domingo, maio 22, 2016

Quarteto de Alexandria [Justine; Baltasar; Mountolive; Clea]



LAWRENCE DURRELL
trad. Daniel Gonçalves
capas de António Garcia

Lisboa, 1960 e 1961
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição (todos)
4 volumes (completo)
19 cm x 13,7 cm
276 págs. + 274 págs. + 364 págs. + 316 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto do segundo volume
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

A complexidade estilística que perpassa estes quatro livros – a sua visão amorosa do lugar: a exótica Alexandria antes e durante a Segunda Guerra Mundial como palco de uma paixão radical – originou um dos grandes falhanços cinematográficos na vida artística do realizador George Cukor, provando que a gramática dessas duas artes (a da escrita literária e a do cinema) serão por vezes concomitantes mas insobreponíveis. Em especial, mesmo para o re-contar jornalístico do conteúdo, da trama, por assim dizer, da vertente obra de Durrell, afigura-se impossível transpor para termos simplificados a metáfora metafísica que ela representa no questionamento do quê e do porquê da nossa breve passagem como seres humanos conscientes. Há que lê-la, em silêncio. As origens hindu-tibetanas deste inglês dizem tudo.
Politicamente, Durrell nunca fez segredo do seu posicionamento «conservador, reaccionário e de extrema-direita», o que o levou a não aceitar do governo inglês uma ordem honorífica.
De sublinhar, nesta edição portuguesa, as admiráveis capas do designer António Garcia.

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quinta-feira, maio 19, 2016

Memórias e Trabalhos da Minha Vida




NORTON DE MATTOS

Lisboa, 1944-1945
Editora Maritimo-Colonial, Lda.
2.ª edição [I, II e III] e 1.ª edição [IV]
4 volumes (completo)
19,2 cm x 13 cm
[280 págs. + 14 págs. em extra-texto] + [312 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [368 págs. + 16 págs. em extra-texto] + [308 págs. + 12 págs. em extra-texto]
ilustrado
exemplares manuseados mas aceitáveis, capas com restauros; miolo limpo, papel acidulado
assinaturas de posse nos frontispícios dos três primeiros volumes
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nem todos terão guardado de Norton de Matos a memória que o dito, por mão própria, deixou para a posteridade nos vertentes volumes. Por exemplo, Cunha Leal, no seu Calígula em Angola (1924) retrata-o de modo muito diverso:
«[...] O Snr. Norton de Matos não conhece meios termos no exercicio das suas violencias. A imprensa incomoda-o? Extingue-a por processos de fôrça ou de coacção. Os indigenas reclamam contra extorsões imorais, praticadas pelas autoridades ou pelos particulares afectos ao Snr. Norton de Matos? Manda, como fez em Catéte, razziar a região dos protestantes, e prende e deporta, a seguir, os nativos de maior inteligencia, ou mais influentes. Nem as proprias bestas escapam á sua furia de tirano. Porque, um dia, um cavalo teve, no Lubango, a audacia sacrilega de deitá-lo abaixo, o Snr. Norton de Matos, em vez de dizer, filosoficamente, como o personagem de Gil Vicente: “Antes quero burro que me leve do que cavalo que me derrube” – manda abater a tiro a pobre alimária, para exemplo dos outros irracionais.
No Snr. Norton de Matos, não ha sequer as generosidades que, ás vezes, existiam até num Caligula, homem que sempre respeitou o seu cavalo Incitatus. [...]
No Snr. Norton de Matos, o reverso da violencia consiste na extrema generosidade e complacencia para com a sua feliz clientela. [...]»

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Os Que Arrancaram em 28 de Maio


OSCAR PAXECO

Lisboa, 1937
Editorial Império
1.ª edição
19,3 cm x 13,9 cm
224 págs. + 5 folhas em extra-texto (fotos de Salazar, Gomes da Costa, Carmona, Raul Esteves, Sinel de Cordes e Filomeno da Câmara)
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
conserva a cinta promocional de origem
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

História da implantação da ditadura que permitiu a edificação do Estado Novo, feita através de entrevistas com os protagonistas responsáveis.

