segunda-feira, março 30, 2015

O Livro de Cesario Verde



Lisboa, 1887
Typographia Elzeviriana
1.ª edição
19,8 cm x 13,5 cm
2 págs. + 1 folha em extra-texto + XX págs. + 110 págs.
impresso sobre papel superior de linho
belíssima encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
É O N.º 5 DE UMA TIRAGEM RESTRITA A 200 EXEMPLARES, NUMERAÇÃO E TITULARIDADE MANUSCRITAS INDICANDO A POSSE DO PINTOR COLUMBANO BORDALO PINHEIRO
5.000,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


O Livro de Cesario Verde



Lisboa, 1901
Manuel Gomes, Editor
2.ª edição
19,5 cm x 12,9 cm
8 págs. + 1 folha em extra-texto + 116 págs.
subtítulo: 1873-1886
encadernação inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto a na cortina da Dedicatória
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da «Reimpressão textual da primeira edição feita pelo amigo do poeta – Silva Pinto» (do frontispício), edição essa outra raríssima, dada a sua escassa tiragem de apenas duzentos exemplares.

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Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Coimbra, 1944
Coimbra Editora, Limitada
2.ª edição
19,2 cm x 13,8 cm
216 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como sempre, num Autor da craveira de Carlos de Oliveira, trata-se de um texto recriado a partir da edição anterior, trabalho literário que nunca findará ao correr das sucessivas edições posteriores.
Chama-se a atenção em particular para a força gráfica da capa.

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Casa na Duna


CARLOS DE OLIVEIRA
prefácio de Mário Dionísio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13,2 cm
220 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem incisiva do Prefácio do escritor Mário Dionísio:
«[...] o que, sem dúvida, separa o realista de todos os anti-realistas não é o reconhecimento, ou não, do clima angustioso que uns e outros respiram e nenhuma teoria poderia deixar de fazê-los respirar, mas a convicção, para uns, de que tal clima é o clima normal da natureza humana e, para outros, um clima provocado por circunstâncias históricas determinadas ou determináveis, apesar da extrema complexidade de que se revestem; a convicção, para os primeiros, de que a grande tarefa é levar cada vez mais longe a consciência dessa angústia, cujo fim é a própria angústia; a convicção, para os segundos, de que tal tomada de consciência é apenas uma fase e esta fase uma das várias condições de superá-la. [...]
Desde sempre sentiu Carlos de Oliveira esta necessidade de estreitíssima ligação com o que há de mais decisivo numa realidade nacional: o povo e a sua língua. [...]
E é precisamente neste domínio, no imenso domínio da linguagem – no sentido mais lato do termo – que me parece ver na presente edição [revista] de Casa na Duna um acontecimento notável na obra do autor. Nela culmina, com efeito, um longo processo evolutivo. [...]»

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Finisterra


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1978
Livraria Sá da Costa Editora
1.ª edição
19,9 cm x 12,6 cm
6 págs. + 186 págs.
subtítulo: Paisagem e povoamento
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca desta obra-prima do romance nacional escreveu incisivamente Silvina Rodrigues Lopes (vd. Carlos de Oliveira – O Testemunho Inadiável, Câmara Municipal de Sintra, 1996):
«[...] Ao mesmo tempo que põe em evidência as estruturas teleológicas da história, este romance escrito por Carlos de Oliveira desloca-se em relação a elas por um processo de escrita que implica um duplo gesto onde se reúne “planificação e acaso”, “acaso e necessidade”. Se quisermos, podemos começar por relacionar o processo como se apresenta a ruína da casa com a sua desconstrução. De facto, o homem que vagueia lá dentro vai ter oportunidade de questionar a documentação da família e verificar até a sua planta onde estão traçados os alicerces originais, que se mantêm apesar da reconstrução de partes acessórias da casa. Podemos dizer que é a ruína que torna possíveis a observação e o estudo da ruína, ou pelo menos que estes acompanham  aquela, acelerando-a ou, porventura, desviando-a: o espaço da casa é restituído à natureza selvagem, inútil do ponto de vista do capital, o que pode significar que de algum modo a lógica de organização social que o executor fiscal representa está sujeita à “catástrofe serena” no sentido de mudança lenta e imprevisível, a qual deixa em aberto a hipótese de um outro modo da paisagem e do povoamento, ou seja, a hipótese da revolução. [...]»

