quinta-feira, junho 30, 2016

O Homem do Chapéu


COCHAT OSÓRIO
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1962
Imbondeiro
1.ª edição
16,8 cm x 12,2 cm
36 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cidade



COCHAT OSÓRIO
capa e ilust. Neves e Sousa

Luanda, 1960
Edição do Rotary Club de Luanda
1.ª edição
23,8 cm x 17,7 cm
80 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA LONGA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A ALGUÉM CUJO APELIDO SE ENCONTRA RASURADO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de poemas de Ernesto Cochat Osório (1917-2002), que Manuel Ferreira (in Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977) define como sendo um escritor que «[...] verte em algumas das suas histórias a demorada experiência da sua estadia em Portugal. Mas a ele se fica devendo a primeira tentativa literária de apropriação da linguagem oral popular (a norma do português padrão destruída) concretizada no seu conto “Aiué”, embora se reconheça que preferenciou, sobretudo, o nível fónico. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Calema


COCHAT OSÓRIO
capa de Israel de Macedo

Luanda, 1956
Livraria Lello
1.ª edição
22,7 cm x 17,4 cm
164 págs.
exemplar estimado, contracapa com um vinco; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ernesto Cochat Osório (1917-2002), embora o vertente livro de poemas ainda seja de uma fase de crescimento literário, «[...] verte em algumas das suas histórias a demorada experiência da sua estadia em Portugal. Mas a ele se fica devendo a primeira tentativa literária de apropriação da linguagem oral popular (a norma do português padrão destruída) concretizada no seu conto “Aiué”, embora se reconheça que preferenciou, sobretudo, o nível fónico. [...]» (Manuel Ferreira, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Três Cidades de Marrocos


VERGILIO CORREIA
edição dirigida por Alice Correia

Porto, s.d.
Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira – Editor
2.ª edição
18,7 cm x 13,7 cm
60 págs. + 17 folhas em extra-texto (5 das quais duplas) + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Azemôr, Mazagão, Çafim – «Lugares Dalém»
corte da capa serrilhado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de três conferências proferidas por Vergílio Correia (1888-1944), versando o tema da antiga presença portuguesa no Norte de África. O autor, que chegou a ser conservador do Museu Etnológico e do Museu Nacional de Arte Antiga, foi uma autoridade em assuntos de história de arte e arqueologia.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, junho 29, 2016

Iron Horse


ALLEN GINSBERG

São Francisco (EUA), 1974
City Lights Books
1.ª edição norte-americana*
texto em inglês
14 cm x 20,1 cm (oblongo)
56 págs.
ilustrado
exemplar como novo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema de Ginsberg, na tradição de Prosa do Transiberiano de Blaise Cendrars, captado em viagem numa travessia do continente norte-americano.

* A verdadeira edição original foi publicada no Canadá em Janeiro de 1973.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Indian Journals


ALLEN GINSBERG

São Francisco (EUA), 1970
Dave Haselwood Books / City Lights Books
1.ª edição
texto em inglês
20,2 cm x 13,2 cm
212 págs. + 16 págs em extra-texto
subtítulo: March 1962 – May 1963: Notebooks - Diary - Blank Pages - Writings
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse do escritor Jorge Fallorca
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Allen Ginsberg (1926-1997) foi o rosto da dita “beat generation”, foi a matriz de uma saudável contracultura que veio alterar todas as regras de reconhecimento social ou aceitação do capitalismo e do silêncio em torno da homossexualidade. Indian Journals, para além do registo da viagem de Ginsberg, mostra-nos o interesse do poeta pelas religiões e pelo misticismo oriental.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


