domingo, agosto 24, 2014

O Crime do Padre Amaro



MAFALDA MENDES DE ALMEIDA
ARTUR PORTELA
[filho]


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
196 págs.
subtítulo: Adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz
capa Luís Duran / João Abel Manta
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto destinado a ser, então, levado à cena no Teatro Maria Matos.

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Eça de Queiroz – O Homem e o Artista


JOÃO GASPAR SIMÕES

Lisboa / Rio de Janeiro, 1945
Dois Mundos Editora Lda. (Livros do Brasil, Lda. / Livros de Portugal, Lda.)
1.ª edição
24,2 cm x 16,8 cm
672 págs. + 16 folhas em extra-texto
exemplar manuseado, mas em bom estado; miolo limpo com rasto de xilófago sem afectar o texto, parcialmente por abrir
assinatura de posse na folha de ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio crítico-literário ainda hoje de referência para os estudiosos, somente superado pelas obras do espanhol Ernesto Guerra da Cal.

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Oliveira Martins e Eça de Queiroz



JOSÉ OSORIO DE OLIVEIRA
carta posf. Severo Portela

Lisboa, 1923
Edições Lusitania
2.ª edição
20,3 cm x 14,3 cm
84 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho da escritora Ana de Castro Osório, irmão mais novo de João de Castro Osório, foi reconhecido o seu labor na divulgação da literatura oriunda das colónias, com especial relevo a de Cabo Verde. Na nota editorial a esta segunda edição reconhece-se com muito acerto a sua procura no mercado: «[...] O publico que lê Oliveira Martins e Eça de Queiroz por si só garante a venda de qualquer livro que sôbre êles se escreva, independentemente do seu valor. [...]»

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Para Onde Nos Leva a Política Económica do Governo?


[NORTON DE MATOS]
Serviços Centrais da Candidatura do General

Lisboa, 1949
Serviços Centrais da Candidatura do Sr. General Norton de Matos
1.ª edição
19,3 cm x 12,8 cm
120 págs.
subtítulo: Razões económicas de uma crítica
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Os princípios em que se fundamenta a política económica do Governo são os mesmos que caracterizaram a política económica de Guerra do corporativismo – defesa dos interesses privilegiados dos altos monopólios capitalistas e ataque ao bem estar do povo trabalhador e da classe média. [...]» Assim abre o vertente texto, num ataque fundamentado ao fascismo de Salazar.

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A Divida Portugueza


M.[IGUEL] E.[DUARDO] LOBO DE BULHÕES

Lisboa, 1867
Typographia Portugueza
1.ª edição
22,9 cm x 15 cm
112 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lobo de Bulhões (1830-1894), que foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e sócio-fundador da Sociedade de Geografia, na qualidade profissional de chefe da contabilidade do Ministério dos Negócios da Marinha deixou-nos esta importante resenha acerca do estado das finanças públicas nacionais, problema cuja origem ele atribui a uma época anterior à sua: «Em Portugal a divida fundada, na accepção genuina da expressão, teve principio no fim do seculo passado. [...]» Isto dito para serenar os ânimos dos credores, porque «[...] Vogaram no estrangeiro idéias falsas a respeito do nosso estado financeiro [...]», acredita ele na suficiência da exposição que aqui faz, no vertente opúsculo, para «[...] [responder] logicamente ás accusações infundadas que affectavam o credito de Portugal. [...]»

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O Ditador das Finanças



LEOPOLDO NUNES
pref. Armindo Monteiro

Lisboa, 1930
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
232 págs.
encadernação modesta de amador em tela encerada e sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do elogio do governo no domínio das finanças, e portanto da política de intoxicação totalitária dos direitos e liberdades dos cidadãos.

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A Reorganização Financeira


[OLIVEIRA SALAZAR]

Coimbra, 1930
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
23,5 cm x 15,9 cm
XII págs. + 560 págs.
subtítulo: Dois Anos no Ministério das Finanças, 1928-1930
sóbria encadernação recente em carneira e papel de fantasia, com gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura, que se encontram perifericamente marcadas por sinais de lepisma
exemplar estimado; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais raros livros deixados por Salazar, em início de carreira.