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quarta-feira, maio 18, 2016

Oráculo de Napoleão


MARCOS BELO
capa de Moraes

Lisboa,
Empresa Literária Universal
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
6 págs. + 32 págs.
subtítulos: O Passado – O Presente – O Futuro | Para ser feliz no amor
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oráculo – Célebre livro dos destinos de Napoleão Bonaparte


[CLAUDIO PEREIRA, trad., ampliado e pref.]

Lisboa, 1922
Edição da Casa Alfredo David, Encadernador
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
48 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta no verso do ante-rosto o carimbo do editor Alfredo David
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oraculo da Bruxa (Buena-Dicha)




[ANÓNIMO]

Lisboa, s. d.
Livraria Economica de Frederico Napoleão de Victoria
[1.ª edição]
20 cm x 13,3 cm
32 págs.
na capa, desenho de G. Gameiro
subtítulo: O Passado, o Presente e o Futuro Revelado pelas Mãos
exemplar muito estimado; miolo limpo
com interesse para quiromantes e outros adivinhos
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de apresentação:
«N’este pequeno vocabulario de chiromancia encontrará o leitor a maneira de conhecer, pelas linhas da palma da mão, as virtudes ou vicios, os sentimentos bons ou maus do caracter humano. [...]»
E mais adiante, uma rubrica, apenas a título de exemplo:
«[...] POESIA (gosto pela) – Mãos compridas e dedos pontagudos; o monte da Lua desenvolvido e cercado de linhas; a do Sol vê-se distinctamente; o dedo de Apollo maior que o de Jupiter. [...]»

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Livro de Paciências


CARLOS BENTO DA MAIA

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
5.ª edição
17,6 cm x 13 cm
116 págs.
exemplar estimado, com pequeno restauro no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Carlos Bento da Maia, largamente conhecido pelo seu Tratado Completo de Cozinha e de Copa, mas também pelo Tratado de Risco e Corte de Roupa, reúne aqui as muitas modalidades de entreter solitários com um baralho de cartas.
«[...] Sucede que muitas pessoas não podem ocupar-se sempre de trabalhos de maior aplicação, para não fatigarem os olhos e, por isso, têm de substituir a leitura por outro entretenimento menos fatigante. É nestas circunstâncias que têm cabimento as paciências.
Quem não conhece êste meio de distracção, não compreende que alguém possa ocupar-se com interêsse, duma simples arrumação de cartas sem vantagem alguma de natureza material, mas os que começam a ocupar-se dêle, se são inteligentes, encontram muitas vezes resultados satisfatórios dum bom golpe de vista, que os tira duma situação difícil e que, naturalmente, lhes satisfaz o espírito. [...]» (do Prefácio)

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terça-feira, maio 17, 2016

Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário do Nascimento de Alfredo da Cunha [catálogo]


[ANÓNIMO]
capa de Celso Hermínio

Lisboa, 1963
Palácio das Galveias – Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
21,5 cm x 15,1 cm
32 págs. + 11 folhas em extra-texto + 8 págs.
exemplar como novo
todos os exemplares conhecidos apresentam emendas manuscritas nas págs. 7 e 9, relativas ao ano de falecimento do homenageado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfredo da Cunha, que foi genro de Eduardo Coelho, um dos fundadores e mentor do Diário de Notícias, aí exerceu a carreira de jornalista e promotor de intervenções de carácter social e humanitário, que este periódico sempre apoiou. O vertente catálogo, para além de documentação fotográfica vária e efémera, consigna a respectiva bibliografia.

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Canções do Alentejo


JOÃO JOSÉ COCHOFEL, apresentação
MARIA BARROSO, leitura

Lisboa, s.d. [circa pós-1961]
Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico
[1.ª edição]
13,5 cm x 10,3 cm
44 págs. (não numeradas)
acabamento com um ponto em arame
ilustrado
reproduções fotográficas de Eduardo Nogueira
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição necessariamente clandestina, servia de texto de apoio ao sarau de Maria Barroso por altura da semana de recepção aos novos alunos. Embora o voluminho não seja datado, é de fixá-lo no período de resistência ao Estado Novo subsequente ao início da guerra colonial.