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Pequenos Burgueses



CARLOS DE OLIVEIRA

Coimbra, 1948
Coimbra Editora, Ld.ª
1.ª edição
19,2 cm x 13,9 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequena falha de cartolina no bordo superior direito da capa; miolo nuito limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Carlos J. Vieira
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o escritor de referência do neo-realismo português, exactamente pela sua capacidade artística em superar os limites de uma estética pretensamente dirigida às massas.

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Pequenos Burgueses


CARLOS DE OLIVEIRA
Augusto Cabrita, fotos
capa de Lima de Freitas

Lisboa, 1972
Publicações Dom Quixote
4.ª edição, revista
17,9 cm x 11,8 cm
210 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, capa um pouco gasta; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pequenos Burgueses


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1978
Livraria Sá da Costa Editora
6.ª edição
19,9 cm x 12,7 cm
6 págs. + 202 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do actor Artur Ramos a António Luiz Gomes
assinado por este último
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 27, 2015

Contos Indianos


aa.vv.
selecção, pref. e trad. de Silvina de Troya Gomes


Lisboa, 1945
Editorial «Gleba», Ld.ª
[1.ª edição]
19,7 cm x 13,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do erudito Prefácio:
«[...] as indianas dêstes contos não se vestem à moda, não usam folhos, viezes, plissados, golinhas de renda, ou um lindo chapéu de tule, uma laçada de tafetá sôbre o ombro direito, nada enfim de que possa falar uma mulher que não tem assunto. [...]
A leitura dêstes contos exige, por vezes, um conhecimento razoável dos sistemas filosóficos da Índia antiga e dos seus costumes. Mas aconselho, pelo menos às senhoras, que não se ocupem de erudição. Afinal isto é tudo para esquecer, e a erudição provoca a calvície. [...]»
O volume reúne contos de Seeta Devî, Rabindranath Tagore, Walk-Imi, Vyasa e passagens dos Buddha Jataka.

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quarta-feira, março 25, 2015

O Non Plus Ultra | do Lunario, | e Prognostico Perpetuo Geral, | e particular para todos os Reinos, e | Provincias. | Composto por | Jeronymo Cortez, | Valenciano. | Emendado conforme o Expurgatorio da Santa | Inquisição, e traduzido em Portuguez por | Antonio da Silva | de Brito




JERONYMO CORTEZ
trad. Antonio da Silva de Brito

Lisboa, 1757
Na Officina de Domingos Gonsalves
[3.ª edição (segundo Inocêncio)]
15,1 cm x 10,3 cm
[4 págs.] + 336 págs. + [4 págs.]
subtítulo: E no fim vai accrescentado com huma invenção curiosa de huns apontamentos, e regras para que se saibão fazer prognosticos, e discursos annuaes sobre a falta, ou abundancia do anno, e hum memorial de remedios universaes para varias enfermidades
profusamente ilustrado
encadernação da época inteira de carneira com rótulo na lombada gravado a ouro
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo e fresco
muito discretas rubricas de posse nos rodapés das págs. 9, 37, 115, 159, 221, 243 e 277
assinaturas de posse nas folhas-de-guarda anteriores e posteriores
PEÇA DE COLECÇÃO
270,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva cita a vertente obra na bibliografia do tradutor, sem nada adiantar acerca dele. Esclarece, entretanto, João Luís Lisboa no texto de abertura a Os Sucessores de Zacuto (Biblioteca Nacional [que possui idêntico exemplar], Lisboa, 2002):
«[...] A diferença entre um almanaque do ano e um lunário perpétuo, para além da estrutura periódica, é que o lunário perpétuo apresenta dados, seja sobre as posições dos astros, seja sobre festas móveis, de forma a que possam ser aplicados a um período mais longo que, ciclicamente, se repete. [...]»
O original castelhano é de Valência, publicado em 1594 e expurgado pela Inquisição em 1632, cuja primeira edição portuguesa data de 1703.

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Arte Poetica


Q.[UINTO] HORACIO FLACCO
trad. de Cândido Lusitano

Lisboa, 1784
Na Typografia Rollandiana
3.ª edição
bilingue latim / português
19,4 cm x 12,8 cm
264 págs. + 8 págs. («Livros modernos, que se vendem em casa de Francisco Rolland, Impreffor-Livreiro em Lisboa ao Bairro Alto, na efquina da Rua do Norte»)
encadernação da época inteira de pele, com gravação a ouro e rótulo na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Há muitos séculos, que os homens dedicados às boas Artes veneram com especial respeito os Poetas do século de Augusto; mas entre todos nenhum tem reputação mais distinta, do que Horácio, e talvez nenhum tem ouvido iguais louvores, não menos de sábios modernos, que antigos. Petrónio admirou nele uma particular arte em dar às matérias, de que tratava, umas cores vivíssimas; e Quintiliano confessa, que ele é quase o único Lírico digno de se ler: porque é cheio de belezas, de variedade de figuras, e de uma felicíssima abundância de expressões nobres [...]» (grafia actualizada). Isto nos diz o nosso Cândido Lusitano no Discurso Preliminar à sua tradução e anotações para português, de uma obra que a nova geração de poetas nacionais nada perderia em tentar ler.