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Finanças de Ontem e de Hoje pelo Doutor [...]


AGUEDO DE OLIVEIRA, sub-secretário de Estado das Finanças

Lisboa, 1934
Edições SPN
[1.ª edição]
19,4 cm x 15,1 cm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A filosofia expendida neste folheto estriba-se, logo à partida, na seguinte afirmação:
«[...] O dinheiro foi e será o nervo da guerra e o músculo da paz; tudo quanto se diga ou escreva a êste propósito está dito e redito, escrito e reproduzido. [...]
Não estranhem pois que, tendo a Nação um estatuto que corporiza o sentido jurídico do Portugal renovado e progressivo, se possa escrever sobre finanças, parecendo fácil encontrar, à primeira vista, um nexo de intimidade, uma profunda relação de dependência entre o acidente político e o incidente financeiro; entre esta manifestação da vontade nacional, as contas, os meios e o crédito do país; entre a superstrutura constitucional e o esqueleto da economia do Estado, – entre a Constituïção de 1933 e as finanças. [...]»

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sábado, agosto 23, 2014

Historia de Portugal



A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1853, 1864, 1858 e 1862
Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos
2.ª edição (excepto tomo II: 3.ª edição)
4 tomos (completo)
21,8 cm x 14,5 cm
[XVI págs. + 520 págs.] + [IV págs. + 518 págs.] + [IV págs. + 454 págs.] + [XX págs. + 2 págs. + 488 págs.]
subtítulo: Desde o Começo da Monarchia até o Fim do Reinado de Affonso III*
encadernações homogéneas da época, em meia-inglesa com elegante gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados
sem capas de brochura
exemplares muito bem conservados; miolo fresco, papel sonante
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje, trata-se de uma História de Portugal incontornável, quer pelo mérito da investigação, quer pela sua perspectiva política laica, quer pelo estilo literário de que Herculano se socorre para nos colocar no cerne dos eventos. Fala-nos ele, em Advertência, das dúvidas suscitadas na altura da recepção à edição original:
«[...] Vindo pela primeira vez á luz publica, o presente volume suscitou vivas polémicas sobre a critica das fontes historicas aproveitadas como legitimas ou rejeitadas como impuras no processo da narração. No meio, porém, dessas discussões ardentes e não raro apaixonadas, nunca se pôs em duvida a existencia dos variados monumentos indicados como abonadores das doutrinas do livro. [...]
A nossa historia, mais ainda do que a de outras nações da Europa, para surgir da sombra das lendas á luz clara da realidade, carece de indagações profundas, e de apreciações sinceras e desinteressadas. Será trabalho mais util, embora mais difficil, do que certas generalisações e philosophias da historia, hoje de moda, em que se generalisa o erroneo ou o incerto, e se tiram conclusões absolutas de factos que se reputam conformes entre si, e que, provavelmente, mais de uma vez os estudos sérios virão mostrar serem diversos, quando não contrarios. [...]»

* O subtítulo surge somente da terceira edição em diante.

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Historia de Portugal


A. [ALEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1846, 1847, 1849 e 1853
Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos
1.ª edição (todos os volumes)
4 tomos (completo)
22,1 cm x 15 cm [excepto tomo quarto: 21,3 cm x 14,2 cm]
[XIV págs. + 2 págs. + 520 págs.] + [6 págs. + 518 págs.] + [6 págs. + 458 págs.] + [2 págs. + XX págs. + 2 págs. + 490 págs.]
encadernações dissemelhantes antigas em meia-inglesa com gravação a ouro e relevo seco nas lombadas, tendo sido restauradas as dos três primeiros tomos
pouco aparados, corte carminado nos três primeiros tomos
sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
460,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 22, 2014

