sexta-feira, julho 31, 2015

La Chine dans un Miroir


CLAUDE ROY
fotog. Henri Cartier-Bresson, Denise Colomb, et alli

Lausana (Suíça), 1953
La Guilde du Livre
1.ª edição
28,3 cm x 22,2 cm (álbum)
2 págs. + 158 págs. + 6 folhas em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
impressão em rotogravura, capa protegida por papel de cristal
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
edição fora do mercado destinada apenas aos membros da guilda
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Claude Roy (1915-1997), poeta e ensaísta francês, com um percurso cívico que foi da reaccionária Action Française ao reformismo do Partido Comunista, que abandonou por altura da invasão da Hungria para, de novo, regressar a posições da “nova direita”. Sublinhe-se, todavia, as suas iniludíveis tomadas de posição contra os autoritarismos do século XX, assim como o seu conhecimento da China, quer antes quer depois da ditadura maoísta.

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Les Habits Neufs du Président Mao


SIMON LEYS
pref. René Viénet

Paris, 1972
2.ª tiragem
Éditions Champ Livre
21,2 cm x 12,4 cm
316 págs.
subtítulo: Chronique de la «Révolution culturelle»
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, breves sublinhados nas págs. 7 e 48
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Título inspirado em Les Habits Neufs du Grand-Duc de Anderson, onde figura a célebre exclamação de uma criança: «o grão-duque vai nu!», trata-se da mais cruel – porque fidedigna – reportagem feita por um ocidental profundo conhecedor da China e da sua cultura popular. O autor aí voltará de novo, tendo o ensejo de denunciar em primeira mão, num outro livro sufocante – Ombres Chinoises –, não só os horrores a que o povo chinês estava submetido, mas principalmente a hipocrisia esquerdista dos falsos partidários da miragem de um comunismo asiático. De seu nome verdadeiro Pierre Ryckmans (1935-2014), o sinólogo, ensaísta, crítico literário e professor de chinês, num estilo entre o sarcasmo e a ira, denuncia aqui os meandros do assalto ao poder e consolidação de um Estado totalitário.

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quarta-feira, julho 29, 2015

A Burguezinha


A. M. LOPES DO REGO
pref. Aquilino Ribeiro

Lisboa, 1925
Livraria Aillaud & Bertrand (deposit.)
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
258 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do generoso prefácio de Aquilino:
«[...] Essa figura da burguesita, caprichosa, levemente romanesca, cheia de mimo, um tudo-nada voluptuosa, contraditória e malcriada, depara-se-me como o feliz padrão das mil e uma carochinhas que enxameiam pelo mundo.
[...] Pelo contêxto, pelo desfecho risonho “foram felizes e tiveram muitos filhos”, pelo tom de rosa, pela vivacidade expontânea de certos diálogos, êste livro está destinado a fazer as delícias dum público que só pede ao artista umas horas embevecidas e romançosas. E por aqui lhe vaticino um êxito tão vasto como o da Rosa do Adro [de Manuel Maria Rodrigues, editado em 1870].»

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terça-feira, julho 28, 2015

De la Propriété



A. [ADOLPHE] THIERS

Paris, 1849 [aliás, 1848]
Paulin, Lheureux et Cie, Éditeurs
«édition populaire a un franc» [1.ª edição]
16,5 cm x 11,3 cm
4 págs. + IV págs. + 388 págs.
subtítulo: Publiée sous les auspices du Comité Central de l’Association pour la Défense du Travail National
bonita encadernação antiga em meia-inglesa com invulgar gravação a ouro na lombada
aparado, corte carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Afonso Lucas
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Adolphe Thiers (1797-1877), responsável pelo cerco e esmagamento da Comuna de Paris em 1871, foi, na sequência do sucedido, eleito presidente da República, cargo que aceitou na esperança de um regresso a um regime de monarquia constitucional. Teve no anarquista Pierre-Joseph Proudhon o seu inimigo de estimação, e são mesmo as posições teóricas do livro deste último Qu’Est-ce que la Propriété?, publicado em 1840, o principal motivo aqui contraditado por Thiers.