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Descoberta


JOÃO JOSÉ COCHOFEL

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
18,9 cm x 13,4 cm
4 págs. + 112 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Será para sempre um enigma, toda esta gente do neo-realismo haver publicado os seus livros numa editora que tinha Salazar como sócio, alguns dos quais proibidos, quando não os autores arrastados para a cadeia... No vertente livro, reúne e redistribui João José Cochofel (1919-1982) a sua obra de juventude, dando-lhe um corpo assim coeso e de melhor entendimento de uma poética que crescia.

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sexta-feira, maio 13, 2016

Ode à Charles Fourier



ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Aux Éditons de la Rue Fontaine
1.ª edição
28,5 cm x 17 cm
4 págs. + 52 págs.
encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
corte dourado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris do neo-realista Joaquim Pessoa
é o n.º 460 da parte da tiragem impressa sobre velino
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema escrito numa inequívoca celebração do rompimento do grupo surrealista francês com o Partido Comunista local. Fourier representa, no contexto das ideias políticas, a vanguarda do comunismo libertário.

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terça-feira, maio 10, 2016

O Correio Fiel do Amor



SEBASTIÃO JOSÉ FERREIRA

Porto, 1853
Typographia de Sebastião José Ferreira & Filho
1.ª edição (ambos)
2 tomos enc. em 1 volume
13,5 cm x 10,3 cm
[2 págs. + 1 folha em extra-texto + 80 págs.] + 80 págs.
subtítulo: [a] [...] ou Conductor de Cartas Amorosas, para Intelligencia dos verdadeiros amantes; [b] ou Nova Coleccção de Cartas a Morosas, tanto em prosa como em verso: offerecidas á mocidade de ambos os sexos
encadernação moderna em seda
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse de [César Augusto (?)] Bordalo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breves livrinhos com exemplos, «tanto em prosa como em verso», de missivas entre namorados.

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A Primeira Confessada



GERVASIO LOBATO
capa e ilust. Hypólito Colomb

Lisboa – Rio de Janeiro, 1918
Portugalia Editora
2.ª edição
19,9 cm x 13,6 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação de amador gravada a ouro na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no cabeçalho do primeiro capítulo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gervásio Lobato (1850-1905), que também escreveu peças de teatro, revela, sobretudo nos seus popularíssimos romances, um talento caricatural comparável ao de Rafael Bordalo Pinheiro.

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Lisboa em Camisa




GERVASIO LOBATO
ilust. Celso Herminio

Lisboa, 1902
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
4.ª edição (2.ª edição com ilust. Celso Hermínio)
16,8 cm x 11,5 cm
334 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação antiga modesta em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, com o selo de Júlio Augusto Ribeiro – Encadernador no verso da pasta anterior
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Dele nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990):
«[...] Um acerado espírito de observação, uma grande capacidade de construção cénica, conferem às suas comédias e farsas uma dimensão que falta à maior parte da produção teatral do género e do seu tempo. Nelas e nos romances que escreveu (Lisboa em Camisa, 1890 [...]) se faz o processo bem-humorado, mas certeiro, da pequena e média burguesia lisboeta do fim do século, captada nos seus ridículos e manias, na sua vacuidade e mesquinhez de ambições políticas e mundanas. [...]»

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Lisboa em Camisa


GERVASIO LOBATO
ilust. Pedro Guedes

Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
12.ª edição
19,1 cm x 13,8 cm
256 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Raul Lino – Exposição Retrospectiva da Sua Obra [catálogo]