A Arte em Moçambique / Art in Mozambique





ALBERTO FELICIANO MARQUES PEREIRA

Lisboa, 1966
s.i. [sob o patrocínio do governador-geral da província, na pessoa do general José Augusto da Costa Almeida, e da Igreja católica, na pessoa do arcebispo de Lourenço Marques, Dom Custódio Alvim Pereira]
[1.ª edição (única)]
bilingue (português / inglês): versão inglesa de Joaquim da Silva Godinho
35 cm x 26 cm (álbum)
4 págs. + 2 págs. + 52 págs. + 568 págs.
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela finamente gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar como novo; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Luis de Castro Santos na primeira folha-de-guarda
220,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de um historial da presença portuguesa naquelas paragens e, sobretudo e com especial evidência, do acervo da obra arquitectónica civil, militar e religiosa implantada pelo colonizador. Aquilo que o autor designa por «arte na sublimação das virtudes da raça [branca]» esmaga neste acervo, à sobreposse, as páginas dedicadas à «arte negra», «habitações nativas» e à dança e música locais.

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quinta-feira, agosto 21, 2014

Manual de Instrução Cívica do Cidadão Português



[ANÓNIMO]
pref. Mário Braga

Lisboa, 1980
Terra Livre – Secretaria de Estado da Comunicação Social
1.ª edição
20,5 cm x 14,7 cm
164 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Seguindo uma linha de pensamento pedagógico que vinha do Manual Político de Trindade Coelho, entendeu o Estado português, no pós-25 de Abril, mandar proceder à elaboração de um tipo de livro de estudo há muito arredado das salas de aula. Norma republicana, esta, de substituir a cadeira de Religião e Moral pela sua versão laica.

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Modernas Tendências da Educação



IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
18,9 cm x 13 cm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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O Problema Nacional Português Visto da Belgica, França e Suiça


JOÃO ANTÓNIO CORREIA DOS SANTOS, coronel

Lisboa, 1927
Tipografia da Escola Militar
1.ª edição
21,2 cm x 15,8 cm
148 págs.
subtítulo: A Educação pela Instrução
exemplar estimado, discreto restauro no pé da lombada; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O coronel de infantaria Correia dos Santos (1874-1949), que foi docente no Colégio Militar e assistente na Faculdade de Ciências de Lisboa (área de Química), foi o fundador do Laboratório Farmacológico de Lisboa. Das «Conclusões acêrca do ensino e da educação» uma passagem:
«Quem observe com algum cuidado a vida das sociedades modernas nota á evidencia, que as questões de ensino se encontram misturadas com todos os problemas que se prendem com o desenvolvimento e a própria existencia das nações. Mas a virtude social do ensino reside menos nos programas e nos métodos do que na educação. O mestre tem de lutar em condições muito dificeis para conseguir desenvolver a par das dificuldades intelectuais, as qualidades morais, que estimulam a iniciativa individual, formam os espiritos justos e livres, as consciencias rectas e as vontades firmes.
É muito delicada e dificil a missão do educador, sobretudo numa sociedade corrupta e indisciplinada. [...]»

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História da Pedagogia



aa.vv.

Porto, 1931 [capa de 1935]
Editora – Livraria Educação Nacional de António Figueirinhas
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,3 cm
4 págs. + 336 págs.
exemplar estimado, com discretos restauros na lombada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra redigida pelo colectivo da casa editora, em que as matérias expostas vão sendo regularmente intercaladas com questionários a propósito.

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segunda-feira, agosto 18, 2014

Do Ensino da Filosofia nos Liceus



SANT’ANNA DIONISIO

Porto, s.d. [1930]
Edição da Renascença Portuguesa
1.ª edição
24,2 cm x 16,5 cm
24 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida e suja; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Museu-Biblioteca de Vila Viçosa


SANT’ANNA DIONÍSIO
ilust. António-Lino

Lisboa, 1947
Fundação da Casa de Bragança [Editorial Ática]
1.ª edição
24 cm x 18,8 cm
208 págs. + 12 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro (zincogravuras) no corpo do texto
impresso sobre papel superior avergoado
estampas extra-texto impressas em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo da última página
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Detalhada monografia da casa ducal e de toda a região envolvente e monumentos de Vila Viçosa, que o próprio autor considera «como uma espécie de post-scriptum do 2.º volume do Guia de Portugal», que Raul Proença havia dado à estampa em 1927 num notável plano de publicações da Biblioteca Nacional de Lisboa.