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Traduccion del Arte Poetica de Horacio, o Epistola a los Pisones



[QUINTO] HORACIO [FLACCO]
trad. de Fernando Lozano, padre frei


Sevilha, 1777
Manuel Nicolàs Vazquez, y Compañìa
[1.ª edição]
20,2 cm x 12,8 cm
2 págs. + 36 págs. + LXIV págs.
encadernação da época inteira de pele, mosqueada e apenas com filetes a ouro na lombada
exemplar irrepreensível considerando tratar-se de uma edição setecentista; ligeiramente aparado
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 24, 2015

Do Mundo


HERBERTO HELDER

Lisboa, 1994
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,5 cm x 15 cm
96 págs.
exemplar como novo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de HH escreveu Joaquim Manuel Magalhães, outro grande poeta português do século XX (in Um Pouco da Morte, Editorial Presença, Lisboa, 1989):
«[...] Começa a ser histórico-literariamente fundamental, para a compreensão da nossa poesia contemporânea, proceder à análise da alteração de “gosto” que, nos anos 60, representou a obra de Herberto Helder. Compreender quanto ela realizou a violência de condução para outros sentidos dos sentidos que julgavam revitalizar (através de meras reformas sintácticas) a maioritária quimera da representação justiceira, em poesia, de um real exemplar para o modo como o real quotidiano tendia a organizar-se. Nesses anos 60, a escrita de Herberto Helder representa, diante do neo-realismo (à excepção de Carlos de Oliveira) e diante da fragmentação provinciana do surrealismo (à excepção de Mário Cesariny), uma revitalização afim daquela que, com as devidas diferenças, nos anos 80 do século anterior Cesário Verde representara diante do naturalismo politiqueiro de Guerra Junqueiro e das hostes tardias dos ultra-romantismos. [...]»

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Sulco – Revista de Cultura Político-Social



[HERBERTO HELDER]

Lisboa, II série – Ano I – n.º 2, Junho-Julho de 1965
Centro de Estudos Político-Sociais da União Nacional (C.E.P.S.)
ed. Virgílio Cruz
22,5 cm x 15,4 cm
168 págs. (numeração contínua: págs. 121 a 288)
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

A curiosidade deste número isolado desta revista de extrema-direita reside no facto de aí figurar uma tradução de Herberto Helder, o artigo «Julgamento de um jovem poeta russo – o processo de Josef Brodsky». Entre o declínio habitual neste tipo de imprensa, assinado por gente retrógada como, por exemplo, Lumbrales, Rodrigues Cavalheiro ou João Ameal, ergue-se, traduzido da revista inglesa Encounter, o «relato quase integral das duas sessões que constituíram o julgamento, efectuado em Fevereiro e Março de 1964», que se saldou na condenação do dito escritor russo «à pena de cinco anos de trabalhos forçados». Na União Nacional devem ter rejubilado com uma peça de tal jaez anticomunista...
Iosif Aleksandrovich Brodski (1940-1996), poeta e ensaísta discípulo de Anna Akhmatova, viu-se envolvido por uma denúncia jornalística que classificava os seus versos como «pornográficos» e «anti-soviéticos», o que levou as autoridades policiais a interná-lo num manicómio e, posteriormente, a condená-lo em tribunal por «parasitismo». A importância que o protesto contra o seu aprisionamento ganhou para cá da Cortina de Ferro, apesar de não ter abalado o regime totalitário russo, culminou na comutação dessa pena.

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As Magias


[HERBERTO HELDER, versões]
capa de António Lobo sobre fotografia de Jorge Molder

Lisboa, 1988
Assírio & Alvim
2.ª edição
18,5 cm x 11,6 cm
64 págs.
exemplar como novo
inclui cinta editorial
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do terceiro conjunto de “traduções” de Herbeto Helder, este anteriormente publicado numa editora independente, a Hiena.

