 4.000 exemplares
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jean Nicolas Arthur Rimbaud (1854-1891), poeta, libertino e contrabandista, exerceu a maior influência no rumo da literatura poética contemporânea francesa em particular, mas também nas poéticas além-Atlântico. Pode dizer-se que o movimento surrealista mundial nasceu à partida do feliz cruzamento de Freud com Rimbaud, e pouco depois com Lautréamont e Sade.

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Uma Época no Inferno


JEAN-ARTHUR RIMBAUD
trad., pref. e notas de Mário Cesariny de Vasconcelos

Lisboa, 1960
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
124 págs.
composto manualmente e impresso na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pelos anos fora, Cesariny foi burilando esta tradução de Rimbaud, em que a Saison passará de época a uma rebuscada Cerveja no Inferno.

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quinta-feira, fevereiro 09, 2017

As Evidências


JORGE DE SENA

Lisboa, 1955
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
48 págs.
subtítulo: Poema em vinte e um sonetos
composto manualmente e impresso na Tipografia Ideal
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do poema, uns admiráveis oito versos numa única respiração:

«[...] Na antiga e fácil pátria da amargura
com qual quais chegam vossas vozes vão
quebrando as ondas minha voz mais pura
só de ter visto o mesmo coração

que como exílio fora não perdura,
eis-me silêncio arrebatado e não
nenhuma ausência ou extrema formosura
de um Deus que volta em pompa e escuridão. [...]»

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Peregrinatio ad Loca Infecta


JORGE DE SENA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,1 cm x 14,1 cm
XVI págs. + 204 págs.
subtítulo: 70 Poemas e um Epílogo [ou] 70 poemas, alguns dos quais amáveis, com um epílogo altamente filosófico, e sem prefácio do autor
é o n.º 33 da Colecção Poetas de Hoje
reproduz na pág. VII um poema autógrafo zincogravado
exemplar como novo
junta-se marcador publicitário onde, além de notícia editorial acerca da excelência do Autor, é dada ao título a tradução «Peregrinação a Locais Infectos»
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o poeta no seu “não-prefácio”:
«[...] O título é caricatura de Peregrinatio ad loca sancta, espécie de guia e relatório devoto, artístico e prático do peregrino da Terra Santa, que constitui um dos mais preciosos documentos existentes para o estudo do latim vulgar. Terá sido composto por Etéria ou Egéria, ou santa qualquer coisa, freira talvez de Braga, que, em 395 da nossa era, viajou à Palestina, ao Sinai, ao Egipto e a Constantinopla. Como se vê, a mania portuguesa de viajar e relatar as peregrinações feitas é antiga. [...]»

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Anedotas Portuguesas e Memórias Biográficas da Corte Quinhentista


[ANÓNIMO]
leitura do texto, introd., notas e índices de Christopher C. Lund

Coimbra, 1980
Livraria Almedina
1.ª edição
26,2 cm x 19,7 cm
220 págs.
subtítulos: Istorias e ditos galantes que sucederaõ e se disseraõ no paço – Contendo matéria biobibliográfica inédita de Luís de Camões e outros escritores do século XVI
impresso sobre papel superior creme
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice manuscrito encontrado pelo professor norte-americano Christopher Carson Lund, em 1976, na Biblioteca do Congresso nos Estados Unidos. Conforme a sua descrição, tem «[...] encadernação actual, em bezerro, [...] executada por Lesort em Paris, provavelmente nos fins do século XIX, e traz na capa as armas do 2.º Conde de Olivais e Penha Longa (José de Araújo Pinto Leite, 1871-1956) estampadas em ouro. [...]» Tudo indica ser uma cópia seiscentista, cuja autoria aponta na direcção de Rui Lourenço de Távora. Quanto à validade deste género literário, ele «[...] surge modernamente nos séculos XV e XVI, como uma das actividades satélites no desenvolvimento do humanismo, praticada principalmente entre os italianos [...]», e pode afirmar-se que «[...] “sem o uso da anedota literária é vão tentar a biografia literária”. [...]» E acrescenta Lund, em defesa da sua descoberta:
«[...] Grande foi o nosso alvoroço quando descobrimos que, além de anedotas biográficas não conhecidas do autor d’Os Lusíadas, havia também entre elas poesias desconhecidas atribuídas a Camões e, se atendermos ao seu contexto ingénuo e aparentemente autêntico, a ele certamente atribuíveis. [...] Camões não é o único autor escondido entre as folhas da obra. Nomes já consagrados na história e na literatura de Portugal como D. Francisco de Portugal, Jorge de Montemayor, Fr. Bartolomeu dos Mártires, D. António de Ataíde, Pantalião de Sá, Cristóvão de Moura, Tomás Jordão de Noronha, o Duque de Bragança, etc., saltam à vista a cada folha, junto a nomes menos conhecidos, mas em anedotas igualmente interessantes. [...]»