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domingo, agosto 17, 2014

Portugal Imperial


SANTOS PINHEIRO
ilust. Júlio Santos, Calvet de Magalhães, Fernando Bento e Ruth Tavela de Sousa
fotog. Mário Novais

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand, S. A. R. L. (depositários)
4.ª edição
23,2 cm x 17,4 cm
350 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Leituras para o Ensino Técnico Profissional
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar estimado, ligeira esfoladela na contracapa ; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Selecta de textos escolares, inclui autores de tão diversos quadrantes estéticos quanto políticos. Para além dos habituais clássicos escolhidos, Salazar, o cardeal Cerejeira, o padre Moreira das Neves, Marcelo Caetano, António Ferro, Hipólito Raposo, João Ameal, Nuno de Montemor, Carlos Malheiro Dias, Luís Chaves, Nemésio ou António Sardinha convivem “democraticamente” (?) com Ferreira de Castro, Raul Brandão, Castro Soromenho, Aquilino, Magalhães Lima, Eduardo Teófilo, Miguel Torga e, até, Alves Redol.

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Geografia de Portugal



PEDRO DE CARVALHO
capa de Laura Costa

Porto, s.d. [1956, seg. BNP]
Porto Edirora, Ld.ª / Empresa L. Fluminense, Ld.ª (dist.)
[s.i.]
24,6 cm x 18,8 cm
84 págs. + 20 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Ensino Primário e Exame de Admissão
profusamente ilustrado a negro e a cor
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual escolar, muito claro na sua pedagogia, que o auxílio das ilustrações ajuda a memorizar. Da publicidade na contracapa: «Um trabalho a cores, com a mais perfeita e exacta colecção de mapas em trabalhos do género. Veja um exemplar e compare com os trabalhos similares.»

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A Personalidade Juridica das Egrejas


ALBERTO MARTINS DE CARVALHO

Coimbra, 1927 [aliás, 1926]
Imprensa Academica
1.ª edição
23,3 cm x 15,7 cm
68 págs.
subtítulo: Notas ao decreto n.º 11:887 precedidas e seguidas d’algumas palavras – Diplomas posteriores áquele decreto
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Instrucção Primaria segundo o novo Programma Official


[SOPHIA ROSA DA SILVA*]

Lisboa, 1878
Lallemant Frères, Typ. – Fornecedores da Casa de Bragança
[1.ª edição]
18,7 cm x 12,8 cm
122 págs.
I parte*
subtítulo: Ensino Elementar
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Elementos de Grammatica», «Elementos de Arithmetica», «Elementos de Moral» e «Doutrina Christã», eram na altura as preocupações primárias do sistema de ensino.

* Segundo a BNP, atribuindo-lhe nome de autor, esta obra teve, em 1879, uma segunda parte subtitulada Ensino Complementar.

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sexta-feira, agosto 15, 2014

História de Portugal


JAYME DE SÉGUIER

Lisboa,
Livrarias Aillaud & Bertrand (deposit.)
16.ª edição
19,2 cm x 13 cm
138 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jaime de Amorim Sieuve de Séguier (1860-1932):
«Jornalista, poeta, crítico literário e tradutor. [...]
Além da sua produção poética – que nessa qualidade figura ao lado de toda uma galeria de versejadores inspirados mais pela retórica de raiz parnasiana do que por um verdadeiro sentido poético –, publicou também contos nas revistas O Ocidente e Arte, e traduziu várias comédias [...]. Mas é, na verdade, pelo seu talento como cronista que os nossos historiadores da literatura conferem um lugar a Jaime de Séguier [...].
Em 1882, a sua nomeação como cônsul de Portugal em Bordéus levou-o a abandonar a actividade literária. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)
Como actividade mais propriamente pedagógica, deve-se, a este neto de Rodrigues Sampaio, o Dicionário Prático Ilustrado (ed. Jornal do Comércio, Rio de Janeiro), feliz adaptação do modelo de Larousse.