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O Patinho Feio e outros contos


[HANS-CHRISTIAN] ANDERSEN
trad. Herberto Helder
ilustrações de Jean-Léon Huens

Lisboa, s.d.
Editorial Verbo
1.ª edição
30,5 cm x 23,1 cm (álbum)
32 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no verso da primeira folha-de-guarda
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Contos


HANS-CHRISTIAN ANDERSEN
trad. Elvira Taveira e Herberto Helder

Lisboa, 1964
Editorial Verbo
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
164 págs.
cartonagem editorial
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela infanto-juvenil, de um autor que é a matriz do género na literatura europeia.

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Veloz Como o Vento


GINE VICTOR LECLERQ
trad. Herberto Helder
capa de José Antunes

Lisboa, 1967
Editorial Verbo, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 14,7 cm
204 págs. + 10 págs. (pub. editora) + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a preto e a cor, no corpo do texto e em separado
cartonagem editorial
exemplar como novo
peça de colecção
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela juvenil, apenas de interesse bibliófilo. Garantidamente vertida para a língua portuguesa de um dos nossos maiores poetas de sempre.

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terça-feira, março 17, 2015

Cancioneiro Chinez




ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong, general

Porto, 1890
Magalhães & Moniz, Editores
[Typographia Elzeviriana
Rua de S. Lazaro, 393]
1.ª edição
20,1 cm x 11,7 cm [19,5 cm x 10,7 cm (pelo corte)]
XIV págs. + 114 págs.
luxuosa encadernação da época em meia-francesa em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
muito pouco aparado somente à cabeça, ostentando aí um invulgar trabalho floral de tinta e ouro
mantém ambas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez nas primeiras e última folhas
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta e diplomata nascido em Ponte de Lima, «[...] de rara sensibilidade, culto, lúcido, espirituoso, com grande sentido rítmico, deixou uma vasta obra, marcada pelo romantismo, pelo parnasianismo, de que foi primeira figura, e finalmente pelo simbolismo saudosista. [...] Soube, aliás, reformular com talento as aquisições estéticas que foi acumulando ao longo do seu peregrinar pela Europa e pelos trópicos. O seu Cancioneiro Chinês, inspirado em La Poésie des Tangs, de Résumat, e no Livro de Jade, traduzido por Judith Gauthier, insere-se na voga finissecular do orientalismo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Cancioneiro Chinês


ANTONIO FEIJÓ
pref. Tcheng-Ki-Tong
pórtico de Li-Taï-Pé

Lisboa, 1903
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
2.ª edição («revista e augmentada»)
22,7 cm x 14,8 cm
XVIII págs. + 142 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, pequenos restauros marginais na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Revista Filosófica – Publicação quadrimestral de estudos filosóficos e histórico-científicos



Coimbra, Março de 1951 a Maio de 1959
dir. Joaquim de Carvalho
Atlântida [ed.]
22 números (colecção completa)
26,2 cm x 18,5 cm
numeração contínua anual: [100 págs. + 104 págs. + 104 págs. (1.º ano = 308 págs.)] + [102 págs. + 80 págs. +88 págs. (2.º ano = 270 págs.)] + [94 págs. + 82 págs. + 86 págs. (3.º ano = 262 págs.)] + [102 págs. + 98 págs. + 122 págs. (4.º ano = 322 págs.)] + [104 págs. + 100 págs. + 96 págs. (5.º ano = 300 págs.)] + [124 págs. + 78 págs. + 92 págs. (6.º ano = 296 págs.)] + [130 págs. + 138 págs. + 106 págs. (7.º ano = 374 págs.)] + 134 págs. (8.º ano) + 1 folha-volante
exemplares muito estimados; miolo limpo, parcialmente por abrir
rubricas de posse nas primeiras cinco páginas ímpares do n.º 2
acondicionados em dois elegantes estojos de fabrico recente
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim de Carvalho (1892-1958), que foi director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e filósofo eminente – quer por cá, quer além-fronteiras –, foi também reconhecido republicano visado pelo regime salazarista. Acerca dele afirmou José V. de Pina Martins (fonte: página electrónica no sítio joaquimdecarvalho.org):
«[...] Como historiador da Filosofia e da Cultura, não vejo quem se possa comparar com ele tanto na vastidão dos conhecimentos como na profundidade e na originalidade com que os organizou, sempre com o mais escrupuloso respeito das perspectivas sincrónicas da evolução das ideias e dos factos culturais. Este respeito rigoroso pelo carácter histórico do pensamento já levou críticos apressados e superficiais a sustentar que Joaquim de Carvalho não foi filósofo. Só pela ignorância da historicidade essencial de todo o pensamento metódico é que seria possível visar Joaquim de Carvalho para lhe formular um tal reparo. [...]
Como cidadão, preconizou sempre a mais larga tolerância, o respeito pelas opiniões alheias, na certeza de que todas as antíteses ideológicas são susceptíveis de composição, através da discussão civilizada e da controvérsia não inamistosa. O seu anticlericalismo significava tão-somente uma atitude de coerência exemplar com a sua visão de um poder civil independente de jurisdições eclesiásticas, e de uma jurisdição eclesial não constrangida nem ilaqueada por compromissos de ordem política. [...]»
Entre os muitos colaboradores da Revista Filosófica são de destacar Barahona Fernandes, Vieira de Almeida, Joaquim Veríssimo Serrão, Jacinto do Prado Coelho, Miguel de Unamuno, Lourival Gomes Machado, Egas Moniz, Rómulo de Carvalho, Florestan Fernandes, Joel Serrão.