DIOGO LINO PIMENTEL
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
MANUEL RIO-CARVALHO
PEDRO VIEIRA DE ALMEIDA

Lisboa, 1970
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
24 cm x 24,2 cm
4 págs. + 240 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, texto a duas colunas
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere Vieira de Almeida no seu pertinente texto:
«[...] Tinha Raul Lino 13-14 anos [nascido em 1879] quando iniciou os seus estudos de arquitectura em Honnover. [...] Na Alemanha além dos cursos que tinha de frequentar, Raul Lino trabalhou no atelier de Albrecht Haupt o que o viria a marcar profundamente não só pela formação clássica e historicista, mas até na ideia que teria do seu próprio país. Raul Lino aprende Portugal através do historiador alemão, e isso é importante na medida em que é nesse aprendizado que foram lançadas de facto as sementes que mais tarde, iriam definir a sua capacidade de entendimento e desentendimento, da época ou épocas em que viria a trabalhar. [...]»
Aos 17 anos apenas encontra-se de novo em Portugal, e, enquanto outros estariam por aquela idade a iniciar a sua formação, já Lino trabalha como projectista. Imbuído de noções muito precisas e arreigadas de equilíbrio formal e de espaço, fruto de uma época de transição arquitectónica e urbana, toda a sua vida artística surge aos nossos olhos como o terreno da conflitualidade entre esses seus valores e os imperativos, no imediato pós-Segunda Guerra Mundial, de amontoar pessoas em cidades, em casas-modelo exíguas, de desenho minimal, abstractas, “funcionais”.

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Raul Lino – O Artista e a Obra


AULO-GÉLIO SEVERINO GODINHO

Porto, 1972
Associação Portuense de Ex-Libris
1.ª edição
separata n.º 57 de Arte do Ex-Libris
27,2 cm x 20,5 cm
4 págs. + 18 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 110 de uma tiragem limitada a 200 exemplares numerados e assinados pelo Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo acerca de um aspecto da arte de Raul Lino menos conhecido dos leitores.

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Casas Portuguesas


RAÚL LINO

Lisboa, 1933
Edições de Valentim de Carvalho
1.ª edição
22,2 cm x 16,7 cm
120 págs. + XXIV estampas em extra-texto
subtítulo: Alguns Apontamentos Sobre o Arquitectar das Casas Simples
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado, sete das estampas são a cor
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da concepção habitacional salazarista, imortalizada num fado de Amália, que – é de sublinhar – também trabalhava para a empresa de Valentim de Carvalho. Embora a versão frugal da cantora se destinasse aos explorados (a célebre «alegria na pobreza» entre «quatro paredes caiadas»), o conceito aqui, apesar de rico, é o mesmo e idêntica é a finalidade integradora da população em geral.

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Casas Portuguesas


RAÚL LINO

Lisboa, 1943
Edição de Valentim de Carvalho
3.ª edição
22,5 cm x 16,7 cm
122 págs. + XXX estampas em extra-texto
subtítulo: Alguns Apontamentos Sobre o Arquitectar das Casas Simples
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, oito das estampas são a cor (edição no todo com mais seis estampas do que a edição original)
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Auriverde Jornada



RAUL LINO

Lisboa, 1937
Edição Valentim de Carvalho
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
276 págs. + 10 extra-textos
subtítulo: Recordações de uma Viagem ao Brasil
ilustrado no texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de grande interesse para a Arquitectura. O conhecido criador do conceito de “casa portuguesa” do Estado Novo reúne aqui, não só o seu Diário da Viagem, que é repositório de apreciações turísticas mas de alguém com o olhar educado pela Estética, como as suas três longas palestras locais, motivo da sua ida ao Brasil, a saber: «Primeiras Impressões – Comunicação Lida á Academia Nacional de Belas-Artes...», «Espírito na Arquitectura» e «Casas Portuguesas no Século XVIII». São estas duas últimas uma não negligenciável lição de Arquitectura e História da Arte.

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domingo, maio 08, 2016

A Guerra e o Commercio Livre


FREDERICO FRANCISCO DE LA FIGANIÈRE

Lisboa, 1854
Typographia do Panorama
1.ª edição
20,6 cm x 13 cm
36 págs.
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frederico Francisco Stuart de Figanière e Morão (1827-1908), sobrinho do fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi diplomata, escritor, poeta, historiador, etc. D. Luís I conferiu-lhe o título de visconde e nomeou-o para o cargo de ministro plenipotenciário na Rússia. Uma das suas obras de referência é as Memórias das Rainhas de Portugal.

