segunda-feira, dezembro 30, 2013

Adolescente Agrilhoado


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
nova versão [de Adolescente, 1948]
17,6 cm x 10,8 cm
128 págs.
é o n.º 5 dos livros de bolso Colecção Autores Portugueses
exemplar em bom estado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fala-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998) do «choque provocado por Adolescente Agrilhoado (denúncia vigorosa da crueldade disciplinar nos seminários), [...] testemunhos exemplares da repressão sexual exercida pelas estruturas de poder – familiar, eclesiástico – sobre os adolescentes dos anos 30-40. Um estilo brilhante acabaria por justificar o apreço geral pela sua obra [...].»

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Sedução


JOSÉ MARMELO E SILVA
pref. Arnaldo Saraiva
capa de Aurélia Rosa da Silva

Lisboa, 1972
Editora Ulisseia
4.ª edição [1.ª edição do ensaio de Arnaldo Saraiva]
20,2 cm x 15,2 cm
168 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor António Alçada Baptista
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das notas editoriais na badana:
«[...] Escrita em 1936-37, aos 23 anos, foi em Dezembro deste ano que José Marmelo e Silva se estreou com a novela Sedução. Era exactamente quando e onde as doutrinas dos dois grupos literários se digladiavam.
Na Coimbra de então, enquanto baqueava a Presença, agrupavam-se esses jovens para lançarem os seus primeiros livros de cariz neo-realista. Sedução foi mesmo a primeira obra desse movimento literário que sucedeu aos presencistas. – Álvaro Manuel Machado. [...]
Realmente Sedução, impressa num papel rosa-velho, com uma capa onde esvoaçava uma borboleta e no lançamento que lhe fez Augusto dos Santos Abranches, na velha e já inexistente Portugália (de Coimbra), ao cimo do Quebra-Costas – parecia um livro a indicar uma apostasia aos valores convencionais. (...) E não apenas isto. Mas ainda e acima de tudo: um tema novo, escandaloso, bem dissecado e extraordinàriamente bem escrito. – Amândio Cásar. [...]»

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Sedução


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1960
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição («edição definitiva»)
19,5 cm x 14,2 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, algumas folhas dos dois primeiros cadernos foram mal abertas apresentando faltas de papel periférico mas sem afectar o texto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sonho e a Aventura


JOSÉ MARMELO E SILVA

Coimbra, 1943
ed. Autor [Atlântida]
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
112 págs.
subtítulo: Narrativas, vol. I (nunca foi editado qualquer outro volume sob o vertente título)
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja e gasta; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que inclui o notável texto «Depoimento», acerca do qual afirmam António José Saraiva / Óscar Lopes: «grande e tensa sobriedade, sem prejuízo de certa força poética» (História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).

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São João Subiu ao Trono


CARLOS AMARO
ilustrado por Sarah Afonso

Lisboa, 1927
Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial [ed. Autor]
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
196 págs.
subtítulo: Grande Auto, ou Mistério em Seis Quadros
inclui 18 desenhos distribuídos ao longo do corpo do texto, ora em vinheta, ora em página inteira
composto manualmente
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 4
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, dezembro 27, 2013

Gente Vária


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1928
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição (2.º milhar)
19 cm x 12,4 cm
268 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Longe da Vista



BRITO CAMACHO

Lisboa, 1926
Livraria Editora Guimarães & C.ª
2.ª edição
19 cm x 12,4 cm
202 págs.
exemplar envelhecido pelo tempo, com pequeno restauro na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de comentários de uma viagem a Espanha, França e Itália, datado de 1918, altura em que o médico militar republicano e activista político fundador dos jornais de combate O Intrasigente e a A Lucta, e líder do Partido Unionista, começava a afastar-se da vida política. Tendo tido, durante o 5 de Outubro de 1910, um papel crucial na ligação entre os civis armados e o exército, e constando o seu nome, no ano seguinte, entre os signatários da importante Lei da Separação da Igreja do Estado, a crescente discordância quanto ao radicalismo presidencial de António José de Almeida leva-o ao progressivo abandono da militância.