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História de uma Campanha... Gorada


AUGUSTO DE LIMA VIDAL

Lisboa, 1932
Casa Ventura Abrantes
1.ª edição
22,3 cm x 14,3 cm
160 págs. + 2 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Debate acerca do estado «quási comatoso» a que chegara a economia e as finanças da colónia de Moçambique: «[...] doença orgânica da Província, doença que se resume na deficiência de produção e na exportação das suas fôrças vivas – os indígenas... Desde que a emigração diminua, ou a Metrópole nos há-de enviar dinheiro ou a Província há-de fazer empréstimos, que se não justificam para o pagamento das suas despesas correntes, e só seriam admissíveis para obras de fomento colonial. [...]»

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Aspectos de Moçambique no Antigo Regime Colonial


ALEXANDRE LOBATO

Lisboa, 1953
Livraria Portugal
1.ª edição
22,7 cm x 17,2 cm
58 págs.
exemplar novo; miolo por abrir
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Polémica de carácter histórico-ideológico que Marques Lobato sustentou contra o escritor e jornalista mação José Rodrigues Júnior, conhecido como “o patriarca das letras moçambicanas”, e que na altura ia já a caminho da sua completa rendição ao catolicismo e ao obscurantismo do Estado Novo. Lobato, esse, com razão de historiador ou sem ela, marca pontos:
«[...] Parece que Rodrigues Júnior está convencido de que os Portugueses entraram em Moçambique a tocar tambor pelo mato dentro com a mania da ocupação, da ordem e da lei. Nada disso. Os homens de armas, que eram vulgares civis assentados na matrícula para a defesa das fortalezas, ficaram em Sofala e em Moçambique, dentro dos muros. Os homens do sertão, os muitos portugueses que andavam pelo mato, transviados a mercadejar no Monomotapa, eram desertores, homens que fugiam das naus e das fortalezas e iam servir os régulos e governar a vida. [...]»

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quinta-feira, março 12, 2015

Catálogo Ilustrado da Exposição de Ourivesaria Sacra


LUIZ PETER CLODE, eng.
MANUEL JUVENAL PITA FERREIRA, padre
fotogravuras das oficinas Marques Abreu (Porto)

Funchal, 1951
Edição da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal
1.ª edição
19,9 cm x 23,7 cm (oblongo)
254 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Certame realizado no Convento de Santa Clara no Funchal.

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A Aurora da Redenção


GOMES JARDIM, cónego

Funchal, 1931
Typographia «Esperança» [ed. Autor]
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
VIII págs. + 276 págs.
subtítulo: I – Privilegios de Maria. A Padroeira de Portugal
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nossa Senhora em Portugal


J. A. PIRES DE LIMA
F. C. PIRES DE LIMA
capa de José Luiz

Porto, s.d. [1947, seg. BNP]
Editorial Domingos Barreira
1.ª edição
19,8 cm x 12,4 cm
182 págs. + 13 folhas em extra-texto
ilustrado
corte das folhas serrilhado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no campo superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Problemas do Povoamento



JOSÉ DE ALMEIDA SANTOS
capa de Alvim Braga

Luanda, 1966
Edição do C. I. T. A. [Centro de Informação e Turismo de Angola]
1.ª edição [em brochura*]
24 cm x 17,3 cm
80 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela inclusão do cartão-de-visita e pela longa dedicatória manuscrita do Autor ao então governador-geral de Angola, Álvaro da Silva Tavares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Conjunto de artigos inicialmente publicados no jornal A Província de Angola, Luanda, 10 de Março a 27 de Abril de 1964, pelo engenheiro-geógrafo – mas também poeta, dramaturgo e ensaísta – José de Almeida Santos Júnior.