The Secret Meaning of Things


LAWRENCE FERLINGHETTI
capa de Beth Bagby

s.l. [Nova Iorque], 1968
A New Directions Book
3.ª edição
texto em inglês
20,3 cm x 13,6 cm
6 págs. + 48 págs. + 10 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta norte-americano e co-proprietário da mítica livraria-editora City Lights, em São Francisco, Lawrence Ferlinghetti (nasc. 1919), mundialmente conhecido pelo seu segundo livro, A Coney Island of the Mind, será o editor de Howl (Uivo) de Allen Ginsberg, em 1956, cuja apreensão policial e subsequente processo nos tribunais atraiu de vez as atenções do público anódino para um renascimento artístico franciscano que culminou no «flower power» cantado em 1967 por Scott McKenzie. A Ferlinghetti cabe-lhe a glória de haver editado todos os escritores de referência da “beat generation”, e de haver posto o espaço da sua livraria à disposição de leituras e eventos dos mesmos, com a concomitante projecção cultural.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Geração Batida


JORGE DAUN
pref. José de Melo
trad. Jorge Daun, Carlos Cunha, Manuel de Seabra e Manuel J. Palmeirim

Lisboa, 1963
Editorial Organizações, Lda.
1.ª edição [única]
18,2 cm x 11,1 cm
64 págs. + 2 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O título deste livro advém de um equívoco de tradução para beat generation. Quanto muito seria melhor geração da batida, sendo batida uma forma abrasileirada para designar os ritmos que do jazz passaram para o estilo literário da então jovem geração de escritores norte-americanos, que se sentiam, perante o mundo, tudo menos derrotados ou batidos. Todavia, tratou-se à época de uma importante introdução desse movimento cultural ao público leitor português... e a muitos escritores encartados; não sem semear uma tremenda trapalhada entre o lugar de origem da dita “beat generation” (Nova Iorque) e o lugar da sua maior expansão (São Francisco), enquanto confunde este grupo de escritores com os de um outro grupo, também de São Francisco, que teve como mentor Kenneth Rexroth.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Home


LeROI JONES

Nova Iorque, 1966
Apollo Editions – William Morrow & Co., Inc.
3.ª edição
texto em inglês
19,6 cm x 12,9 cm
256 págs.
subtítulo: Social Essays
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmação radical dos direitos dos negros norte-americanos, o vertente livro foi escrito numa altura em que a América branca assassinava o dirigente político Malcolm X. O posterior assassinato de Martin Luther King virá confirmar os piores augúrios do ensaista, poeta, dramaturgo e ficcionista LeRoi Jones (1934-2014).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Tales


LeROI JONES

Nova Iorque, 1968
Grove Press, Inc.
4.ª edição
texto em inglês
20,2 cm x 13,7 cm
134 págs.
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Antologia do Conto Fantástico Português


E. M. DE MELO E CASTRO, org., pref. e notas
capa e ilust. Martim Avillez

Lisboa, Abril de 1974
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
2.ª edição
21 cm x 14,7 cm
XXVIII págs. + 672 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia de um género literário que, no quadro da nossa cultura, remonta a Alexandre Herculano (A Dama Pé-de-Cabra) e estende-se pelo século XX com notáveis escritores como Teixeira Gomes, Brandão, Aquilino, Ferreira de Castro, Almada Negreiros, Régio, Rodrigues Miguéis, Branquinho da Fonseca, Natália Correia, Urbano Tavares Rodrigues, Mourão-Ferreira ou Almeida Faria. Pena é que o texto de Vitor Silva Tavares (Não, Não Foi de Herói,), que figura na edição anterior, e que é um dos mais brilhantes da moderna língua portuguesa, se tenha eclipsado (?!!).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Júlio Pomar


HELENA VAZ DA SILVA
grafismo de José Cândido

Lisboa, 1980
Edições António Ramos
1.ª edição
22,1 cm x 20,5 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entrevista com o pintor, em torno das suas vida e obra, conduzida pela jornalista Helena Vaz da Silva.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, junho 27, 2016