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Gente Rustica


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1921
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
236 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e na pág. 5
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre as tendências do realismo social, a que geracionalmente pertenceram Raul Brandão, Aquilino e Ferreira de Castro, situa-se o naturalismo mordaz de Manuel Brito Camacho, predominantemente rural alentejano. O vertente livro será dos mais saborosos de leitura, que nos legou.

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Por Ahi Fóra


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1916
Guimarães & C.ª – Editores
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
200 págs.
subtítulo: Notas de Viagem
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenos restauros na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Terra de Nod


JUDITH NAVARRO
capa de António Domingues

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
318 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Terra de Nod é um livro violento.
Numa prosa intensa, pungente, ácida, Judith Navarro fala-nos do amor, da contraditória relatividade dos conceitos de justo e injusto, de culpa e de inocência, de bem e de mal, de sentido e não-sentido da existência através da história de um homem e de uma mulher que se encontram, e se desencontram, e se perdem, nos caminhos da vida.»

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A Azinhaga dos Besouros


JUDITH NAVARRO

Lisboa, s.d. [1948]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ESCRITOR JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escritora de confidência de uma dor dilacerante, num olhar minuciosamente atento e crítico ao viver pequeno-burguês. A sua arte irá contaminar a melhor poesia de José Gomes Ferreira.

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Queres Ouvir? Eu Conto


IRENE LISBOA
capa e desenhos de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
17,9 cm x 13 cm
168 págs.
composto manualmente na desaparecida Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Pouco e o Muito


IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Crónica Urbana
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Irene do Céu Vieira Lisboa (ou Manuel Soares, ou João Falco) exprimiu o seu invulgar isolamento, o seu abandono, num tom literário ímpar, mesmo num contexto português de amesquinhamento da escrita feminina. Jacinto do Prado Coelho sublinha este aspecto no Dicionário de Literatura (Figueirinhas, Porto, 1976): «[...] a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar [...]».

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13 Contarelos


IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,2 cm x 11,7 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeira obra literária de Irene Lisboa.

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Apontamentos

IRENE LISBOA

Lisboa, 1943
[ed. Autora ?]
Gráfica Lisbonense
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
288 págs.
capa impressa sobre cartolina marmoreada
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de reflexão acerca de tudo e de nada, em que o exercício intelectual da própria escrita é constantemente interrogado nos seus meios e fins.

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Título Qualquer Serve


IRENE LISBOA

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Para novelas e noveletas
exemplar estimado, capa suja e acidulada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, dezembro 26, 2013

O Mistério das Pernas Trocadas


HARRY STEPHEN KEELER
HAZEL GOODWIN [KEELER]
trad. Berta Mendes

Lisboa, s.d.
Editorial Seculo
s.i.
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar estimado, contracapa e lombada com vagos sinais de lepisma; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance de dedução e mistério, com um interessante motivo escheriano, em que o autor se torna personagem de um outro romance (Gatos Que Conheci) dentro do romance, provavelmente aproveitando a repartição das tarefas literárias pelos dois escritores titulares, Harry e a sua companheira Hazel. Autores, ambos, prolíficos e basto reconhecidos nos meios da ficção pulp, apesar de colaborarem na vertente obra, assinaram obras em separado. Uma última curiosidade: a tradutora, Berta Mendes, também algumas vezes traduziu livros em colaboração com Manuel Mendes, o marido, como por exemplo O Príncipe de Maquiavel.