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Instrucção Publica e Governo


FRANCISCO JOAQUIM DE ALMEIDA FIGUEIREDO

Lisboa, 1854
Imprensa [Typ.] Commercial
1.ª edição
20,6 cm x 13,1 cm
112 págs. + 58 págs.
exemplar muito estimado com restauros na lombada e nas falhas de papel da capa e contracapa; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em apêndice ao corpo principal do estudo, o Autor – que, segundo o Diccionario Bibliographico de Inocêncio (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), foi médico-cirurgião – juntou-lhe o texto autónomo «Instrucção Publica Medica». À luz dos melhores exemplos vindos do estrangeiro, há na vertente brochura uma proposta completa de reforma do “sistema” educativo. E no seu preâmbulo feroz contra a governação vigente, afirma em palavras universais mesmo nada datadas:
«[...] A omnipotencia ministerial, longe de ser o agente dos dictames da sciencia governativa, da prosperidade publica [...], tem desvairado no arbitrio, despenhando-se nas demasias de uma vontade apaixonada. De sobejo é tempo que semelhante absolutismo feneça [...].» E segue fazendo a apologia da «propagação da instrucção publica, das sciencias e de suas applicações à variedade das artes e das industrias. [...]
Nunca além do poder, se encarou o paiz; nunca o estado servio de ponto de apoio, do centro promotor, do progresso individual e social. Tem-se empunhado o poder, como meio de acquisição de fins privados, de clientela: tem-se sido governo, mas não se tem governado. A governação, tem sido convertida em uma espécie d’Igreja militante, em que só são admittidos os iniciados nos misterios da seita theocratica do poder, que fazendo-se a donataria exclusiva do paiz, se tem collocado, por esse exclusivismo mesmo, muito longe de poder governar, curando como lhe cumpria dos interesses publicos. [...]»

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Elementos de Projecções


[JOÃO PILOTO]

Paris – Lisboa – Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves – Paulo de Azevedo & C.ª
3.ª edição
18,3 cm x 12,1 cm
VIII págs. + 404 págs.
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] A nossa obra compreenderá as projecções ortogonais, tratando êste volume do ponto, recta e plâno, mudança de lugar dos planos de projecção, intersecções de planos e de rectas com planos, rotações e rebatimentos, perpendicularidades, ângulos e curvas plânas, fornecendo assim todos os princípios necessários, para entrar francamente no que se refere à classificação geral das superfícies e sua representação descritiva, traçado dos sólidos geométricos, secções plânas, planificações e transformadas, tangências, intersecções das superfícies, etc.»

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Céline


PHILIPPE MURAY

Paris, 1981
Éditions du Seuil
1.ª edição
20,5 cm x 14 cm
242 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Recusando omitir o escritor Louis-Ferdinand Céline da história da cultura europeia do século XX, o importante ensaista francês Philippe Muray (1945-2006) também não deixa de relembrar-nos o anti-semitismo do romancista, «ses centaines de pages d’appel au meurtre», assim como os nomes de outros que souberam à época dissimular o seu colaboracionismo, enquanto faziam a corte à mesa de oficiais nazis de Weimar, como Giono, Montherlant, ou Cocteau. «[...] Céline [...] n’avait pas grand-chose de commun, même dans son ignominie, avec les écrivains collaborateurs des années 40. Aurait-il davantage à voir avec les nouveaux nazis qui, aujourd’hui, un peut partout, reprennent confiance, empestent à nouveau l’air de leurs celtitudes, grécitudes, suscitent des débats, gagnent du terrain, se font réaccepter, discuter, attaquer, réintégrer, défient les morts des camps de venir prouver que les chambres à gaz ont existé. [...]
[...] Dans le télescope agité de ses romans et de ses pamphlets, s’ouvre, se dissipe, se précise la fresque du monde qu’une guerre sans fin ensemblise. Nous n’avons sûrement pas encore vu le pire. Céline a été, ou a dit, le pire. En ce sens, il nous attend encore.»