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Os Mitos Àcêrca da Origem das Guerras


VITORINO MAGALHÃES GODINHO

Lisboa, 1945
Cadernos da «Seara Nova»
1.ª edição
19,5 cm x 12,3 cm
60 págs.
exemplar estimado, pequenas falhas na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do professor Magalhães Godinho (1918-2011):
«[...] a guerra não estala em geral por estados de cólera colectiva: há assembléias – só de chefes ou de tôda a aristocracia – que discutem, deliberam, resolvem, e muita vez criam depois, had hoc, o tal estado de cólera colectiva. [...]»

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sábado, maio 07, 2016

Deus Tem Caspa



JÚLIO HENRIQUES

Lisboa, 1988
Fenda Edições
1.ª edição
20,6 cm x 14,2 cm
32 págs.
exemplar como novo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nada tem a ver com qualquer tipo de crítica à teologia. Tudo neste conjunto narrativo de Júlio Henriques – escritor e tradutor bem conhecido nos meios acratas – visa a sociedade capitalista... à portuguesa, ou seja: em provinciano. Vem disfarçado de ficção, mas depressa o leitor apercebe-se do truque ideológico que encena algumas máximas do niilismo radical. O cenário é um pasto humano recoberto pelos velhos estigmas e micro-totalitarismos dominantes, que a geração do Maio de 68 identificou. Assim, o corte com o trabalho alienante, com a família tradicional, a negação do poder... Ao que a mole, alheia nas suas procissões ao deus da segurança e do luxo, pode considerar-se visada à toa por um franco-atirador oculto no campanário do seu próprio templo solitário. Trata-se, pois, de um “divertimento” consequente; possuindo até, comprovadamente, uma tradição de rir às escâncaras e demolição à bruta, que remonta às cantigas de escárnio e maldizer medievais.

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Charles Aznavour


YVES SALGUES, antol. e pref.

Paris, 1964
Éditions Pierre Seghers
1.ª edição
texto em francês
16 cm x 13,5 cm
192 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cantor franco-arménio de music hall, Charles Aznavour (nasc. 1924) é uma espécie de Frank Sinatra à francesa: voz sólida, milhões de discos vendidos, casas cheias, honras e prebendas de políticos, presidentes e papas.

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sexta-feira, maio 06, 2016

Avó Não Pise o Cocó


ALFACE
capa e ilust. Pedro Proença
grafismo de João Bicker

Lisboa, 2000
Fenda Edições, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 12 cm
72 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excerto usado pelo editor na contracapa:
«O quarto de brinquedos fora transformado em ringue de artes marciais e era lá que a velhota aplicava grandes enxertos aos netos.»
A literatura tem por vezes destes momentos refrescantes, de salutar humor assumidamente cínico, que rebenta como um estoiro de Carnaval nas avenidas principais dos escritores-a-prémio, aliás: escritores-a-sério. De seu nome João Alfacinha da Silva (1949-2007), foi jornalista de rádio e colaborador da imprensa escrita e da televisiva – mas, no meio de tão alta gente, preferia anãs. A arte do conto e do romance também praticou, quer a solo, quer a quatro mãos com o escritor Manuel da Silva Ramos. O vertente livro insere-se na série Família Sem Mestre.
Quanto ao capista e ilustrador, Pedro Proença, a sua produção pictórica tem-se espalhado por gabinetes ministeriais, estações de metropolitano, galerias de arte, museus, etc. Ninguém melhor do que ele, com o seu estilo abonecado e truculento, teria podido satisfazer as exigências da escrita de Alface.

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As Noites Brancas do Papa Negro