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Fourier et Son Système


GATTI DE GAMOND

Paris, 1841-1842
Capelle, Libraire-Éditeur
5.ª edição
16,7 cm x 10,7 cm
4 págs. + XII págs. + 384 págs.
encadernação da época em meia-francesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isabelle Gatti de Gamond (1839-1905), feminista militante e livre-pensadora, desenvolveu a sua actividade essencialmente como pedagoga.

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La Situation du Surréalisme entre les Deux Guerres




ANDRÉ BRETON

s.l. [Yale], s.d. [1942]
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
27 cm x 21 cm
34 págs. [17 folhas impressas apenas de um dos lados]
subtítulo: Discours aux Etudiants Français de l’Université de Yale (10 Décembre 1942)
impressão a mimeógrafo sobre papel avergoado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
tiragem de 250 exemplares, autenticada pelo Autor [«tirage limité à 250 ex. |  B [André Breton]»]
PEÇA DE COLECÇÃO
850,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição original desta rara conferência proferida por André Breton nos Estados Unidos, anterior, portanto, à sua reimpressão quer na revista nova-iorquina VVV (1943), quer em brochura nas edições Fontaine (1945) que Max Pol Fouchet, a partir da Argélia, fazia circular pela França ocupada.

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Le Surréalisme et la Peinture



ANDRÉ BRETON
pref. do editor Robert Tenger

Paris / Nova Iorque, 1945
Brentano’s, Inc.
1.ª edição [do vertente conjunto; «Achevé d’imprimer le deux avril mil neuf cent quarante cinq sur les presses de l’Imprimerie Albert Martin, Inc., New York»]
26 cm x 18 cm
208 págs. + 76 págs.
subtítulo: Suivi de Genèse et Perspective Artistiques du Surréalisme et de Fragments Inédits
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela impressa a prata, com cromo colado na pasta anterior
exemplar como novo
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

A II Guerra Mundial levou inúmeros intelectuais e artistas a abandonar a Europa rumo ao novo continente, numa sangria do espírito e da imaginação. Entre os resultados de uma acção revolucionária ininterrupta, apesar da dispersão dos grupos, veio a beneficiar um público nova-iorquino até aí meio atordoado com o decorativismo de Norman Rockwell. O surrealismo de André Breton – e mesmo o dadaísmo cínico de Marcel Duchamp – deixaram rasto (a pop art, por exemplo, não passa de um neo-dadaismo tornado industrial, de linha-de-montagem). É neste contexto, por assim dizer de “emigração”, que surgem nos Estados Unidos várias publicações, artigos, filmes, conferências, mostras, etc., das correntes poéticas e outras, protagonizadas pelos seus pioneiros e mentores da primeira hora. O vertente livro encaixa-se nesse perfil.

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Les Pas Perdus [junto com] Point du Jour



ANDRÉ BRETON
capas de H. Cohen

Paris, 1970
Éditions Gallimard
s.i. («nouvelle édition revue et corrigée», ambos)
16,5 cm x 11 cm
2 x 192 págs.
da prestigiada colecção Idées NRF [Nouvelle Revue Française]
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de dois títulos do mentor do movimento surrealista francês, que reúnem artigos estendendo-se no tempo entre 1917 a 1933, e cujo ensinamento estético-filosófico, mas sobretudo o ensinamento cívico, constituíram a pedra de arremesso da liberdade – e das liberdades – que as gerações do pós-II Guerra Mundial melhor ou pior souberam chamar a si. Terá sido o “movimento” dadá em Zurique o real desencadeador anárquico de uma modernidade consequente; terá sido o movimento surrealista parisiense o seu disciplinador teórico; do mesmo modo, terá sido a geração da Internacional Situacionista e levar à rua, à praxis revolucionária urbana, essa bandeira de que, não somente a poesia tem que ser feita por todos, como há que transformar o mundo, mudar de vida.