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quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Dinis e Isabel


ANTÓNIO PATRÍCIO
ilust. Sofia de Sousa

Paris-Lisboa – Porto – Rio de Janeiro, 1919
Livrarias Aillaud e Bertrand – Livraria Chardron – Livraria Francisco Alves
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
196 págs.
subtítulo: Conto de Primavera
ilustrado com elegantes cabeçalhos
impresso a duas cores sobre papel superior avergoado
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada e na contracapa; miolo limpo
carimbo do autor na pág. 4
sucessivas dedicatórias de posse no frontispício e no ante-rosto, sendo esta do engenheiro agrónomo Francisco Perry Vidal
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Fim


ANTONIO PATRICIO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
23,5 cm x 15,4 cm
48 págs.
subtítulo: Historia Dramatica em Dois Quadros
ornado com belíssimas vinhetas à cabeça de cada Quadro
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a segunda obra do Autor, em que, sendo um texto para representação teatral, se articulam harmoniosamente diálogo prosaico e poético. O episódio histórico retratado, em alegoria, dá-nos uma rainha à beira da loucura enquanto à sua volta um povo sem rei julga poder regressar a um passado glorioso, ao despertar da “raça”: alude-se, pois, aos últimos dias da monarquia e a D. Maria Pia, mãe de D. Carlos I, após o regicídio.

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O Coração e a Espada


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
pref. David Mourão-Ferreira
capa de António Vaz Pereira

s.l. [composto e impresso no Centro Gráfico de Famalicão], 1953
Távola Redonda
1.ª edição
21 cm x 16 cm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
é o n.º 150 de uma tiragem extra de apenas 165 exemplares numerados
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do estudo introdutório da Mourão-Ferreira:
«[...] Couto Viana opta pelo inferno da irredutibilidade entre si e os ritmos vitais, já que não é possível aquela perfeita concordância que veementemente deseja. Esta dolorosa opção origina, na sua Poesia, ora uma atitude de ensimesmamento quase comodista [...], ora certa maneira irónica [...], ora ainda o tom grave e patético destes dois alexandrinos [«Tenho lábios de pedra (há dor nesta secura!) / E há rios a fluir, longe das minhas veias»] [...].»

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Café de Subúrbio




ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
notas de Joaquim Manuel Magalhães e Fernanda Botelho
ilust. Juan Soutullo

Lisboa, 1992
[ed. Autor]
2.ª edição
21,2 cm x 29,9 cm (oblongo)
48 págs.
profusamente ilustrado
encadernação artística recente em tela
não aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
tiragem declarada de apenas 200 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Num dos posfácios, o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães põe as cartas na mesa, permitindo-nos ler os versos para além daquilo que é costume ler-se no imediato, porque um poema deve levar sempre consigo também a história da cultura em que está escrito:
«[...] Café de Subúrbio vive radicalmente da conjugação do efeito de verosimilhança com o efeito da regularidade prosódica assente na equivalência métrica, rimática e estrófica. É deste território imaginativo, verbal e processual que estabelece a partilha que pede ao leitor. Se o leitor predisposto a aceitar, por hábitos de tradicionalização convencionada nesses âmbitos, essa situação da escrita apenas tem de ser capaz de compreender as particulares intensidades conseguidas por Couto Viana para reconhecer o valor desta obra, o leitor ligado a hábitos de tradicionalização convencionada diferentemente por ligação a outras apostas prosódicas e discursivas terá de abdicar do pressuposto de que só por essa tradição se atinge um alto valor estético hoje em dia e predispor-se a encontrá-lo também noutro campo, onde o poema procura significar e não apenas ser, referir e não apenas abstractizar, prender numa regularidade e não apenas soltar na proliferação dos desequilíbrios estilísticos.
A apropriação deste livro pela leitura terá de assumir esta querela, que não o é, para poder ser plena. Para poder compreender que o seu valor não está em recusar a “outra” poesia, tal como o valor da “outra” poesia não está em recusar esta. O seu valor (de ambas) residirá sempre no modo como se inscrever em renovação ou intensificação, isto é, em vigor estilístico entre os conseguimentos das diversas tradições pelas quais são responsáveis ao serem delas consequências revitalizadoras. [...]»
Quanto ao ilustrador, o galego radicado em Portugal Juan Soutullo, foi ainda actor, mas é sobretudo conhecido pelos seus trabalhos como cenógrafo e como criador do Museu de Cera em Fátima.

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