MANUEL DA SILVA RAMOS
ALFACE
capa de Carmen Duarte Ferreira

Lisboa, 1982
A Regra do Jogo, Lda.
1.ª edição
21 cm x 12 cm
108 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escrita experimental em novilíngua para leitores despreocupados ou já esquecidos da alvorada do irlandês James Joyce. Trata-se também de um exercício post-moderno sobre as estruturas romanescas convencionais. Manuel da Silva Ramos (nasc. 1947), que se estreara em 1968 logo de caras com um “prémio de novelística”, Os Três Seios de Novélia, vem aqui, de par com Alfacinha da Silva (1949-2007), colocar o leitor entre a espada dessa modernidade renascida nos estultos anos oitenta e a parede do balzaquiano nacional-conservadorismo literário. Jorge Listopad (Colóquio / Letras n.º 78, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Março de 1984) terá sido, à época, o único crítico atento à natureza do objecto que se lhe apresentava. Depois de fazer uma chamada de atenção para as possíveis influências joycianas, diz-nos:
«[...] É o ritmo o que informa o sentido dos episódios apenas esboçados, obsessionalmente condenados à destruição semântica da narrativa, ao banhar essa liberdade louca e necessária (e libertinagem lato sensu) de um à-vontade incomum que teria apenas Ruben A. como competidor nas letras portuguesas. A ilusão de caos é, porém, revestida de discurso neológico-neojocoso, a que não falta, por vezes, uma certa retórica retorsa. São passagens mortas, pausas respiratórias, fragilidades rápidas. A necessidade da função fática não encontra solução. [...]»

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terça-feira, maio 03, 2016

O Ultimo Milagre de Santo Antonio


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1935
Tipografia Leitão de Anjos & C.ª, Limitada [ed. Autor]
1.ª edição
20,1 cm x 12,7 cm
XL págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, restauro na folha das págs. III-IV
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR AGOSTINHO DE CAMPOS
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, maio 02, 2016

A Peste



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
18,5 cm x 12,6 cm
XVI págs. + 228 págs.
subtítulo: Aspectos moraes da Epidemia Nacional
encadernação da época (muito provavelmente editorial*) em tela encerada com gravação a seco nas pastas e a ouro na lombada
[pouco aparado, sem capas de brochura]
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de J. G. Mazziotti Salema Garção e no frontispício selo branco do mesmo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1955), escritor e historiógrafo, durante muitos anos secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, em que são relevantes os seus dois livros acerca da queda da monarquia, D. Carlos, o Desventuroso e Os Cem Dias Funestos, mas também a monografia O Palácio de S. Bento. Uma passagem significativa da introdução de A Peste:
«[...] Os fidalgos veem-se reduzidos a não usar o titulo por não poderem pagar os direitos de mercê.
O povo vae a caminho de não poder usar a bandeira da nação por não poder pagar os juros da sua divida externa.
Como os fidalgos tambem, o povo portuguez, a quem a governação esbanjou com concubinas e tipoias de espelhos a legitima da India, do Brasil e lhe não pôde já entregar os seus vinculos d’Africa por o descuido na cobrança os ter feito caducar, – o povo, que não tem uma educação mundana a disfarçar-lhe as emoções, é logicamente, legalmente, um povo triste, que não sabe rir, que não sabe correr, que para defender-se d’algum safanão faria, como unico esforço, o que fazem as creanças doentes: tapar a cara com os braços e receber aninhadas a tapona.
Todo o homem nascido dentro de Portugal, n’este momento historico, por mais saudavel e forte que seja, jámais aprenderá como se dá uma gargalhada.
A geração do sr. Eça de Queiroz ainda conseguiu esboçar um rictus, que deu a ironia das Farpas.
A geração de Fialho d’Almeida já vinha com os dentes ferrados nos beiços, e a sua ironia já é pungente, não sorri por crevetismo, ri nas bochechas do idolo com a violencia de quem desfeiteia por odio e não por garotice.
Depois é que viemos nós, que já nem isto podemos fazer.
A Peste não teve, pois, a animal-a o brilho mundano d’uma ironia de salão, e se quizesse ser demolidora teria de seguir as crispações dos Gatos.
Mas, contra isso tudo conspirava. Os homens, que Fialho d’Almeida atacou com uma violencia e uma independencia inquebrantavel e nobre, ou porque não haja outros melhores ou porque este paiz já não tem laivos de vergonha, são ainda os mesmos que nos governam, que nos representam, e que ainda nos arruinariam, se já não nos houvessem comido tudo quanto nos legaram os avósinhos.
Isto bastava para que não fôra meu empenho nem proposito o apear heroes de opereta e jogar o pim-pam-pum alvejando bonecos a buchas de papel. Depressa me convenci de que a obra demolidora era por agora inutil. O vocabulo pamphletario desbotara-se, a sua intensidade relaxara, e ao chamar-se-lhes ladrões ou chibos, os homens já não córavam nem tremiam. O papel do escriptor revelava-se definitivamente doutrinario, e a tarefa dos demolidores desempenhar-se-hia com outras armas. A penna de fórma alguma convinha: talvez a dynamite. [...]»

