segunda-feira, junho 29, 2015

Vinho e Pão


IGNAZIO SILONE
trad. Manuel Martins de Sá
capa de Carlos Rafael

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
388 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Secondino Tranquilli, notabilizou-se como anti-estalinista ao serviço do Partido Socialista Italiano, depois de ter passado a II Guerra Mundial a organizar a resistência ao nazi-facismo como agente secreto. Esta obsessão criou nele a tolerância para chegar a receber “apoios” da CIA, o que não sendo da melhor política, certamente faz de qualquer um o pior intelectual. Outras vergonhas vieram recentemente a lume: e que fazem dele até um agente duplo... um espião, portanto, em todas as frentes.

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Robaiyat


OMAR KHAYYAM
trad. do persa por Franz Toussaint
pref. Ali Nô-Rouze
ilust. (frontispício) P. [Paul] Zenker

Paris, 1951
L’Édition d’Art H. Piazza
75.ª edição
16,3 cm x 11,3 cm
6 págs. + VIII págs. + 176 págs.
profusamente ilustrado, tem todas as páginas com vinhetas alusivas à cultura persa
miolo impresso a duas cores
gravura de Zenker em policromia
encadernação recente em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Caminho da Terra Santa | Panaghia Capuli e Anna Catharina Emmerich


J. [JOSÉ] ALVES TERÇAS

Lisboa, 1929
Edição do Autor / Casa Catolica (depos.)
1.ª edição
2 obras enc. em 1 vol.
20,5 cm x 14,4 cm
[6 págs. + X págs. + 272 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto] + 32 págs.
subtítulo da 2.ª obra: Como foi descoberta em Epheso a Casa em que a S.S. Virgem passou os nove ultimos anos da sua vida e onde veiu a falecer [...]
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior com a marca do encadernador Paulino Ferreira
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor
assinatura de posse de uma familiar do destinatário da dedicatória
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roteiro temático destinado a peregrinos cristãos.

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sexta-feira, junho 26, 2015

A Revolução da Experiência – Duarte Pacheco Pereira, D. João de Castro


JOÃO DE CASTRO OSÓRIO (org., pref. e notas)

Lisboa, 1947
Edições SNI
1.ª edição
16 cm x 11,7 cm
192 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além do longo prefácio histórico de Castro Osório, o volume é composto por excertos do Esmeraldo de Situ Orbis, de Pacheco Pereira, e, de João de Castro, excertos dos Roteiros, do Tratado da Esfera e do Diálogo Sobre a Geografia.

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Duarte Pacheco Pereira


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1913
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
18,9 cm x 12,5 cm
224 págs.
subtítulo: Um Homem de Caracter – Quadro Épico da Historia Nacional
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esboços e Perfis


EDUARDO DE NORONHA

Coimbra, 1913
F. França Amado, Editor
1.ª edição
19,4 cm x 12,9 cm
200 págs.
subtítulo: Extractos e Compilações dos Acontecimentos e Livros de Maior Sensação dos Ultimos Tempos
encadernação modesta em tela com ferros a ouro na lombada, guardas em papel kraft, muito pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma miscelânea de crónicas em que os assuntos – seja um episódio da vida de Cleópatra, sejam os eventos históricos do 9 Termidor, sejam as coscuvilhices de alcova de madame Pompadour – são todos tratados no estilo ligeiro e descontraído de almanaque. O seu autor, aliás, foi essencialmente jornalista.
Bruxas e o «sabbado da bruxaria», por exemplo, são matéria de algumas páginas deliciosas acerca da Inquisição:
«[...] Outr’ora em qualquer paiz, pela menor suspeita, por causa de um animal doente, de uma meda de palha que ardera, denunciava-se... toda a gente. E quando os tribunaes tinham alguem seguro, a repressão era terrivel. Os juizes submettiam primeiro o accusado á tortura. Á terceira ou quarta cunha, confessava.
Mas como acreditar na palavra de um christão que se entregara ao diabo? Tornavam-se necessarias outras provas. Principiava-se por lardear o paciente com picadas de agulha por todo o corpo até se descobrir “a marca”, o logar insensível que era de alguma forma a assignatura de Satanaz. Achava-se sempre. Só depois d’isso a bruxa ou o lobishomem, devidamente persuadidos, eram condemnados a ser queimados vivos.
[...] no começo do seculo XVIII, no prebostado de la Marche, um accusado, Thomas Gaudel, intimado a revelar os nomes dos seus companheiros de regalorios diabolicos, [teve] a ingenuidade de denunciar os seus juizes: vira, n’uma reunião sabbatica, comendo fraternalmente com o demonio, todos os magistrados presentes na audiencia, desde o procurador geral até o escrivão. E, como jurava pela sua saúde eterna que dizia a verdade, foi preciso suspender a audiencia. O caso apresentava-se tão embaraçoso que o submetteram aos mais afamados sabios da visinhança. Thomas Gaudel não subiu ao cadafalso e o seu estratagema esfriou muito o excessivo zelo dos juizes inquisidores.
Desde essa época queimaram-se menos bruxas, e – coincidencia singular! – tambem houve menos affluencia aos diabolicos saraus. [...]»
Livro interessante, na celebração dos 150 anos do seu nascimento.