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Jornalismo de Angola


JÚLIO DE CASTRO LOPO

Luanda, 1964
Centro de Informação e Turismo de Angola
1.ª edição
25,9 cm x 19 cm
128 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um sério aprofundamento que o autor faz de breves trabalhos seus anteriores, ganhando aqui o corpo historiográfico necessário.

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A Imprensa Periódica em Moçambique, 1854-1954


RAUL NEVES DIAS
colab. Filipe Gastão de Almeida de Eça

Lourenço Marques, 1956
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
28,7 cm x 24,1 cm
118 págs.
subtítulo: Subsídios para a sua história
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante acervo para a história do jornalismo colonial.

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Panorama da Pré-História de Moçambique


LERENO BARRADAS, eng.

Lourenço Marques, 1948
Sociedade de Estudos da Colónia de Moçambique
1.ª edição
22,4 cm x 15,6 cm
20 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de ferrugem proveniente dos agrafos
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 11, 2015

O Que a Nossa Gente Canta


JAIME LOPES DIAS

Lisboa, 1937
Tôrres & Ci.ª – “Livraria Ferin”
1.ª edição
16,1 cm x 22 cm (oblongo)
166 págs.
subtítulo: Etnografia da Beira vol. IV (Canções: de Adufe, Coreográficas e Religiosas. Vária)
exemplar estimado, com algumas falhas no papel da capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Vasta recolha de cantigas tradicionais da Beira Baixa, com os versos e respectiva notação musical.

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domingo, março 08, 2015

As Memórias Astrológicas de Camões


MÁRIO SAA
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1940
Edição da «Emprêsa Nacional de Publicidade»
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
338 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta, ficcionista e ensaísta nascido nas Caldas da Rainha. Veio a colaborar em periódicos de referência como a Contemporânea, a Athena e a presença. Todavia, tirando a monografia Origens do Bairro Alto de Lisboa, os seus estudos teóricos são questionáveis. Diz-nos até o insuspeito Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] A sua intervenção cultural desdobra-se em sistematizações de cariz especulativo ou em investigações que, integrando que, integrando por vezes os domínios da astrologia e da genealogia, sobretudo incidem na pesquisa literária, na geografia e história antigas, e na incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica, na arqueologia e na biografia camoniana.»

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Panegyrico de Luiz de Camões


J. M. LATINO COELHO

Lisboa, 1880
Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa
1.ª edição
22,4 cm x 14,6 cm
20 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida na Academia por Latino Coelho, então secretário-geral da mesma, e que, acerca de si próprio, dissera um dia:
«[...] Achei no escrever um deleite, uma distracção, um mundo ideal onde me vingar das contradições em que me trazia o mundo positivo. Eis aí por que perseverei escrevendo. Escrevi pela mesma razão por que outros vão à caça, por que outros frequentam as tavolagens, por que outros dançam uma valsa, por que outros esquecem o mundo pelos trebelhos do xadrez, por que outros se entretêm em futilidades ainda menos justificáveis e meritórias. Nunca escrevi para a glória, nem para a posteridade. Os meus escritos ressentem-se da sua origem de ocasião e do intento com que os delineei. São quase sempre improvisos de momento.» (Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, vol. II, Lisboa, 1860, cit. in Rafael Bordalo Pinheiro, O Calcanhar d’Aquiles, frenesi, Lisboa, 2005)

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quinta-feira, março 05, 2015

Os Ex-libris da Biblioteca de Marinha


ALFREDO MOTTA

Lisboa, 1933
Separata do Arquivo Nacional de Ex-libris
1.ª edição
23,8 cm x 17,7 cm
16 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior de linho
exemplar como novo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
é o n.º 85 de uma tiragem de apenas 124 exemplares «exclusivamente destinados a ofertas»
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo artigo, em que Alfredo Mota conta a história da fundação da Biblioteca de Marinha, na Rua do Arsenal, desde a sua origem em 1835, assim como os trabalhos de organização e classificação dos volumes que lhe foram oferecidos. Como seria de esperar, usou a Biblioteca, ao longo dos anos, vários carimbos de posse, cujas reproduções e memória descritiva aqui se ensaia.

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