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Ubu Roi ou Les Polonais [junto com] Ubu Enchainé suivi de Ubu Sur la Butte



ALFRED JARRY
prefácios de Jean Saltas
capa sobre ilust. AJ [Alfred Jarry]

Paris, 1959 e 1953
Fasquelle Éditeurs
57.º milhar e 1.º milhar
16,4 cm x 12,6 cm (ambos)
2 x 192 págs.
exemplares estimados; miolo limpo, por abrir o do segundo volume
iniciais de posse no frontispício do primeiro volume
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfred Henri Jarry (1873-1907) «[...] previu vir a ser um homem importante e gordo e, maire de uma pequena cidade, ver-se obsequiado pelos bombeiros com loiça de Sèvres. Sou desses jovens que deviam abominá-lo. [...] É preciso reconhecer que, no que toca a Jarry, a lição da nossa época leva-nos a encará-lo com respeito. Nós, os que durante esta guerra atingimos os vinte anos, isto é, a idade em que se começa a organizar a vida, devemos, ao fazer isto, ter em conta realidades implacáveis. Para não termos dissabores fomos levados a atribuir pouca importância a todas as coisas. E chegámos a exigir dos nossos poetas, dos nossos filósofos o mesmo sacrifício. A tal investida do racional, ninguém melhor que Jarry soube resistir.
[...] É evidente que lhe envenenaram a vida como a nenhum outro. Foi em Ubu que ele materializou a sua visão do professor de física, um ser torpe, estúpido e mau. [...]»
Jarry, após o sucesso da primeira representação de Ubu no Théâtre de l’Œuvre, perante um público ignaro literalmente «convidado a ver o seu “ignóbil duplo”, [mas que] preferiu tirar da peça uma moral do que havia nela de excêntrico», irá ele próprio, Jarry, passar a assumir-se como um aristocrático Dom Ubu.
«[...] Um dia, num jardim de Corbeil, Jarry entretem-se a desarrolhar champanhe a tiros de revólver. Para lá da cerca, a proprietária de uma vivenda, que vigiava os filhos, acorre, provincianamente vestida, quando algumas das balas se perdem pela propriedade, e apresenta-se com cerimónia. Faz ver a locatária que não lhe alugou um campo de tiro, e acrescenta, muito digna, que as suas crianças poderiam ter sido vítimas do jogo. “Ora, minha senhora, que importância tem isso! – interrompe Jarry –, nós fazemos-lhe outras.” [...]
Morreu em casa do Dr. Saltas, à noite, com umas pantufas calçadas, boné de pele na cabeça, e um sobretudo esfarrapado vestido. Na mão, uma bengala de chumbo, pronto para uma investida com os seus dois revólveres. [...]» (Fonte: André Breton, Les Pas Perdus, Idées NRF – Gallimard, Paris, 1970)

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O Super Macho


ALFRED JARRY
trad. Luiza Neto Jorge
capa e ilust. Nuno Amorim

Lisboa, 1975
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
19,1 cm x 14,8 cm
24 págs. + 184 págs.
exuberantemente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
inclui a cinta promocional
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfred Jarry (1873-1907), de par com Rimbaud e Ducasse, veio a ser dos autores do século XIX mais acarinhados pelos absolutamente modernos surrealistas parisienses. É mesmo ele o pioneiro de um cruel humor negro inspirador de André Breton. Na vertente obra – segundo a nota editorial na badana –, «[...] Sem escabrosidade, mas igualmente sem preconceito de sentimentalismo ou subjectividade – portanto directo, puro, nu e cru – o romance de Jarry vem ao encontro de uma filosofia do amor erótico gerada pela “civilização mecânica” [...].» «O herói de O Supermacho consegue bater o record do “Índio tão celebrado por Teofrasto” de que fala Rabelais: às setenta do Índio responde com oitenta e duas seguidas no acto do amor. [...]»

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segunda-feira, julho 27, 2015

Poésies



ISIDORE DUCASSE, COMTE DE LAUTRÉAMONT
Georges Goldfayn
Gérard Legrand

Paris, 1960 [aliás 1962]
Le Terrain Vague
1.ª edição comentada
19,1 cm x 14,3 cm
224 págs. + 2 folhas em extra-texto + 48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior Alfa-Mousse de Navarra
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte Dácio
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais profunda edição crítica alguma vez levada a cabo em torno do poeta luciferino francês, do mesmo modo que dava, finalmente, a conhecer este controverso livro, e de muito restrita circulação, à generalidade dos leitores. Goldfayn surge para as letras surrealistas em 1951 na designada, por André Breton, «segunda geração». Podemos encontrá-lo, episodicamente, também como actor da dupla de realizadores Danièlle Huillet / Jean-Marie Straub, mas ainda como empregado de um famoso bar de jazz parisiense, o Storyville. Legrand, igualmente colaborador próximo de Breton, destacou-se, por seu turno, como crítico de cinema.