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Mea Culpa suivi de La Vie et l’Œuvre de Semmelweis


LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1937 [aliás, 1936]
Denoël et Steele
impresso por L. Bellenand et Fils
1.ª edição*
18,7 cm x 12,3 cm
128 págs.
exemplar estimado da tiragem comum; miolo limpo
peça de colecção
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da badana da tradução portuguesa de Manuel João Gomes (Antígona, Lisboa, 1989):
«[...] Mea Culpa é um ensaio. Um ensaio aparentemente escrito por uma das muitas personagens celinianas.
O pretexto era falar contra a União Soviética que tinha acabado de visitar. Mas o texto vai mais longe. Fala contra o Homem, contra os outros, contra a solidariedade humana, contra a felicidade, contra o progresso, contra o humanismo.
Para Céline, a Revolução Comunista prova exactamente isso: que não é possível corrigir a maldade humana, que todas as revoluções são uma impostura... Quem tinha razão eram os padres da igreja que pregavam a insignificância do homem e o convidavam a sofrer, a humilhar-se, sem lhe alimentarem quaisquer ilusões de felicidade.
“O Homem nunca teve, no ar ou na terra, senão um só tirano: ele próprio!... Nunca terá outros...”, diz textualmente Céline que acaba a profetizar uma “grande barrela”: a Esperança, a Ideia de Revolução acabarão por destruir o Mundo. Isso para Céline, é positivo: a Terra, nesse dia, será livre. Finalmente.
Mas sendo Céline nazi, as suas críticas ao homem e à sociedade ficarão para a história das inutilidades. [...]»

* A indicação «21me édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem.

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Voyage au Bout de la Nuit



LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1932 [1933]
Denoël et Steele
[2.ª edição]
19 cm x 12 cm
624 págs.
exemplar em muito bom estado, conserva por abrir a cinta promocional, cuja frase constitui um dos elementos que ajuda a distinguir esta da edição original; a indicação «118e édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem
peça de colecção
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor proclamadamente anti-semita, o que o levou às hostes nazis. Condenado como colaboracionista após o final da II Guerra Mundial, só não foi executado devido à intervenção de Malraux e de Sartre.
O seu perdão deu muito dinheiro a ganhar à França através da editora que passou a representá-lo em exclusivo: a Gallimard.
Da apresentação do tradutor português Aníbal Fernandes para a edição frenesi (Lisboa, 1997):
«[...] parece, contudo, pacífica a aceitação de Viagem ao Fim da Noite como sua obra-prima. Tem páginas admiráveis, uma construção romanesca sólida, ainda sem aquele melhor-e-pior que já perturba Morte a Crédito, sem dar aquela sensação de desperdício de um enorme talento que nos atinge em tantas páginas da sua obra futura. Céline vem dizermos que todo o homem faz a sua viagem. E vê-a irremediavelmente comprometida com as regiões obscuras da noite – progressiva penetração na miséria e nas vilezas humanas –, quando o homem “já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida”, quando toda a sua juventude morre “num silêncio de verdade”. “Quando a vida nos mostrou tudo quanto pode exigir de cautela, crueldade, malícia para podermos mantê-la melhor ou pior a 37º”, e nos vemos “esclarecidos, bem colocados para compreender todas as sacanices que um passado encerra. Basta que a respeito de tudo e em tudo nos contemplemos escrupulosamente a nós próprios e àquilo a que chegámos quanto a imundície. Acabou-se o mistério, acabou-se a tolice, devorámos toda a nossa poesia uma vez que vivemos até esse momento. É nada de nada, a vida.” “Será talvez isto o que procuramos vida fora, só isto, o maior dos pesares possível para chegarmos a ser nós próprios antes de morrer.”»