* A obra foi originalmente comercializada em fascículos («pamphletos mensaes»), e já aparece, no vertente volume, nas «obras do mesmo auctor», com indicação de preço para a modalidade encadernada.

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Florbela Espanca ou A Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa



JORGE DE SENA

Porto, 1947
Biblioteca Fenianos
1.ª edição [única nesta forma]
19,4 cm x 13 cm
48 págs.
subtítulo: Conferência Lida na Sessão de Homenagem do Clube Fenianos Portuenses na Noite de 28 de Janeiro de 1946
composto manualmente
exemplar estimado, rótulo de entrada em biblioteca colado na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto da intervenção de Sena seguido de uma Breve Antologia de poemas da homenageada. Diz-nos, a dado passo, o conferencista em defesa dos poetas:
«[...] a crítica, entre nós, ou visualiza uma unidade superior, expressa por palavras indefinidas e vastas, mas que deixam de fora toda a multidão dos factos quotidianos, tornados inclassificáveis; ou constrói, sobre esses factos, um sistema estreito, uma gaiola, dentro da qual não cabem o puro e o gratuito da especulação humana. Não cabe, também, o profundo, porque, como é sabido, abaixo do fundo dessas gaiolas não há nada, e esse fundo é um tabuleiro amovível, para limpeza do que fazem os canários, mesmo quando cantam.
Longe de mim a ideia de comparar o poeta ao canário, um daqueles pássaros, dos quais Jules Renard dizia que não sabem servir-se nem da liberdade, nem da gaiola... Mas deixem-me comparar a sociedade à dona de casa, que, ao matinalmente inspeccionar o tabuleiro, se irrita com o pássaro – e, afinal, porquê? – por ele ser de carne e osso. [...]»

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Livro de Máguas – Livro de Soror Saudade


FLORBELA ESPANCA

Coimbra, 1931
Livraria A. Gançalves
2.ª edição
19 cm x 12,2 cm
88 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Máscaras do Destino


FLORBELA ESPANCA
pref. Agustina Bessa Luís
capa e arranjo gráfico de Mário Rodrigues

Amadora, 1979
Livraria Bertrand
2.ª edição
21,1 cm x 15,9 cm
184 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sonetos


FLORBELA ESPANCA

Porto, 1962
Livraria Tavares Martins
10.ª edição
21,7 cm x 15,5 cm
192 págs. + 9 folhas em extra-texto (uma das quais desdobrável em papel azul reproduzindo a Certidão de baptismo de Flor Bella)
profusamente ilustrado, folha de rosto impressa a duas cores
exemplar estimado; miolo limpo
rubrica de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui o Livro de Mágoas, o Livro de Soror Saudade e Charneca em Flor, daquela que afirmou abertamente «Sou pagã e anarquista, como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza...». É um dos pontos altos da escrita portuguesa no feminino.

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Acerca de Florbela


RUI GUEDES
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1986
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
22,5 cm x 15 cm
240 págs.
subtítulo: Biografia. Bibliografia. Apêndices. Discografia. Índice Remissivo Geral
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem verificada pela SPA com o n.º 1.164
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como o subtítulo indica, trata-se de uma obra de recorrência no estudo da poetisa. Como ninguém se abalançou a outra que lhe fizesse sombra ou viesse desdizê-la, continua a ser incontornável para quem pretenda ir saber do lugar, do tempo e da circunstância em que surgiu a voz literária de Florbela.