Revolução, Meu Amor


MARIA ANTÓNIA PALLA
capa de Praxis

Lisboa, s.d. [circa 1969]
Prelo Editora
1.ª edição
20,6 cm x 14,3 cm
136 págs.
subtítulo: Maio um ano depois
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] A sua viagem a Paris, em Maio de 1969, destinou-se justamente a realizar uma série de entrevistas que permitissem avaliar, a partir de documentos vivos, as consequências do movimento de Maio [de 1968].
[...] Embora reunidas em volume, é um livro de repórter. Que ele seja entendido pelo que pretende ser: uma aposta contra o silêncio. Depõem Sauvageot, Françoise Giroud, Jacques Brel e Jean Luc Godard, Siné, Robert Toussaint, Alain Tourraine e António José Saraiva. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Maré Alta



JOSÉ LOUREIRO BOTAS

Lisboa, 1952
Oficinas Gráficas da Tipografia-Escola da Cadeia Penitenciária [ed. do Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
200 págs.
subtítulo: Contos
capa realçada com relevo seco
exemplar n.º 1702 [de tiragem não declarada] com a chancela do autor
em bom estado de conservação; miolo por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DRAMATURGO ÁLVARO BENAMOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Litoral a Oeste


JOSÉ LOUREIRO BOTAS
pref. Thomaz Ribeiro Colaço

Lisboa, 1940
Editôra – Livraria Portugália
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
196 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 1.820 de uma tiragem não declarada com o carimbo do Autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Ribeiro Colaço:
«[...] Conheço, sem o ter visto, o seu Pai. Uma espécie de Patrão Lopes lá da Praia da Vieira, vizinha de S. Pedro de Muel. Dezenas de vidas arrancadas ao mar. A Rainha D. Amélia a abraçá-lo comovidamente, quando o condecorava. Companhas de pesca. Uma casa na areia, tão sôbre o mar, que onde às vezes parece ouvir-se um aguaceiro a fustigar os vidros – a chuva é feita de espumas e borrifos de ondas zangadas. E o velho salva-vidas que lhe retiraram... E a pensão, de umas dezenas de escudos, que lhe retiraram também... – Vejo-o ao lado de sua Mãe, cujo rosto expressivo se emoldura em cabelos brancos; ela não sabe ler, mas não precisa disso para ser esperta, inteligente, trave da casa em tudo quanto são contas, riso e bom senso de um lar humilde, primeira ouvinte (e desconfio que musa...) dos seus primeiros contos, que lhe faziam, à lareira, desistir do sono e do têrço, para se entusiasmar a reconhecer a Rita Rebôcha, a Jacinta Caréoa, o Pichelim, tôda aquela gente que vive afinal em dois sítios: – a sua terra e o seu livro. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Frente ao Mar


JOSÉ LOUREIRO BOTAS
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, s.d. [1944]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
160 págs.
subtítulo: Contos e Novelas
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor da esfera do neo-realismo centrado na vida pobre e dura do povo da vila piscatória Vieira de Leiria. A sua origem de classe, muito modesta, que só um curso nocturno no Ateneu Comercial de Lisboa lhe permitiu valorizar-se, fez dele um “intelectual” autenticamente representante dos explorados e oprimidos.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quinta-feira, junho 23, 2016

Obras Completas



FEDERICO GARCÍA LORCA
comp. e notas de Arturo del Hoyo
pref. Jorge Guillen
epílogo de Vicente Aleixandre

Madrid, 1963
Aguilar, S. A. de Ediciones
5.ª edição [aumentada]
18 cm x 14,3 cm
LXXX págs. + 2.020 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado a negro e a cor
impresso em papel-bíblia
encadernação editorial inteira em pele com gravação a ouro e relevo seco na pasta anterior e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mandado assassinar pela extrema-direita franquista logo no início da guerra civil, a 19 de Agosto de 1936, Federico del Sagrado Corazón de Jesús García Lorca legou à humanidade culta e civilizada o mais notável acervo literário que um completo artista ibérico alguma vez criou. Prosa, poesia, teatro, e até canções com a respectiva notação musical, são aqui juntos com esmero editorial e a devoção de um povo esmagado pelo horror fascista.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Trinta e Seis Poemas e Uma Aleluia Erótica