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Bancarrota



TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1962
edição do Autor
1.ª edição («destinada ao Brasil»)
18 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Exame à Escrita das Agências Divinas
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
exibe na pág. 2 carimbo com ex-libris de Manuel Ferreira de Sousa (Maso)
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano panfletário, bem conhecido pela sua permanente denúncia da Igreja Católica, foi, porém, como pedagogo do método da Cartilha Maternal de João de Deus que terá deixado melhores frutos. Neste particular, a sua acção directa junto das escolas primárias do centro-norte do país foi notável, acabando na sua expulsão do ensino em 1934. O vertente livro encaixa precisamente neste assunto: «A lenta mas persistente investida com que a Igreja Católica, durante e após a primeira Grande Guerra, procurou demolir a obra social que, em poucos anos de República, conseguimos erguer, impõe-me o dever de recordar, tanto aos novos agentes dessa Igreja, como à descuidosa geração que ela traz empenhada em ambiciosos devaneios – as razões que tivemos para falar e agir [...]» (da nota introdutória ao volume). E segue coligindo artigos seus, entendidos como de insofismável actualidade, que andavam espalhados pela imprensa da época (1909 e 1910), a que junta um último texto já de 1962 lembrando que «A oposição, portanto, é um dever sempre que a Nau do Estado ou a Barca de Pedro dêem sinais de pouca segurança na armação ou se encaminhem para escolhos onde se despedacem e vão ao fundo. [...]»

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Na Cova dos Leões


TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1958
sem nome de editor
[Emp. Téc. de Tipog., Lda. – Vila Franca de Xira]
1.ª edição [2.ª edição do título Fátima (Cartas ao Cardeal Cerejeira)]
18,3 cm x 12,4 cm
464 págs.
exemplar em bom estado
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Luís Filipe Torgal (Prefácio à reedição da Antígona, Lisboa, 2009):
«[...] é porventura um dos mais emblemáticos textos “subversivos” impressos em Portugal durante o salazarismo. Foi escrito por um republicano racionalista e livre-pensador abjurado pela Igreja Católica e pelo regime autoritário e “catolaico” do Estado Novo. [...]»
Naturalmente, o volume, como quase toda a sua obra de polemista, correu sempre clandestino entre os leitores.

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sábado, dezembro 21, 2013

Cobra [catálogo]


[PIERRE] ALECHINSKY
[KAREL] APPEL
[ASGER] JORN
texto de Edouard Jaguer
trad. e nota prévia de Mário Cesariny

Lisboa, 1973
Galeria S. Mamede
1.ª edição [única]
25 cm x 20,2 cm
44 págs. (não numeradas) + 16 págs. (caderno com o texto em francês)
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O movimento de artistas plásticos radicais, maioritariamente surrealistas, que se autodenominou Cobra – nome inspirado na fusão das cidades de onde eram oriundos: Copenhaga, Bruxelas, Amsterdão –, esteve no cerne do que veio a ser o grupo de acção directa mais importante na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

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quarta-feira, dezembro 18, 2013

Os Idolos de Barro II – Julio Dantas


JOSÉ DIAS SANCHO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1922
Editora Olhanense Limitada
1.ª edição
21,4 cm x 15,9 cm
72 págs.
exemplar estimado, capa vagamente esfolada; miolo limpo
ostenta no frontispício carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Jornalista, ficcionista, crítico e poeta de grande precocidade, escreveu toda a obra entre os 16 e os 31 anos, idade com que faleceu.
Foi conservador do Registo Civil em São Brás e um dos fundadores do jornal Correio do Sul (Faro), onde, a propósito da representação do Algarve no Guia de Portugal, polemicou mais tarde (1928) com Raul Proença, sendo esses os seus últimos artigos. Em Lisboa, dirigiu o jornal A Situação. Tem colaboração poética na revista Contemporânea (n.º 7).
Crítico impiedoso, teve como principais vítimas Júlio Dantas e Albino Forjaz de Sampaio. [...]
Além de poeta e prosador de cunho regionalista e ruralista, quase pagão, foi desenhador e caricaturista. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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A Paisagem, a Mulher e o Amôr


JOSÉ DIAS SANCHO

Lisboa, 1925
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
17,6 cm x 12,4 cm
88 págs.
subtítulo: Nos Versos de João Lucio, Candido Guerreiro e Bernardo de Passos
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longa conferência proferida em Olhão, no dia 23 de Janeiro de 1925, é de facto um interessante ensaio, que põe os três poetas em ligação e em relação à geografia, à cultura, à tradição lírica e ao tempo em que viveram.