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O Exterminio de um Povo


EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, 1905
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
392 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Romance de Costumes Transvaalianos
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida, com delicados restauros; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Romance que retrata, tendo como pano de fundo os amores de um português com uma inglesa, a Primeira Guerra Boer (1880-1881) entre os britânicos e os colonos de origem holandesa, francesa e alemã (chamados de boeres ou afrikaners), na então conhecida região do Transvaal. [...]
Esta obra é um dos casos paradigmáticos em que a aplicação do critério temporal a excluiria do género histórico, tendo em consideração a proximidade dos acontecimentos relatados e a data da publicação. No entanto, a importância histórica desses acontecimentos, a base documental que lhe está associada, bem como o estilo adoptado pelo autor, fazem com que possa ser considerada um romance histórico.» (Pedro Almeida Vieira, página on-line)

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De Automovel


EDUARDO DE NORONHA

Coimbra, 1907
França Amado, Editor
1.ª edição
18,5 cm x 12 cm
212 págs.
encadernação modesta de amador com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Apostasía de um Bispo





EDUARDO DE NORONHA

Porto, s.d. [1910]
Magalhães & Moniz, Ld.ª – Editores
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
subtítulo: Novella inacreditavel, mas verdadeira, de um homem que foi fidalgo, frade, bispo, nababo, general e o mais galanteador dos principes da Igreja
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo no geral limpo, com uma nota manuscrita à margem da pág. 8 e discreto sublinhado na pág. 13
assinatura de posse de [?] Conceição-Rodrigues sobre o frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota Ao Leitor:
«[...] D. António José de Noronha, fidalgo pelo nascimento, frade por conveniencias de familia, bispo de Halicarnasso em recompensa dos serviços prestados a Luiz XV, rei de França, nas suas colonias do Industão, nababo por graça do gran-mogol e general em recompensa de valiosos serviços de guerra pelo conde de Ega, vice-rei da India, é um typo vivo, verdadeiro, de carne e osso, quasi moldado pelo popular e immortal D’Artagnan dos Tres Mosqueteiros de Alexandre Dumas, pae.
As proezas que esse homem praticou, o odio que votava aos ingleses então nossos irreconciliaveis inimigos no Oriente, a amisade que conquistou do celebre marquês de Dupleix, militar de lendaria bravura e administrador de vistas e medidas de larguissimo alcance, os seus quasi fabulosos rasgos de galantaria, a confiança que soube incutir ao severo marquês de Pombal, as vicissitudes porque passou sendo encerrado no Limoeiro depois de ter sido um heroe nas festas de Versailles, a satisfação que lhe foi dada por esse acto de irreflectida tyrannia e ingratidão, tudo isso, e o mais que omittimos por laconismo, nos proporcionou os materiaes, que colhemos em grande parte na bella e douta obra de Ismael Gracias O bispo de Halicarnasso, para a novella que submettemos ao bom criterio do leitor [...].»