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Lautréamont


GASTON BACHELARD

Paris, 1939
Librairie José Corti
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
6 págs. + 202 págs.
exemplar estimado, com oxidação generalizada do papel; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isidore Ducasse, conde de Lautréamont, constitui o maior enigma da literatura francesa moderna. Franco-uruguaio, que a morte levou aos 24 anos de idade, a violência dos seus Cantos de Maldoror e a cínica blandícia das Poesias (ou Prefácio a um Livro Futuro) configuram a maior agressão desde sempre feita à cultura ocidental centro-europeia, e às suas pretensões de modelo e exemplo a seguir pelos autóctones das áfricas além-eixo. (Note-se que foram precisamente os países do eixo – França incluída – que instauraram a barbárie no século da modernidade!...).
No vertente ensaio, o notável filósofo Gaston Bachelard socorre-se do método psicanalítico na abordagem literária. Investigação, na altura, pioneira, e que consiste no primado, ou na suspeita, de que o objecto em estudo não funciona bem. Todavia – podemos hoje sublinhar –, pondo nos pratos da balança de um lado Maldoror e no outro extremo, por exemplo, o gueto de Varsóvia, lá se vai então a operatividade de um método a braços com a falta de demarcação entre o bem e o mal...

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Lautréamont



GASTON BACHELARD

Paris, 1963
Librairie José Corti
s.i. («nouvelle édition augmentée»)
18,8 cm x 12 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte-Dácio
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA
ilust. Artur de Cruzeiro Seixas
org. Perfecto E. Cuadrado

s.l., s.d. [Badajoz, 1996]
Diputación de Badajoz – Espacio / Espaço Escrito
1.ª edição
texto em português
20,4 cm x 14,8 cm
28 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Separata n.º 1 da revista fronteiriça Espacio / Espaço Escrito 11-12.

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Poemas


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA
ilust. Artur de Cruzeiro Seixas
org. e trad. Perfecto E. Cuadrado

s.l., s.d. [Badajoz, 1996]
Diputación de Badajoz – Espacio / Espaço Escrito
1.ª edição
texto em castelhano
20,4 cm x 14,8 cm
32 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Separata n.º 2 da revista fronteiriça Espacio / Espaço Escrito 11-12.

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Contos do Gin-Tonic [junto com] Novos Contos do Gin, seguido de Fábulas do Próximo Futuro


MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
capas do Autor

Lisboa, 1976 e 1978
Editorial Estampa
2.ª edição (ambos *)
18,5 cm x 13,5 cm
184 págs. + 224 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
discretas assinaturas de posse nos ante-rostos dos dois volumes
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma carta de Leiria a Mário Cesariny (ver Três Poetas do Surrealismo: António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Henrique Leiria, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1981):
«[...] Continuo lucidamente bêbedo, como de costume. Sabes que a felicidade é, afinal, uma coisa simples? Resume-se em conseguir não ter dores durante cinco minutos... só cinco, já bastam... [...]»

* Sublinhe-se o facto de o segundo volume ser, nesta 2.ª edição, substancialmente mais extenso que na edição anterior.

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Depoimentos Escritos



MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
pref. Leonor Correia de Matos
capa de Carlos António de Oliveira e Sousa
ilust. José Antunes

Lisboa, 1997
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
344 págs.
subtítulo: Contos, poemas e cartas de amor
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de contracapa, um excerto do prefácio de Leonor Correia de Matos:
«Alguns poemas, contos e muitas cartas constituem o livro agora publicado. Os primeiros serão de amor ou ódio, revolucionários, naquele entendimento do autor de que a paz e o amor se conquistam pela luta, que não pode ser sempre bela porque contradiz os desígnios de outros homens.
As cartas, essas, são sempre de amor – inquieto, muitas vezes oposto ao mundo, como é timbre do autor. Dirigem-se a uma misteriosa Isabel que irá ocupando na sua vida lugar de crescente preponderância até lhe preencher aquela quota de esperança numa felicidade pessoal de que ele, revolucionário sempre e homem de partido, nem por isso prescinde.»