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quarta-feira, dezembro 11, 2013

Portugal Perante a Guerra


JOÃO CHAGAS

Porto, 1915
ed. Autor (Typographia a Vapor da Empreza Guedes)
1.ª edição
21,5 cm x 14 cm
32 págs.
subtítulo: Subsidios para uma pagina da Historia Nacional
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do ex-ministro plenipotenciário em França, João Chagas:
«[...] Já em outubro de 1914 eu fazia saber ao então ministro dos Negocios Estrangeiros, sr. Freire d’Andrade, que me contrariava profundamente ser um dos interpretes officiaes no estrangeiro, da politica de relações externas que eu via estar-se fazendo em Portugal, no caso da guerra europeia, e lhe formulava por esse motivo o meu pedido de demissão [refere-se Chagas à política indecisa e ambígua de Portugal no que diz à participação no conflito bélico, sendo ele próprio inequívoco defensor do envio de soldados portugueses]. O sr. Freire d’Andrade não o acceitou [...]. O governo de que o sr. Freire d’Andrade fazia parte declarou-se entretanto demissionario e o que se lhe seguiu, o do sr. Azevedo Coutinho, ia talvez definir uma politica mais clara do que aquella que tinha sido feita até então, quando sobreveio o sr. Pimenta de Castro. Este facto poz termo ao conflicto que se levantara entre os meus deveres de cidadão e as minhas funcções officiaes, precipitando a minha resolução de as resignar, na impossibilidade em que me encontrava de justificar uma dictadura de reaccionarios perante mim mesmo e perante o Governo de cidadãos livres junto do qual tive a honra de representar o meu paiz. [...]» Só em Março de 1916 Portugal iniciará, formalmente, a sua participação na Primeira Guerra Mundial.

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Bom-Humor


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1905
Ferreira & Oliveira, Limitada, Editores
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
8 págs. + 312 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com manchas na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pendor diarístico, de grande importância para a compreensão das palpitações sociais e intelectuais de toda uma época decisiva para a República que se avizinha.

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Posta-restante



JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1906
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Cartas a toda a gente
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo, com as págs. 23 a 26 muito oxidadas e pequeno golpes ocasionais sem nunca afectar o texto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro diversificado nos assuntos, pode ser tido como uma reunião de crónicas dispersas, que o autor redigiu num estilo de cartas aos leitores. A pertinência destas advirá mais do vínculo revolucionário de Chagas aos ideais republicanos, não só como teórico mas também como activista contra a ditadura de João Franco. Consequentemente, virá a assumir o cargo de primeiro-ministro do primeiro governo da República.

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Sylva de Conceitos


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1937
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
16 cm x 12 cm
68 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singelo livro de aforismos acerca de tudo e acerca de nada.

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Liquidações Politicas – Vermelhos e Azues



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1896
Companhia Typographica
1.ª edição
24 cm x 16,3 cm
XVI págs. + 352 págs. + 84 págs.
subtítulo: Fragmentos de Memorias
exemplar manuseado mas aceitável, restauro e falhas de papel na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Luís Augusto Leitão [tenente do Estado Maior de Engenharia]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos a dado passo Fuschini:
«[...] Considerando os problemas economicos como bases das modernas sociedades, pertenço á eschola socialista, que, em beneficio do maior numero, ao menos, pretende resolvel-os pela evolução serena e scientifica.
Assim, é meu dever explicar as circumstancias da politica nacional, que poderam, no curto ministerio de 1893, approximar-me de homens, cujas doutrinas se haviam manifestado, e se patenteiam ainda hoje, radicalmente oppostas ás minhas opiniões.
Depois, contra a minha pessoa moral commetteu-se, com aleivosia e premeditação, uma tentativa de assassinio politico, tanto mais aggravante, quanto pretende encerrar bruscamente dezenas d’annos de trabalhos parlamentares, em que sacrifiquei o tempo e, talvez, os interesses sagrados dos que me são caros, em serviços desinteressados ao meu paiz. [...]»
No que se refere aos «vermelhos», Fuschini dá-nos notícia da reorganização do Partido Republicano em torno de José Falcão, que será autor do respectivo manifesto de 1892. Ele, por seu turno, apesar do confesso “socialismo” utópico, está com os monárquicos do Partido Regenerador num momento em que João Franco e Hintze Ribeiro tentavam encobrir a bancarrota.