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O Conde de Farrobo e a Sua Epoca



EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, s.d. [circa 1921]
João Romano Torres & C.ª – Editores
1.ª edição
18,8 cm x 13,7 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação em meia-francesa de pele e pano com motivos de florália, cantos de pele
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, junho 24, 2015

Pássaros de Asas Cortadas


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1963
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do guião cinematográfico do filme realizado por Artur Ramos com base na peça teatral homónima de Francisco Rebelo. Apesar de a estreia da película ter ocorrido sem sobressalto, no Coliseu do Porto – não sem haver sofrido vastos cortes de censura prévia –, o livro veio a ser proibido e apreendido pela polícia. Quanto ao filme, marca o início daquilo que por cá, decalcado de uma fórmula estética francesa, ficou conhecido por “cinema novo”.

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O Ano Passado em Marienbad


ALAIN ROBBE-GRILLET
[Alain Resnais]
trad. Serafim Ferreira

Lisboa, 1967
Início
1.ª edição
20,9 cm x 14,1 cm
164 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do jornalista Jorge Lima Alves no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto concebido, desde logo, como guião cinematográfico, é um dos modelos de economia de meios literários posta ao serviço de um filme seco, que retrata o vazio existencial de uma burguesia ociosa, (sempre) em férias, algures num hotel cujos apontamentos arquitectónicos barrocos nos interiores contrastam com o corte depurado dos jardins circundantes. Do mesmo modo que toda a acção (ou inacção) está expressa nas falas dos actores, assim o próprio cenário e os seus sóbrios objectos assumem o valor de verdadeiros personagens da trama narrativa. Trata-se, talvez, do mais feliz encontro entre o nouveau roman e o nouveau cinéma franceses.

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Bailya d’Amor



SILVA TAVARES
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1933
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
128 págs.
subtítulo: Cantigas dos Cancioneiros interpretadas por [...]
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EMPRESÁRIO TEATRAL LOPO LAUER
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fruta do Tempo


SILVA TAVARES
capa e ilust. Aurora Sevéro

Lisboa, 1930
Paulo Guedes
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
100 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Calendário de Lisboa


SILVA TAVARES
capa e ilust. Nuno San Payo

Lisboa, 1948
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
120 págs. + 12 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versos em torno dos usos e costumes sazonais lisboetas.

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Gente Humilde


SILVA TAVARES

Lisboa, 1934
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
136 págs.
composto manualmente, capitulares e vinhetas impressas a cor
exemplar com a capa algo oxidada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos muitos livros de versos de um prolífico Autor que estendeu a sua obra também pelo teatro de revista e a composição lírica de fados.

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Quem Canta...



SILVA TAVARES

Espinho, 1925
Casa Editora “Violeta Primorosa” – F. Alves Vieira
3.ª edição (aumentada)
19,3 cm x 12,9 cm
composto manualmente e enriquecido graficamente com vinhetas a duas cores
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito manuseado mas aceitável, com restauro tosco na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quem Tem Meninos Pequenos...


SILVA TAVARES
capa de Amarelhe

Lisboa, 1926
«De Teatro» – editôra
1.º milhar
14 cm x 9,4 cm
80 págs.
subtítulo: Quadras de [...]
composto manualmente e impresso na tipografia de Libânio da Silva
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Verso e Reverso


SILVA TAVARES
vinheta da capa do livro por Bernardo Marques
arranjo gráfico de José Apolinário Ramos

Lisboa, 1962
ed. Autor
1.ª edição
18,8 cm x 13,5 cm
196 págs.
impresso a duas cores sobre papel superior creme
sobrecapa de protecção armoreada, com atilhos em pele
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 203 de uma tiragem declarada de 363 exemplares fora do mercado, assinados pelo Autor e nominais, sendo o vertente «especialmente impresso para o Ex.º Senhor Dr. Constantino Fernandes»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro, e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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Viagem à Minha Infância



SILVA TAVARES
ilustrações de Tom [Thomaz de Mello]

Lisboa, 1950
[ed. Autor]
1.ª edição
26,9 cm x 20,6 cm
104 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco; miolo impresso a duas cores
exemplar em geral oxidado e com pequenos golpes na capa junto da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao coronel Óscar de Freitas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vigília de Sombras



SILVA TAVARES
capa de Fernandsilva
retrato do Autor por Luciano

Lisboa, 1958
ed. Autor
1.ª edição
22 cm x 16,5 cm
268 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Cinquenta Anos de Poesia
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Clemente Rogeiro
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro seguinte (Verso e Reverso, 1962), e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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segunda-feira, junho 22, 2015

Um Rapaz de Florença


VASCO PRATOLINI
trad. António Ramos Rosa
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1957
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
416 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Vasco Pratolini não intervém no romance. As suas opiniões não interferem na trama novelesca. Descreve os acontecimentos com precisão e autenticidade, põe os personagens a viver, a amar, a lutar, mas não os obriga a dissertações ideológicas, a divagações retóricas e ociosas. Não toma partido por umas figuras contra outras – como escritor. Cria seres humanos, não traça caricaturas. A vida viva, real, rumorejante, está presente e é ela que conduz a acção. [...]»