FEDERICO GARCIA LORCA
trad. Eugénio de Andrade
capa e arranjo gráfico de Armando Alves
desenho de Manuel Ribeiro Pavia

Porto, 1968
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
20,6 cm x 13,8 cm
180 págs.
é o número inaugural da notável Colecção As Mãos e os Frutos
miolo impresso sobre papel avergoado, capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tradução cativante. Demonstrativa da proximidade de Andrade relativamente à oficina poética de Lorca.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Dona Rosinha, a Solteira ou A Linguagem das Flores


FEDERICO GARCÍA LORCA
tradução de Ruy Belo
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1973
Editorial Estampa / Seara Nova
1.ª edição
17,9 cm x 11 cm
152 págs.
subtítulo: Poema granadino do século vinte, dividido em vários jardins, com cenas de canto e dança
colecção Teatro, dirigida por Luís Miguel Cintra, J. A. Osório Mateus e Jorge Silva Melo
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do Prefácio editorial:
«[...] Se Dona Rosinha fosse um romance popular era um romance popular moderno.
Com elementos tradicionais e elementos modernos, com pregões, juras, maldições, alegorias, paralelismos, rimas, imagens, Lorca teria construído aqui o que tantas vezes construiu na sua poesia (sobretudo no Romanceiro Cigano): estaria a olhar para a actualidade com os olhos ingénuos e sábios da sabedoria popular, estaria a olhar para a sabedoria popular com os olhos complexos e artísticos da modernidade. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, junho 22, 2016

Cultura Asfixiante


JEAN DUBUFFET
trad. Serafim Ferreira
grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,2 cm x 11,2 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma das mais estúpidas declarações que um editor alguma vez se prestou a fazer durante o regime fascista consta da ficha técnica dos livros desta editora: «As opiniões expressas neste volume não são necessàriamente as da Editora»...!!!!!!! Como é óbvio, nunca foi isto que evitou a apreensão, por parte da censura, de muitas das obras publicadas no catálogo das então Publicações Dom Quixote. Ou será que naquela gente não havia mesmo qualquer cumplicidade intelectual e cultural com os autores à custa dos quais mantinham a porta aberta?... Até porque precisamente Jean Dubuffet era, para a época (e é ainda hoje!), uma pedra de arremesso sobre a cultura tornada mercadoria com secretaria de Estado, com ministério, com mandarinato crítico-jornalístico e alfaiates do gosto que lhes atribuem prémios de carreira e a institucionalizam. Uma passagem, ao acaso:
«[...] Os intelectuais recrutam-se nas fileiras da classe dominante ou entre aqueles que aspiram a integrar-se nela. O intelectual, o artista, conquista sobretudo um título que o coloca em pé de igualdade com os membros da casta dominante. Molière janta com o rei. O artista é convidado para as festas das duquesas, como o padre. Chego a perguntar-me em que desastrosa proporção não baixaria entretanto o número de artistas se porventura essa prerrogativa fosse suprimida. Basta reparar bem no cuidado que os artistas manifestam (com as suas maneiras de vestir e os seus comportamentos particularizantes) para se fazerem reconhecer na qualidade e mostrarem-se bem diferentes das pessoas vulgares. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, junho 19, 2016

Cancioneiro de Entre Douro e Mondego

ARLINDO DE SOUSA
capa de Couto Tavares

Lisboa, s.d. [circa 1944]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
16,2 cm x 9,7 cm
408 págs.
subtítulo: Douro Litoral e Beira Litoral
ante-rosto e rosto impressos a duas cores
exemplar manuseado mas muito aceitável, pequenos restauros nas dobras da lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo trabalho etno-filológico de recolha dos cantares da tradição popular regional, que serviu ao compilador numa «Comunicação apresentada ao XVIII Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências, realizado, em Córdova, em Outubro de 1944».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Origem de Lisboa

ARLINDO DE SOUSA

Lisboa, 1948
Camara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 15,8 cm
4 págs. + 144 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A Cruzada

JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1949
Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
144 págs.
subtítulo: Subsídios para a História da Conquista de Lisboa
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, junho 15, 2016

As Filigranas


LUIZ CHAVES
ilust. Guida Ottolini

Lisboa, s.d. [circa 1940]
Edições SPN
1.ª edição
22 cm x 17 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a duas cores
impresso sobre papel superior creme
exemplar como novo
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O ouro no folclore nacional constitui um dos mais interessantes componentes dos estudos etnográficos, em que a arte popular surge no seu máximo esplendor.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


História das Marcas e Contrastes – Metais Nobres em Portugal 1401-2003


MARIA NOGUEIRA PINTO
pref. António Coelho Teixeira
grafismo de Ana Filipa Amaral Neto Tainha

Lisboa, 2003
Mediatexto – Medialivros SA
1.ª edição
26 cm x 15,1 cm
128 págs.
subtítulo: Homenagem aos 602 anos da marcação de peças de ourivesaria em Portugal
profusamente ilustrado a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«O presente livro visa apresentar, pela primeira vez, ao que julgamos, uma história coerente das marcas de garantia de qualidade dos artefactos e barras de metal precioso em Portugal, realçando não só a história das marcas de fabrico, como marcas de responsabilidade, mas, também, e particularmente, a das marcas de contraste como confirmação, por terceiros, do real valor dos toques das peças. Apresenta, também, uma história sucinta e simples dos testes que precederam as modernas análises químicas, mas que não perderam, no entanto, o seu valor na actualidade. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
pref. Reinaldo dos Santos

Lisboa, 1958
Casa da Moeda
1.ª edição
27,4 cm x 19,2 cm
8 págs. + VIII págs. + 568 págs.
subtítulo: Desde o Século XV a  1950
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Gonçalves Vidal, que foi marcador do laboratório e contrastaria da Casa da Moeda, amplia largamente o até então único livro conhecido com a identificação e os desenhos das marcas nacionais, o de Laurindo Costa. A importância do vertente inventário, não só facilita aos profissionais a detecção de falsificações, como é incontornável para a história dessa arte.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Les Poinçons de Garantie Internationaux pour le Platine



TARDY

Paris, s.d.
Tardy
2.ª edição
texto em francês
16,2 cm x 12,5 cm
36 págs.
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, lombada com sóbria gravação a ouro
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
segundo nota a lápis na contracapa da brochura pertenceu à Ourivesaria Rossio
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Les Poteries – Les Faïences et les Porcelaines Européennes


TARDY

Paris, 1954
Chez l’Auteur
s.i. [2.ª edição]
2.e Partie (somente o 2.º vol. de três)
texto em francês
20 cm x 13 cm
numeração contínua: págs. 425 a 954
subtítulo: Hollande-Hongrie-Italie-Luxembourg-Malte-Norvège-Pologne-Portugal-Roumanie-Russie-Suède-Suisse – Historique, caractéristiques, décors, couleurs, et 4000 marques
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação recente inteira em tela com rótulo estampado na pasta anterior
não aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Dicionário de Marcas de Faiança e Porcelana Portuguesas


FILOMENA SIMAS
SÓNIA ISIDRO

Lisboa, 1996
Estar-Editora
1.ª edição
24,3 cm x 14,5 cm
192 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência, e inescapável instrumento de trabalho para coleccionadores e antiquários.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Atravez do Continente Negro



HENRIQUE M. STANLEY
trad. Mac-Noden

Lisboa, 1880-1881
Mendonça & Irwin, Empreza Editora / Empreza Horas de Viagem
1.ª edição
3 volumes (completo)
22,4 cm x 15,3 cm
[XVI págs.* + 366 págs. + 11 folhas em extra-texto] + [424 págs. + 9 folhas em extra-texto] + [344 págs. + 20 folhas em extra-texto + 4 desdobráveis em extra-texto]
subtítulo: As Nascentes do Nilo, Circumnavegação dos Grandes Lagos da Africa Equatorial e Descida do Rio Livingstone ou Congo até ao Oceano Atlantico
ilustrados no corpo do texto e em separado
elegantes encadernações da época homogéneas em meia-inglesa, gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse e selo branco de Francisco José de Carvalho nos frontispícios
peça de colecção
390,00 eur (IVA e portes incluídos)

Henry Morton Stanley (1841-1904) foi o mais notável explorador britânico do século XIX.