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Ballets Sans Musique, Sans Personne, Sans Rien



L. F. [LOUIS-FERDINAND] CÉLINE
ilust. Éliane Bonabel

Paris, 1959
Librairie Gallimard
9.ª edição [«achevé d’imprimer par l’Imprimerie Floch (4159) le 22 Mai 1959»]
20,7 cm x 14,3 cm
204 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião conjunta, pela primeira vez em livro, de cinco textos dramáticos que Céline vinha escrevendo desde 1937, e cuja edição a Gallimard tomou a cargo, de par com a reedição dalgumas outras suas obras, no seguimento da amnistia que pôs em liberdade o colaboracionista condenado.

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quarta-feira, agosto 13, 2014

Edificações


[JOÃO EMÍLIO DOS SANTOS SEGURADO]

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª / Livraria Francisco Alves
3.ª edição
18,4 cm x 11,8 cm
4 págs. + 204 págs. + 2 desdobráveis (grande formato) em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a negro na pasta anterior e na lombada
corte carminado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse na primeira folha-de-guarda
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Topografia Prática e Agrimensura


GUEDES VAZ, coronel
MOUSINHO D’ALBUQUERQUE, major

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
[1.ª edição]
18,3 cm x 12,3 cm
8 págs. + 364 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
carimbos de autenticação dos dois autores
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Topografia (do grego topos, logar) é a sciência que tem por fim a representação e a descrição detalhada duma limitada zona de terreno, por fórma a bem poder avaliar-se a sua configuração e os recursos que apresenta.
A representação faz-se por meio dum desenho denominado planta ou carta topográfica. [...]» Resta acrescentar, ao que os autores neste passo dizem, que toda a recolha e o registo dos dados se fazem com precisão científica, recorrendo a instrumentos de medida apropriados, e de que a vertente obra dá conta.

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Perfumes


J. [JOSÉ] A. [ANTÓNIO] SOBRINHO

São Paulo (Brasil), 1947
Edições Lep Ltda
[1.ª edição]
24,7 cm x 18,6 cm
208 págs.
subtítulo: Formulário Prático de Perfumaria
cartonagem editorial com folhas-de-guarda de fantasia
exemplar estimado, defeitos e restauro tosco na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Nestes últimos anos a indústria de perfumaria progrediu muito, transformando-se não sòmente em uma das mais importantes indústrias, como também numa verdadeira arte. Neste formulário descrevemos prática e detalhadamente os últimos processos e uma infinidade de fórmulas modernizadas para a composição dos mais variados e exquisitos “bouquets” ou composições de fantasia, para Extractos de várias concentrações, Águas aromáticas, de Colónias, Loções perfumadas e perfumes para todos os fins. [...]»

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segunda-feira, agosto 11, 2014

Album de Costumes Portuguezes





ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
, et alli
textos de:
FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA


Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
32,5 cm x 23,5 cm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.

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quinta-feira, agosto 07, 2014

Lisboa na Moderna Pintura Portuguesa


JOSÉ GOMES FERREIRA

Lisboa, 1971
Realizações Artis
1.ª edição
24,8 cm x 21,9 cm
16 págs. + 84 págs. + VIII págs.
profusamente ilustrado em separado a negro e a cor
corpo do texto impresso a duas cores sobre papel superior creme
encadernação editorial em sintético gravado a prata e relevo seco nas pastas e na lombada, policromia colada na pasta anterior
folhas-de-guarda impressas, ilustrações protegidas por papel de cristal
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequena história dos pintores do século XX que elegeram a capital para modelo das suas obras, escrita por um poeta conhecido exactamente, à semelhança de Cesário, pelo modo como incluiu Lisboa nos seus versos.