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quinta-feira, junho 18, 2015

Focus


ARTHUR MILLER
trad. e prefácio do poeta Mário Henrique Leiria
capa de A.[ntónio] Garcia

Lisboa, 1957
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,9 cm x 13,2 cm
328 págs.
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que figurou na lista negra das polícias anticomunistas norte-americanas. Diz-nos o surrealista Mário-Henrique Leiria no seu agreste Prefácio: «[...] em Focus é o problema do racismo que está em jogo; um racismo cuja existência é quase ignorada na Europa, pois se trata do obsessivo receio do americano médio ao judeu. No meio dos grandes trusts comandados pelo judeu do dinheiro desliza o judeu comum, o judeu-homem-de-todos-os-dias, que, por não possuir capital que o defenda nem poder que o apoie, se vê condenado a um ostracismo [...]. E a tragédia íntima desse racismo está na contradição dum povo que se batia na Europa para acabar com uma tirania odiosa que tinha como um dos objectivos a exterminação da raça judaica, enquanto dentro do seu próprio país essa mesma raça era perseguida desde que não pertencesse à classe dirigente. [...]»
Nota: A modernidade gráfica do designer António Garcia pode, a partir de agora, ser apreciada num significativo e diversificado conjunto de obras suas expostas no Mude - Museu do Design e da Moda, em Lisboa, na Rua Augusta 24.

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quarta-feira, junho 17, 2015

Tratados Comunitários


JOÃO MOTA DE CAMPOS
ANTÓNIO PINTO PEREIRA


Lisboa, 1997
Universidade Católica Editora
1.ª edição
20 cm x 15 cm
772 págs.
subtítulos: Tratado da Comunidade Europeia / Tratado da União Europeia / Principais actos relativos às Instituições
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DE ANTÓNIO PINTO PEREIRA «À PROFESSORA DR.ª LEONOR TRIGUEIROS DE ARAGÃO E À SENHORA D. MARIAZINHA TRIGUEIROS...»
em bom estado, inclui o marcador original
com grande interesse jurídico
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Nova Poesia Brasileira


org. ALBERTO DA COSTA E SILVA
nota de abertura de Fanor Cumplido Júnior


Lisboa, 1960
Escritório de Propaganda e Expansão Comercial do Brasil em Lisboa
1.ª edição
28,3 cm x 19,3 cm
292 págs.
pontualmente (págs. 127, 130 e 270), gralhas tipográficas emendadas a tinta
exemplar em bom estado
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

No presente, em que parece haver por cá uma revalorização do vanguardismo concretista, pode ser interessante rever-se o contexto em que alguns seus titulares brasileiros se encaixavam nos finais dos anos 50 relativamente à tradição lírica. Toda a turma de Décio Pignatari, os irmãos Campos (Augusto e Haroldo), Lino Grunewald e outros se encontra aí a pulsar entre os Lêdos Ivos e os Aluízios Medeiros...

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Pantagruel, Rei dos Dípsodos

FRANÇOIS RABELAIS
tradução de Aníbal Fernandes
capa de pcd sobre desenho de Gustave Doré