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O Sonho do Tio


FÉDOR DOSTOIEWSKY
trad. Domingos Monteiro
capa de João [Carlos]

Lisboa, s.d. [1942]
Editorial «Gleba», L.da
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] circunstância curiosa que acompanha a elaboração do Sonho do Tio é ter sido escrito êste livro ao mesmo tempo que preparava o material necessário para a redacção de uma das suas obras fundamentais e porventura a mais sombria de tôdas: Recordação da Casa dos Mortos. De facto, êle passara 4 anos num presídio siberiano, sujeito, entre outras, à tortura de não poder ler nem escrever, isto depois de ter sido condenado à morte (como é sabido, a sentença só foi suspensa quando êle se encontrava já em frente do pelotão de execução) [...]»
E se a Casa dos Mortos vai ser povoada por alguns dos mais sinistros personagens da literatura ocidental, já O Sonho do Tio não passou de um incontornável exercício literário preparatório para a grande obra negra, não por acaso escrito num registo de comédia.

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domingo, julho 26, 2015

Tatuagem


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
desenho do pintor Mário dos Reis

Lisboa, 1941
[ed. Autor]
1.ª edição
21,2 cm x 14,5 cm
106 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poesia d’África
capa em papel revestido a camurça com cromo colado
impresso sobre papel superior creme
folha de rosto impressa a três cores
exemplar com falhas de papel na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
valorizado pela assinatura do Autor
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta nascido no Continente, mas de expressão crioula, ou, como diz Manuel Ferreira no seu ensaio Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977): ele «[...] retoma, sem talvez tomar consciência disso, algumas das fugazes experiências poéticas oitocentistas. O projecto de uma semântica angolana é, em certa medida, alcançado. [...] Parece evidente que a novidade vem do facto de Tomaz Vieira da Cruz tentar uma “descolonização” de si próprio, procurando a adesão ao universo africano. [...]»

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Poesia Angolana


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
selec. e pref. Mário António
capa de Neves e Sousa

Lisboa, s.d. [circa 1961]
Edição da Casa dos Estudantes do Império
1.ª edição
16,1 cm x 11,5 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor, embora tendo nascido e falecido (1900-1960) em Portugal continental, a sua longa permanência em Angola fez dele um dos pioneiros de uma poesia angolana de consciencialização do povo local e do seu direito à independência.

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Quissange


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ
capa de Neves e Sousa

s.l. [impresso no Porto], 1971
Lello – Angola
1.ª edição
21,7 cm x 15,6 cm
204 págs.
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião póstuma da obra poética «de motivos africanos» de Vieira da Cruz, conforme indicações por si deixadas.

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sexta-feira, julho 24, 2015

“Orpheu” – Revista Trimestral de Literatura [junto com] Orpheu 3 (Povas de Página)





a) Lisboa, Janeiro-Fevereiro-Março, Abril-Maio-Junho de 1915
dir. Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho [n.º 1], Fernando Pessôa e Mario de Sá-Carneiro [n.º 2]
ed. Antonio Ferro
Typografia do Comércio
b) Porto, 1983
Edições Nova Renascença (José Augusto Seabra)
1.ª edição (todos)
3 números em 2 volumes (colecção completa)
27,8 cm x 21,5 cm (estojo): 25 cm x 17 cm (n.os 1 e 2, enc.) + 26,5 cm x 21 cm (n.º 3, br.)
[4 págs. + 84 págs.] + [4 págs. + 80 págs. + 4 extra-textos em dupla página (couché)] + [VIII págs. + 64 págs.] (numeração contínua)
a) encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada com nervuras igualmente pontuadas a ouro e filetes nos remates do corte da pele nas pastas; aparo de acerto e carminado apenas à cabeça; conserva todas as capas de brochura
b) brochura
exemplares em bom estado de conservação, pequeno restauro no bordo inferior da capa do n.º 1; miolo limpo, o n.º 3 está como novo
acondicionados em elegante estojo próprio de confecção recente
PEÇA DE COLECÇÃO
3.800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Disse Almada Negreiros (Orpheu 1915-1965, Ática, Lisboa, 1993), em memória da criação da revista: «[...] De mais extraordinário não vejo senão que tenha sido um movimento os nossos encontros pessoais entre companheiros de revista.
[...] Até este momento nada mais disse que “Orpheu” tinha sido o nosso encontro actual das letras e da pintura. É tudo o que queria ter dito. A continuar seria isto mesmo no resultado do “Orpheu”. Nenhuma geração post “Orpheu” se acusa no da pintura não separada do seu encontro com as letras. “Orpheu” continua. [...]
O selo do “Orpheu” era a modernidade. Se quiserem, a vanguarda da modernidade. A nossa vanguarda da modernidade. [...]»