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Horizontes de Cinema


ROBERTO NOBRE

Lisboa, 1971
Guimarães Editores
2.ª edição («actualizada»)
19,2 cm x 12,4 cm
224 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA VIÚVA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na contracapa diz-nos Virgílio Correia:
«Título adequado à obra, que não é narrativa, descritiva ou teorística, mas filosófica, no sentido criador e especulativo do termo, pois de filosofia de arte se ocupa. Livro duma agudeza de vistas, maleabilidade de expressões, arrojo ideológico e profundeza de conhecimentos técnicos que o tornam a mais notável contribuição até agora carreada para a história e vida da arte inspiradas pela Décima Musa, o Cinematógrafo.»

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As Minhas Aventuras pela Europa


CHARLIE CHAPLIN
trad. J. Torres de Carvalho e Arnaldo Brandeiro

Lisboa, s.d. [circa 1932]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,5 cm x 12,7 cm
256 págs.
encadernação de amador recente em tela com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, papel com acidez
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Chaplin / Charlot, «símbolo duma época, paradigma dum período histórico de mutações bruscas e violentas» (segundo António Lopes Ribeiro), época de cinema mudo em que fácil era aceitar qualquer laracha, imaginar o melhor ou o pior, visto que dos actores apenas se colhiam trejeitos e expansões musculares – nada de texto. Não por acaso, com o advento do sonoro, quando o «cinema se tornou loquaz, palrador como um papagaio» (idem), restringindo de algum modo o significado dos guiões dos realizadores, as opiniões dos espectadores começam a dividir-se, ao evidenciarem-se os posicionamentos de cada qual. Charles Chaplin (1889-1977), por ocasião de uma outra sua visita à Europa, em 1952, em que foi recebido pela rainha de Inglaterra e a quem o governo francês condecorou com a Legião de Honra, será violentamente contestado em Paris como um «chantagista emocional, voz principal da desgraça» (Serge Berna, Guy-Ernest Debord, Jean-L. Brau e Gil J. Wolman, manisfesto Basta de Pés-Chatos): «[...] Dado que te identificas com os fracos e os oprimidos, atacar-te tem sido considerado atacar os fracos e os oprimidos – mas na sombra da tua velha bengala podia já ver-se o cacetete de um polícia. [...] Não engolimos essa das “perseguições absurdas” que te pretendem mostrar como vítima, Max du Veuzit de pés chatos! [recentemente, ele fôra alvo de inquérito por parte da Comissão das Actividades Antiamericanas] [...] Vai dormir, insecto fascista. Chafurda na lama! Dedica-te à alta sociedade (gostámos muito de te ver rastejar frente à insignificante Isabel) [...]» (in Greil Marcus, Marcas de Baton, frenesi, Lisboa, 1999).

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O Sr. Alferes



AUGUSTO XAVIER DE MELLO
pref. Gervásio Lobato

Lisboa, 1893
Typographia da Papelaria Aurea
1.ª edição
18,8 cm x 13,8 cm
XVI págs. + 404 págs.
subtítulo: Costumes Alemtejanos
encadernação de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Xavier de Melo (1853-1933), primo e protegido do notável actor Vale (José António do Vale), foi actor-ensaiador, tendo iniciado a sua carreira artística no Teatro do Ginásio. O vertente livro evoca a sua vivência no Alentejo, onde viveu em jovem, apesar de ter nascido em Lisboa. (Fonte: Sousa Bastos, Carteira do Artista, Bertrand – José Bastos, 1898)

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domingo, maio 01, 2016

Oriente – Caminhos do Mundo Português


ERNESTO VÁRZEA (BALMACEDA)

Porto, 1954
[ed. Autor]
1.ª edição
16,4 cm x 10,8 cm
144 págs.
subtítulo: Impressões duma Romagem de Três Meses às Terras do Sol-Nascente
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

De Ernesto Várzea Júnior (1904-1976) sabe-se que foi director do quinzenário A Mocidade, que Raul de Matos Fernandes (in Jornais do Porto, 1896-1925, Biblioteca da Universidade de Coimbra, 1978) refere como tendo existido na referida cidade entre Dezembro de 1922 e Agosto de 1925.

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A China e os Chineses Vistos por um Português


ANTÓNIO LOPES

Lisboa, 1937
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
236 págs. + 18 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar muito estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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