Lisboa, 2006
frenesi
3.ª edição [revista]
19,8 cm x 13,8 cm
216 págs.
subtítulo: Restituído à verdade com seus factos e proezas espantosos escritos pelo falecido mestre Alcofribas abstractor de quinta-essência
impresso sobre papel superior
encadernação editorial inteira em pele gravada a relevo seco na pasta anterior e na lombada, guardas em papel de fantasia
é o n.º 19 de uma tiragem de 21 exemplares numerados e assinados a lápis pelo editor
exemplar novo
peça de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desde a 1.ª edição na editora & etc a esta 3.ª edição as traduções deste texto quinhentista francês vêm diferindo umas das outras dado o apuramento linguístico levado a cabo pelo tradutor, pelo que qualquer das três tem idêntico valor cultural. Como o mercado bibliófilo não se pauta por tais valores, houve, no entender do editor, que assinalá-la por meios extraordinários. Merecidos esforços estes – de tradutor e editor em consonância –, em prol de um escritor perseguido e abafado durante duzentos anos, e que somente os românticos e o século XIX irão trazer definitivamente para a ribalta. «[...] Do lado dos rendidos – tantos –, o depoimento de Jean Cocteau continua a ser dos mais belos: “Rabelais é as entranhas da França, os grandes órgãos de uma catedral cheia de esgares do diabo e do sorriso dos anjos. Só o respeito me impediu de escrever sobre a sua obra. Sonhamos com um Rabelais ilustrado por Hieronymus Bosh. Talvez esse livro maravilhoso exista num céu qualquer.” [...]»

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O Delfim


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, Maio de 1968
Livraria Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,8 cm
368 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Jorge Telles Dutra Machado
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Estamos em presença de um novo tema e de uma nova representação da realidade em que se ultrapassam os convencionais limites da narração. O romance ergue-se como um poliedro de várias faces, “palpável” e com volume próprio, e surpreende o leitor mais actualizado com a literatura dos nossos dias.»

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Lavagante


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Paulo Condez sobre ilust. Sónia Oliveira

Lisboa, Fevereiro de 2008
Edições: Nelson de Matos
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
96 págs.
subtítulo: Encontro Desabitado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Este texto nunca foi publicado em livro.
Uma sua primeira (?) versão, muito reduzida, foi publicada em Dezembro de 1963, no n.º 11 da revista O Tempo e o Modo [...] com o título “Um Lavagante e Outros Exemplares”, com a menção, em Nota de Redacção, de que se tratava de “(...) um capítulo do seu próximo romance, ainda provisoriamente sem título”. Existem outras versões, manuscritas, sem data, uma delas com o título “O Lavagante e a Mulher do Próximo'”. Existem também versões dactilografadas, sem datas. Todas indiciam, pelas emendas, serem posteriores ao texto publicado em 1963.
É também possível perceber que se trata de um texto anterior a O Delfim, publicado pela primeira vez em 1968, pela Livraria Moraes Editores.
Talvez se possa concluir que se trata de um texto cujo trabalho de escrita, tal como se apresenta nesta versão final dactilografada directamente pelo Autor, foi sendo elaborado ao longo de vários anos, mais ou menos entre 1963 e 1968. [...]»

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O Burro-em-pé


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição
24 págs. + 15,7 cm
176 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
24,7 cm x 17,4 cm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personegens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

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Dinossauro Excelentissimo



JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S.A.R.L.
1.ª edição
24,7 cm x 17,4 cm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em tela encerada e sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima da sátira política portuguesa. O seu carácter subversivo traça o melhor retrato que se conhece da transição do poder das garras de Salazar para as de Caetano, episódio dos mais risíveis da história contemporânea.

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas



JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa e grafismo de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1960
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
128 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
tiragem de apenas 400 exemplares numerados e assinados pelo Autor
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Cartilha do Marialva é um ensaio sobre a via errada, seguida por Portugal, que optou pelo irracionalismo e pelo imobilismo, actualizados e enaltecidos pelo regime salazarista. A figura do marialva, privilegiado em nome da sua família e dos seus haveres patrimoniais, encarna a espécie de provincianismo português que o autor caracteriza em traços negros e caricaturais de modo a fustigá-lo para melhor o erradicar do país. [...]» (Eunice Cabral, José Cardoso Pires, Centro Virtual Camões, pág. electrónica)

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12 cm
194 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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De Profundis, Valsa Lenta


JOSÉ CARDOSO PIRES
introdução de João Lobo Antunes
capa (desenho) de Mário Eloy
grafismo de Emília Abreu