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poesía – Revista Ilustrada de Información Poética


Madrid, n.º 7-8, Maio de 1995
dir. Gonzalo Armero
Ediciones Siruela / Ministerio de Cultura
2.ª edição [1.ª ed., 1980]
[número duplo especial dedicado a Fernando Pessoa]
título: Fernando Pessoa en Palabras y en Imágenes
27 cm x 21 cm (formato de álbum)
268 págs.
profusamente ilustrada
exemplar como novo sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Com selecção de textos, tradução e notas de José Antonio Llardent, trata-se de uma notável e diversificada apresentação do poeta no estrangeiro. Para além da representativa antologia, uma boa articulação das imagens reproduzidas com a cronologia bio-bibliográfica na abertura do volume, uma correcta inserção de comentários de escritores e estudiosos, etc. E para aqueles que queiram abalançar-se a visitar os lugares “de culto” onde o poeta viveu ou frequentou, uma planta da cidade de Lisboa devidamente assinalada, seguida das reproduções fotográficas desses locais, constituem precioso auxílio.

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quinta-feira, julho 23, 2015

O Azeite


ANTONIO PEREZ DURÃO, engenheiro agrónomo

Lisboa, 1930
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
200 págs. + 6 págs. em extra-texto (anunciantes)
subtítulo: Fabricação, Conservação e Comércio
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, defeitos na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«O azeite é um dos ex-libris da chamada Dieta Mediterrânica, sendo desde tempos imemoriais um elemento importante nos cuidados de saúde e de beleza dos povos do Mediterrâneo e, hoje, de todos os povos do mundo.
[...] Nesses tempos idos o azeite tinha mil usos. Da iluminação à medicina, da cosmética à religião, onde, dirão os mais cínicos, o seu papel na economia da época o consagrou como óleo santo. Os livros de medicina antigos descrevem o azeite como um excelente emoliente, laxante, colagogo e diurético.
Mais documentavam sobre o seu papel na redução da tensão arterial e da glicemia [...], bem como da sua contribuição para resolver os processos inflamatórios. Destas virtudes, e mais algumas, apenas a ciência mais recente pode explicar aquilo que os antigos apenas adivinhavam nos seus efeitos generosos. [...]» (Fonte: Alva Seixas Martins, «Saúde e beleza num fio de azeite», in aa.vv., O Azeite em Portugal, Edições Inapa, Lisboa, 2002)

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Tecnologia da Palmeira do Azeite (Elaeis guineensis)


MARIO JULIO NEVES DA FONTOURA

Lisboa, 1914
Instituto Superior de Agronomia
1.ª edição
26,3 cm x 18,5 cm
66 págs.
subtítulo: Dissertação inaugural apresentada e defendida
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Mário Vieira de Sá
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um trabalho de investigação em torno da origem, produção e tratamento do vulgarmente conhecido óleo de palma, produto da palmeira do dendém, cuja cultura se estende pela África Ocidental, de Cabo Verde e Guiné a Benguela (Angola) e ao Congo.

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Meditação aos pés da columna de D. Pedro IV


EUGENIO DE CASTILHO

Lisboa, 1870
Typographia Lusitana
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
4 págs.
folhinha encasada na capa sem qualquer costura
exemplar estimado, com discretos restauros; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] D. Miguel era a noite, a treva milanaria,
o despotismo cru, o negro cadafalso,
a cruz mudada em jugo, a garra tumultuaria,
o direito da força, atroz, absurdo, falso.
[...]
D. Pedro era o porvir, era a Paz, a Harmonia,
o laço que ligava a antiga á nova idade,
era a cruz sobre o altar, a aurora d’este dia,
resplendente de luz, de inteira liberdade. [...]»

Assim, dialecticamente, canta o poeta (filho de António Feliciano de Castilho) as virtudes daquele que mais se expôs na defesa da primeira Constituição nacional.