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A Architectura Religiosa na Edade-Média



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1904
Imprensa Nacional
1.ª edição
25,1 cm x 16,4 cm
XXII págs. + 292 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante ensaio para a História da Arte em geral e, em particular, para o conhecimento da recepção dos diversos estilos ocidentais, sobretudo aquitectónicos, em Portugal. Engenheiro civil responsável pela reconstrução da Sé de Lisboa e vogal no Conselho dos Monumentos Nacionais, quando chamado por Hintze Ribeiro ao exercício governamental, a sua rápida passagem por essas lides acabou devidamente documentada num livro de memórias, publicado em 1896, Liquidações Políticas – Vermelhos e Azuis.

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terça-feira, dezembro 10, 2013

Corpo e Alma [junto com] O Meu Presépio de Barro



CARDOSO MARTHA
carta-prefácio de Eugénio de Castro

Figueira da Foz, 1957
ed. José de Lemos [Tip. Figueirense]
1.ª edição [única]
[17,4 cm x 14,5 cm] + [13,9 cm x 10,6 cm (encarte)]
116 págs. + 4 págs.
subtítulo: Sonetos
tiragem declarada de 1.002 exemplares
composto manualmente
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor
incluído encarte de circulação muito restrita, mera lembrança natalícia
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cardoso Martha terá ficado conhecido nomeadamente pela publicação do periódico de crónica social e curiosidades Feira da Ladra, de que foi director. Camilianista, queirosiano, mas também autor do ensaio Desenhadores Portugueses de Ex-Libris e, em colaboração com Augusto Pinto, reúne em livro O Folclore da Figueira da Foz.

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quarta-feira, dezembro 04, 2013

Architectura Christã


GOMES DOS SANTOS

Póvoa de Varzim, s.d. [1908]
Livraria Povoense – Editora de José Pereira de Castro
1.ª edição
19 cm x 12,1 cm
100 págs.
exemplar estimado, contracapa e últimas três folhas vagamente manchadas de antiga humidade; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Confessa o próprio autor, em nota de abertura, que se trata, esta sua obrinha, apenas de um resumo do extenso volume Historia de la Arquitectura Cristiana do arquitecto madrileno e historiador de arte Vicente Lampérez y Romea.

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A Arquitectura Religiosa Pré-Islâmica


ARLINDO RIBEIRO DA CUNHA, padre

Braga, 1957
Escola Tip. da Oficina de S. José
1.ª edição
23,4 cm x 15,8 cm
16 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Monumento de Mafra


JULIO IVO
DAVID MOTTA
, fotografias


Lisboa, 1906
Typographia «A Editora» (Joaquim Pedro Moreira)
[1.ª edição]
18 cm x 10,7 cm
176 págs. + 16 folhas em extra-texto
subtítulo: Guia Illustrado – Com uma noticia historica sobre a fundação do Monumento, sua applicação e estado actual, acompanhada de uma descripção minuciosa das suas dependencias, de interessantes informações ineditas e de uma noticia sobre a antiga villa de Mafra
capa impressa sobre papel gofrado, cantos redondos
exemplar manuseado mas aceitável, restauro integral da contracapa; miolo limpo
carimbo de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Documentado com reproduções de fotografias tomadas in situ, servia este guia histórico-patrimonial como instrumento simultaneamente educativo e de utilidade prática para os visitantes de Mafra.