Lisboa, 1997
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
23,3 cm x 14,2 cm
72 págs.
ilustrado
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa sobre papel avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim começa este livro muito especial, tanto para um escritor maior da cultura portuguesa como para o vulgar cidadão do mundo:
«[...] Ainda hoje estou a ouvir aquele “é”. Espantoso como bruscamente o meu eu se transformou ali noutro alguém, noutro personagem menos imediato e menos concreto.
Nesta introdução à perda de identidade que um transtorno do cérebro tinha acabado de desencadear, o que me parece desde logo implacável e irreversível é a precisão com que em tão rápido espaço de tempo fui desapossado das minhas relações com o mundo e comigo próprio. Como se acabasse de dar início a um processo de despersonalização, eu tinha-me transferido para um sujeito na terceira pessoa (Ele, ou o meu nome, é) que ainda por cima se tornava mais alheio e mais abstracto pela imprecisão parece que. Além disso, a circunstância de ter respondido à Edite com o apelido e não com o meu primeiro nome, o mais cúmplice entre marido e mulher e o único que nos era natural, é outro indício do distanciamento provocado pelo golpe de azar que me destituíra de memória e de passado. [...]»
Na linha de tradição cultural dos escritores que fizeram da sua biografia profissão de fé, Cardoso Pires conta, após um acidente vascular cerebral, o seu regresso do vazio absoluto, do nada, ao equilíbrio das faculdades humanas que nos permitem verbalizar o ser.

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Jogos de Azar


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1963
Arcádia
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
244 págs.
encadernação editorial com sobrecapa, cuja criação se encontra referenciada no catálogo Sebastião Rodrigues, Designer (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1995)
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o analista Liberto Cruz:
«[...] Apercebendo-se da destruição que parece suspender-se, inexoravelmente, nos ombros do homem, de certo tipo de homem, destruição causada, é evidente, por toda uma estrutura social deformada e deformante, o escritor ao descrever essa amputação, esse aniquilamento do homem, mais não faz do que chamar a atenção para uma sociedade onde isso é possível. Compreende-se assim que o ficcionista queira descrever e analisar, acima de tudo, a atmosfera onde as personagens se movem. Conhecendo o jogo e as regras que o regem, fácil se torna para o utente da obra agarrar e compreender o porquê das personagens e da sua maneira de agir. [...]» (José Cardoso Pires, Análise Crítica e Selecção de Textos, Arcádia, Lisboa, 1972)

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O Hóspede de Job


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1963
Editora Arcádia, limitada
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
258 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
na folha de ante-rosto surge colada uma targeta assinalando a vertente obra como Prémio "Camilo Castelo Branco" atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores e pelo Grémio Nacional dos Editores e Livreiros para o ano de 1963
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É talvez uma das obras-primas daquilo que Mário Sacramento (in Há uma Estética Neo-Realista?, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1968) designou por «segundo neo-realismo», período literário que só terá em Carlos de Oliveira o outro escritor de eleição.


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O Anjo Ancorado



JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues sobre fotografia do arquitecto António Sena da Silva

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,8 cm x 12,5 cm
132 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Liberto Cruz (vd. José Cardoso Pires – Análise Crítica e Selecção de Textos, Arcádia, Lisboa, 1972): «[...] Em O Anjo Ancorado o ambiente ressalta do contraste entre o casal e o automóvel e a aldeia e seus habitantes. Nos últimos tudo é primitivo, a começar pela fome, enquanto nos primeiros – burgueses palavrosos de má consciência – a modernidade da técnica lhe aumenta o conforto. Suave descida aos infernos (atente-se na descrição da travessia da aldeia e nos comentários de Guida Sampaio) há tanta soberba e distância entre os dois passageiros e os aldeões como entre o carro e “os casinhotos de S. Romão”. [...]»

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Histórias de Amor


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Victor Palla

Lisboa, 1952
Editorial Gleba, Ld.ª
1.ª edição
16,1 cm x 11,4 cm
174 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbos de posse de «Carlos Nandin de Carvalho | engenheiro civil | Avenida Gomes Freire, 3 | Lourenço Marques»
PEÇA DE COLECÇÃO
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido pela censura salazarista – e não era o primeiro que Cardoso Pires via fora do mercado –, republicado condignamente apenas dez anos após a morte do escritor, pelo editor Nelson de Matos, que juntou ao texto integral a carta-protesto de imediato dirigida por Cardoso Pires ao director dos Serviços de Censura (ver Edições Nelson de Matos, Lisboa, 2008).

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Os Caminheiros e outros contos


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Júlio Pomar

Lisboa, 1949
Edição do Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,8 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
170,00 eur (IVA e portes incluídos)


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