* Este primeiro caderno, apesar de completo, tem as páginas mal sequenciadas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Processo das Virgens


[MARTA CASTRO ALVES, selecção, coord. e nota prévia]
comentários de José Augusto Seabra, José Carlos Ferreira de Almeida, José Martins Garcia e Maria Alzira Seixo
capa de Henrique Manuel

Lisboa, 1975
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
21,2 cm x 15 cm
360 págs.
subtítulo: Aventuras, venturas e desventuras sexuais em Lisboa, nos ultimos anos do fascismo
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Socorrendo-nos da imprensa clandestina da época, assim noticiava o Portugal Socialista no dia 1 de Janeiro de 1968, num artigo intitulado «Ballet Rose»:
«Por Ballet Rose ficou conhecido e foi divulgado o último “escândalo sexual”, ocorrido em Lisboa, na primavera passada, com a partecipacão de alguns “profissionais do vício”, de mistura com destacados membros da nobreza (marquês da Graciosa, condes de Caria e da Covilhã), homens da alta finança (Espírito Santo, Miguel Quina e Teodoro dos Santos) e o portentoso e “atiradiço” Ministro da Economia (Dr. Correia de Oliveira) já apelidado de “Profumosinho português”...
Para o Ballet Rose, e por intermédio de consabidos proxenetas, eram atraídas raparigas de menoridade, “filhas-famílias”, primeiro como assistentes e depois como comparsas do regabofe e da prática das mais variadas perversões sexuais. [...]»
Maria Alzira Seixo, ao concluir da leitura dos processos jurídicos que constituem o vertente livro, sublinha como este «[...] recorda imediatamente uma realidade próxima e abafada, e que assim assume ao mesmo tempo a condição de denúncia política e de análise objectiva da sociedade contemporânea como Zola a enunciaria. [...]» Prosseguindo mais adiante: «[...] Na verdade, e se descontarmos a monotonia repetitiva das fórmulas de inquirição, toda esta série se pode ler como se de um romance se tratasse, romance “sui generis” mas que, quer pela expressão, quer pelo conteúdo, tem antecedentes aproximados na história da literatura. Não me refiro apenas à matéria de natureza erótica veiculada por meios de depravação susceptíveis de sujeição penal mas, sobretudo, a um processo indirecto de narração que poderemos aproximar do romance epistolar do século XVIII, do tipo de As Ligações Perigosas [...].»
Trabalho exemplar de recolha e denúncia levado a cabo por Marta Castro Alves, pseudónimo do escritor Amadeu Lopes Sabino.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

A 3.ª Guerra Mundial Já Começou


JACQUES BERGIER
trad. José Martins Garcia
capa de Nuno Amorim

Lisboa, 1977
Edições Afrodite
1.ª edição
20,9 cm x 15 cm
180 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
inclui a cinta promocional do editor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Carta-Prefácio especialmente destinada a esta edição portuguesa:
«[...] Os Alemães parecem reagir violentamente contra o terrorismo, até com excessiva violência, como lhes é habitual. Não podemos considerar como um acto democrático o enforcamento de Ulricke Meinhof na sua cela, mas temos de reconhecer que se obteve assim um certo efeito dissuasor, para mim inesperado, e que a situação na Alemanha melhorou. A França, ao contrário, à força de lamber as botas aos terroristas, acabará por sofrer sérios aborrecimentos. Isto lembra-me as palavras de Churchill aquando de Munique: “Tinham de escolher ou a desonra ou a guerra. Escolheram a desonra e terão a guerra.”
A França tinha de escolher ou a desonra ou o terrorismo no seu território. Escolheu a desonra, terá o terrorismo. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089