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O Movimento Monarchico


ALVARO PINHEIRO CHAGAS

Porto, 1913
Leitão & C.ª
1.ª edição
2 tomos enc. em 1 volume (completo*)
18,5 cm x 11,5 cm
164 págs. + 168 págs.
subtítulos: [a] O 28 de Janeiro e o 5 d’Outubro; [b] “O Correio da Manhã”
encadernação modesta de amador inteira em tela, gravação simples a ouro na lombada
aparado
conserva todas as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse de Rodrigues Cavalheiro
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do escritor, que encabeçou no Minho a guerrilha da reacção monárquica à República, Álvaro da Silva Pinheiro Chagas (1872-1935), filho de Manuel Pinheiro Chagas, pode ler-se no Prefácio do primeiro volume:
«[...] Os que quizerem fazer a historia critica do monarchismo portuguez n’estes ultimos annos, alguns subsidios de valor encontrarão n’estes paginas, como n’ellas encontram esclarecimento e ensinamento aquelles que pretendem restituir ao Paiz o regimen em que elle sempre viveu, no qual foi grande e ao qual deveu os seus largos periodos de paz e de prosperidade.
Nada encontrarão porém que lhes aproveite os adversarios da Monarchia [...].»

* A anunciada 3.ª parte, que deveria intitular-se Paiva Couceiro, nunca foi dada à estampa.

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quarta-feira, agosto 06, 2014

Do Ultimatum ao 31 de Janeiro


BAZILIO TELLES

Porto, 1905
Bazilio Telles, editor / Livraria Chardron de Lello & Irmão
1.ª edição
18,4 cm x 12,8 cm
8 págs. + 456 págs.
subtítulo: Esboço d’Historia Politica
encadernação editorial em tela gravada a negro e ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[Basílio Teles (1856-1923)] Filósofo e polígrafo republicano. [...] Autor de importantes escritos de carácter ideológico, político e socioeconómico, surge como um dos grandes teóricos e mentores do pensamento português no período ante e pós-republicano. [...]
É em Basílio Teles que encontramos o grande teórico da ideologia democrática que caracteriza os intelectuais da sua geração, tendo contado entre os seus amigos e correligionários nomes como os de Antero de Quental e Sampaio Bruno. Nacionalismo, pessimismo e positivismo são alguns dos dados característicos do seu pensamento.»

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A Inglaterra Pacifista


BAZILIO TELLES

Porto, 1916
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
18,5 cm x 12,8 cm
56 págs.
exemplar estimado, capa um pouco suja e com pequenas falhas na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Opúsculo elogioso para o país aliado, aqui se faz um apanhado das circunstâncias em que a Grã Bretanha entrou na Primeira Guerra Mundial. O panfleto de Edward Cook Porque É que a Grã Bretanha Se Acha em Guerra, Causas e Effeitos é basto citado, em prol das teses expostas.

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O Nó dos Balkans


BAZILIO TELLES

Porto, 1916
Livraria Moreira (Editora)
1.ª edição
19 cm x 13,5 cm
100 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante reflexão acerca dalguns factos que estiveram na origem da Primeira Guerra Mundial.

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terça-feira, agosto 05, 2014

Sob os Plátanos de Cós


EDUARDO COELHO

Lisboa, 1970
Ática
1.ª edição
18,7 cm x 14,4 cm
302 págs.
subtítulo: Ensaios de Cultura e de Crítica
exemplar muito estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória do autor:
«[...] Trata-se de uma Colectânea [...] de conferências, discursos e outros trabalhos, alguns dos quais inéditos e, na maioria, solicitados e agora revistos. [...]» Neste juntar avulso podem ler-se reflexões acerca de, por exemplo, Basílio Teles, Keyserling, Goethe, Ortega y Gasset, Camilo, Lima Bezerra, dedicando especial atenção a temas de medicina, já que Eduardo Carneiro de Araújo Coelho (1896-1974) foi cardiologista e professor universitário.

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sexta-feira, agosto 01, 2014

Camões – Revista de Letras e Culturas Lusófonas [Marquês de Pombal]


Lisboa, n.º 15-16, Janeiro / Junho de 2003
dir. Maria José Stock
Instituto Camões
design gráfico de Luís Moreira
28,1 cm x 23,9 cm (formato de álbum)
224 págs. + 24 págs. (encarte c/ resumos em inglês, espanhol e francês)
profusamente ilustrado
impresso a cor sobre papel superior, capa impressa sobre cartolina canelada
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Número temático, em que colaboram, entre outros, Agustina Bessa-Luís, António Pedro Vicente, Jorge Couto, Duarte Ivo Cruz, José-Augusto França, etc.

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