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Mosteiro da Batalha


PEDRO VITORINO
fotog. Marques Abreu e Augusto Soucasaux

Porto, 1930
Edição Marques Abreu
s.i. [1.ª edição]
bilingue português / francês
15,5 cm x 10,8 cm
38 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 52 págs. em extra-texto
é o n.º 12 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no bordo superior da capa e no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vila Viçosa


LUÍS CARDIM
fotog. Marques Abreu

Porto, 1957
Edição Marques Abreu
s.i. [2.ª edição ?]
bilingue português / francês
15,5 cm x 11 cm
42 págs. + 40 págs. em extra-texto
é o n.º 17 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vila Viçosa


LUÍS CARDIM
fotog. Marques Abreu

Porto, 1961
Edição Marques Abreu
s.i. [3.ª edição ?]
bilingue português / francês
15,3 cm x 10,8 cm
46 págs. + 40 págs. em extra-texto
é o n.º 17 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita de António Luís Gomes, presidente do concelho administrativo da Fundação da Casa de Bragança
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Tradições de Séculos numa Realização Actual



A. [ANTÓNIO] LUIZ GOMES
prefácio de D. Manuel de Bragança

Lisboa, 1954
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
22,6 cm x 17,4 cm
52 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Conferência proferida no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto em 26 de Novembro de 1953
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao então secretário de Estado das Obras Públicas, o eng. Saraiva e Sousa
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exposição histórica objectiva do que é e quais os objectivos da Fundação da Casa de Bragança e do seu museu-biblioteca no Paço Ducal de Vila Viçosa.

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terça-feira, dezembro 03, 2013

Bases Teóricas da Música



FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1944
Edições Cosmos
1.ª edição
19,2 cm x 13 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, acidez generalizada
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Em Defesa da Música Portuguesa


LOUIS SAGUER
pref. Fernando Lopes-Graça

Lisboa, 1969
Gazeta Musical de Todas as Artes
1.ª edição [única]
19,4 cm x 14 cm
72 págs.
composto manualmente e impresso na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco (Lisboa)
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Louis Saguer (1907-1991), compositor, pianista e cravista, mas também interveniente conferencista, amigo íntimo de Fernando Lopes-Graça, conhecendo bem Portugal aqui veio, em 1962, para dirigir na Academia de Amadores de Música, juntamente com Jorge Peixinho, um curso de música contemporânea. O vertente livro reúne importantes ensaios, anteriormente saídos na revista Gazeta Musical de Todas as Artes e no diário A Capital, com chamada de atenção para o breve estudo de Flores de Música do padre Manuel Rodrigues Coelho. De um outro texto, uma passagem:
«[...] A verdadeira música popular, ligada a uma economia agrícola, não consegue sobreviver à industrialização. Já se não canta numa fundição de aço: é a máquina que imprime ao trabalho o seu ritmo implacável. [...]
Perante a incompreensão burguesa, a arte, de contactos cortados com a vida, desenraizada, alienada, transformada em peça de museu, avaliada em oiro, começa a fazer vida à parte. O artista, desafiando a sociedade, refugia-se na arte pela arte. [...]
Na nossa parte do mundo a centralização comercial e industrial, a sistematização do trabalho, a organização estadual, atingiram proporções quase totalitárias. A especialização em cada ramo da ciência, da técnica, da economia, torna impossível o acesso ao ramo vizinho, compartimenta-o e estanca-o. Um formidável poder sobre o público, por todos os meios de influência: publicitários, de arregimentação, inclusive de terror, torna ilusória a espontaneidade individual. [...] O homem passou a ser considerado apenas como um possível consumidor, são-lhe criadas novas necessidades sem que a sua decisão pese na escolha. O ser humano é o homem médio, entidade estatística sem vida própria. [...]»

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