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quarta-feira, julho 22, 2015

A Verdade Sobre o Comissariado Geral Portuguez na Exposição Internacional do Rio de Janeiro


A. [ALFREDO] A. [AUGUSTO] LISBOA DE LIMA

Lisboa, Janeiro de 1924
[ed. Autor]
1.ª edição
22,4 cm x 14,3 cm
LXII págs. + 2 págs. + 5 folhas em extra-texto, uma das quais desdobrável + 160 págs.
subtítulo: Prólogo á Historia da Representação de Portugal na Exposição do Rio de Janeiro de 1922-1923
exemplar manuseado mas aceitável, pequenos defeitos na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Levy Marques da Costa
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

O tema versa os escândalos de corrupção e desvio de dinheiro destinado à presença de Portugal na exposição comemorativa do primeiro centenário da independência do Brasil. Acerca disto, era já muito crítica a imprensa monárquica logo em 1922, como por exemplo o ABC (n.º 113, Lisboa, 14 de Setembro, 1922) no artigo «Os Desastres da Exposição Portuguesa do Rio de Janeiro»:
«A queda da torre do pavilhão português na Exposição do Rio de Janeiro veiu trazer á clara luz da critica toda a série de desleixos imperdoaveis de foi constituida essa iniciativa que devia honrar Portugal aos olhos dos seus irmãos de além-mar.
[...] Do que foi o atrabiliário, o apressado, o balburdianto disse mais de que tudo o embarque dos objectos para o navio que os devia conduzir e que finalmente viu chegar cacos. Algumas das peças ficaram pelo cais da Alfandega em estilhas. [...]
Um dos delegados do comissariado da exposição do Rio de Janeiro é o antigo barbeiro do dr. Afonso Costa que muito se salientou em revolucionarismos da rua, e cuja paga recebeu agora com três libras em ouro por dia. [...]
Nenhum dos trabalhos da exposição estará pronto a tempo porque outras incompetências se estadearam no Rio a dirigirem os trabalhos. Daí a derrocada da torre do pavilhão, a maus alicerces, todo o vergonhoso espectaculo que demos nesse país tão prospero e onde os engenheiros e arquitectos portugueses lá residentes têem sempre honrado o nome da pátria.
O govêrno português no acaso da sua politica de favoritismo nomeou o engenheiro militar Ventura Malheiro Reymão que nunca fizera um trabalho notavel de engenharia nem demonstrara em conferências, artigos ou trabalhos a sua sapiência que as grans cruzes não proporcionam. [...]»
Ventura Reymão foi atempadamente substituído pelo vertente Lisboa de Lima, que, denunciando as irregularidades, os roubos e a incompetência do antecessor, irá ver-se envolvido num processo judicial, acusado de ter sido ele o responsável por gastos sumptuosos e de não acatar ordens no sentido de levar a cabo obra de mais modestas proporções. Vem, assim, defender-se o injuriado.

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Portugal Colonial


ERNESTO J. [JÚLIO] DE C. [CARVALHO] E VASCONCELLOS

Lisboa, s.d. [1918]
Livraria Profissional
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse na capa e no frontispício carimbos de Armando Quartin Graça
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal | Cabo Verde



Porto, s.d. [circa 1930]
s.i. (Lito. Nacional)
[1.ª edição]
texto em francês
22 cm x 11,1 cm
8 págs.
ilustrado
impresso a sanguínea e policromia
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folheto de teor histórico e geo-humano destinado a dar a conhecer entre estrangeiros a colónia de Cabo Verde. Inclui o respectivo mapa e reportagem fotográfica significativa.

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Portugal | S. Thomé e Principe



Porto, s.d. [circa 1930]
s.i. (Lito. Nacional)
[1.ª edição]
texto em francês
22 cm x 11,1 cm
8 págs.
ilustrado
impresso a sanguínea e policromia
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folheto de teor histórico e geo-humano destinado a dar a conhecer entre estrangeiros a colónia de São Tomé e Príncipe, não sem referir ainda a fortaleza de São João Baptista de Ajudá, ou feitoria de Ajudá, situada na costa africana, e perdida a favor do Benin em 1960. Inclui os respectivos mapas e reportagem fotográfica significativa.

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terça-feira, julho 21, 2015

O Samovar e outras páginas africanas


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
pref., notas e escolha de Nuno Bermudes
ilust. José Pádua

Lisboa, 1972
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
22,2 cm x 16,4 cm
176 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Crónica da Vida Lisboeta – Ana Paula: Perfil duma Lisboeta | Ansiedade | O Caminho da Culpa | Tons Verdes em Fundo Escuro | Espelho de Três Faces | A Corça Prisioneira [junto com] História e Sentido da «Crónica da Vida Lisboeta»





JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
capas de Stuart, José Rocha, et alli

Lisboa, 1938, 1943, 1958, 1947, 1950, 1956 e 1977
Parceria A. M. Pereira [1, 2, 4 e 5]
Guimarães & C.ª [3, 6 e 7]
1.ª edição [1, 5, 6 e 7], 2.ª edição [4], 3.ª edição [2], 4.ª edição [3]
19,4 cm x 13 cm
370págs. + 320 págs. + 320 págs. + [XII págs. + 396 págs.] + 498 págs. + 352 págs. + 80 págs.
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
assinaturas de posse em quase todos os volumes
valorizados pela assinatura do Autor no volume 2 e pela dedicatória manuscrita no História e Sentido...
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas Imperfeitos



JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1952
Edições SIT [Sociedade Industrial de Tipografia, Lda.]
1.ª edição
19,5 cm x 13,7 cm
2 págs. + 148 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À POETISA MERÍCIA [DE LEMOS] E AO MARIDO, O ANTIQUÁRIO PARISIENSE JACQUES KUGEL... que nem abriram o livro para ler
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Neve Sôbre o Mar


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1942
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
336 págs.
exemplar estimado, discretos restauros na capa; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] contém seis novelas [...]
A guerra e os destinos por esta destroçados, as tôrres de Manhattan e a amplidão do Atlântico, o vasto mundo, sua inquietação e suas angústias, passam nas páginas de Neve sôbre o mar

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Os Melhores Contos


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
selec. e pref. Hernâni Cidade

Lisboa, 1963
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição (da colectânea)
20,9 cm x 14,5 cm
180 pags.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Floresta de Cimento


JOAQUIM PAÇO D’ARCOS
capa de José Rocha

Lisboa, 1953
Guimarães Editores
1.ª edição
21,8 cm x 16 cm
444 págs.
subtítulo: Claridade e Sombras dos Estados Unidos
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na peugada de António Ferro, de Jorge Segurado, de Guilherme Pereira da Rosa e de alguns outros, Paço d’Arcos rentabiliza em literatura uma sua viagem aos Estados Unidos. No vertente caso, as apreciações moralizadoras dos costumes dão o tom à crítica da democracia norte-americana:
«[...] A criminalidade custa ao país dez mil milhões de dólares por ano [...].
Os pais e a sociedade em geral são os grandes responsáveis por este estado de coisas. Os pais quase não têm intervenção na educação dos filhos. Desde muito novos, estes andam totalmente à solta e o convívio familiar é quase nulo. As influências que pesam sobre os adolescentes são poderosas e perturbadoras; as raparigas, quase garotas, partilham já com os rapazes, no conchego dos automóveis que uns e outros conduzem e na vida muito livre, conhecimentos e prazeres sexuais. [...]»
Bom, o mesmo talvez não pudesse dizer-se então de uma Alemanha em que os jovens ocupavam a adolescência a denunciar os pais às autoridades nazis...

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Diário dum Emigrante



JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1936
s.i. [Companhia Editora do Minho – Barcelos]
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
XII págs. + 292 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

António José Saraiva / Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), ao mesmo tempo que lhe consideram o ciclo de romances Crónica da Vida Lisboeta um «[...] flagrante depoimento literário sobre os arrivistas e a alta burguesia de meados do século, incluindo O Caminho da Culpa, 1944, o seu melhor romance [...]», não deixam passar em claro que «[...] [o] seu estilo [é] inicialmente muito frouxo [...]». Para Artur Portela (pai), todavia, e bem pelo contrário, «Diário dum Emigrante marca brilhantemente um temperamento de grande escritor e, sobretudo, de um admirável dissecador de almas» (Diário de Lisboa, 11 de Dezembro, 1937).

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