quinta-feira, março 29, 2018

Saudades de Mim


ANTÓNIO FERRO
pref. António Quadros

Lisboa, s.d. [circa 1957]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
184 págs.
exemplar estimado, capa com alguns sinais de foxing; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO PREFACIADOR ANTÓNIO QUADROS AO DRAMATURGO E CRÍTICO TEATRAL REDONDO JÚNIOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Intervenção Modernista



ANTONIO FERRO
pref. António Rodrigues
capa de Sebastião Rodrigues
desenho de Mário Eloy

Lisboa, 1987
Verbo
1.ª edição
vol. 1 das Obras de António Ferro [único publicado]
21,5 cm x 15,5 cm
XXVI págs. + 410 págs.
subtítulo: Teoria do Gosto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne os conhecidos livros Teoria da Indiferença, Batalha de Flores, Nós, A Arte de Bem Morrer e A Idade do Jazz-Band; assim como os importantes inéditos em livro Cartas do Martinho, O Elogio das Horas, Uma Hora Com Asas e Ilustração Portuguesa. Sendo o muito breve Cartas do Martinho um dos mais gostosos nacos de prosa que, a propósito dos cafés de Lisboa na época (1918), poderia, quiçá, ter sido escrito.

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Leviana


ANTÓNIO FERRO
pref. Ramón Gomez de La Serna
capa de António Soares
extra-texto de Mário Eloy

Lisboa, 1929
Emprêsa Literária Fluminense, Ld.ª
7.º milhar (edição definitiva)
19 cm x 12,2 cm
144 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Novela em Fragmentos
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o livro emblemático do ainda então escritor modernista António Ferro, que, «[...] ligado ainda novo ao grupo de Orpheu, levaria para o jornalismo e para a orientação do Secretariado de Propaganda Nacional (1933) um certo modernismo formal, cujo lado provocativo se fizera antes sentir nos aforismos algo paradoxais da Teoria da Indiferença, 1920, e de Leviana – novela em fragmentos, 1921, [...], e na peça de escândalo Mar Alto, 1924. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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A Amadora dos Fenómenos



ANTONIO FERRO

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora
1.ª edição
20 cm x 12,9 cm
208 págs.
encadernação recente de amador com rótulo gravado a ouro na lombada
por aparar, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A propósito da ligeireza de estilo na primeira fase da obra literária de António Ferro escreveu, em 1987, Guilherme Castilho (ver fichas de leitura do serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, «Intervenção Modernista: Teoria do Gosto – Obras de António Ferro, 1»):
«[...] não se poderá afirmar que a obra de Ferro ultrapasse um certo superficialismo, um notório sensacionalismo, o gosto gratuito de aderir a uma epidérmica modernidade supostamente futurista. Mas o que é certo é que com todos estes “handicaps”, ela é representante de um momento, de uma determinada vertente que existiu na nossa literatura – um documento, em suma, que importa não ignorar. Além do que, não obstante destas facetas negativas que lhe possamos apontar, ela possui, por outro lado, uma inegável originalidade, um vivo poder de criatividade, um humor bastante pessoal e um virtuosismo verbal e conceptual que lhe emprestam, por vezes, um atractivo que torna gratificante e deleitável a leitura de certos trechos desta primeira fase. [...]»

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O Problema das Casas Económicas


ANTÓNIO FARIA, engenheiro

Lisboa, 1948
Cosmos
1.ª edição
18,8 cm x 12,8 cm
196 págs. + 2 desdobráveis + guardas impressas
na prestigiada colecção Biblioteca Cosmos dirigida por Bento de Jesus Caraça
subtítulo: Esboço de Estudo
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo muito limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)



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Casas do Povo – A terra e o Homem


[MANUEL JORGE PROENÇA
LOPO DE ABREU
VASCO SAMPAIO]
grafismo de Manuel Lapa
fotografias de Jorge Alves

Lisboa, 1966
Edição da Junta da Acção Social – Ministério das Corporações e Previdência Social
1.ª edição
30,8 cm x 23,7 cm (álbum)
116 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a negro e a cor
impressão em rotogravura sobre papel superior mate
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante inventário do programa da acção do governo salazarista junto das populações rurais, no sentido dominar e orientar qualquer veleidade associativa que pudesse vir a tomar foros de protesto político. São, assim, criados espaços de convívio local, onde também os cuidados primários médicos, alguma instrução e algumas actividades culturais são postas ao serviço do povo trabalhador.

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Brinde aos Senhores Assignantes do Diario de Noticias em 1873



EÇA DE QUEIROZ
MARIANNO FROES
OLIVEIRA PIRES
GOMES LEAL
EDUARDO COELHO


Lisboa, 1874
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real
1.ª edição
16,6 cm x 11,5 cm
144 págs.
encadernação recente modesta inteira em sintético, gravado a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar bem conservado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

O voluminho inclui duas importantes e raras primeiras edições: «Singularidades de uma Rapariga Loura» de Eça de Queirós – texto que inspirou o cineasta Manuel de Oliveira – e «A Peste Negra (Conto Singular)» do poeta revolucionário Gomes Leal.

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Como Alguém Disse


LUÍS MIGUEL NAVA
ilust. Manuel Cargaleiro

Lisboa, 1982
Contexto Editora, Lda.
1.ª edição
22,2 cm x 15,6 cm
36 págs.
ilustrado a cor
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luís Miguel de Oliveira Perry Nava (1957-1995), bisneto de visconde, prémio de revelação de poesia na APE, tradutor para a CEE, foi assassinado em Bruxelas num episódio com contornos sexuais. Para além de obra lírica numa linha de Eugénio de Andrade a Gastão Cruz, e quejandos, deixou uns escassos ensaios e uma antologia poética encomendada pela Europália, gorada tentativa de mostrar no estrangeiro um braçado de versos escritos por poetas do gosto dele, entre 1960 e 1990. Do gosto dele, no sentido em que não se trata de uma antologia representativa, mas de favores... Lá dizia António Maria Lisboa: «Todo o acto leviano tem a sua guilhotina própria.»

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O Pão a Culpa a Escrita e outros textos


LUIS MIGUEL NAVA
capa de José Alberto

Lisboa, 1982
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
20,8 cm x 14,6 cm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 25, 2018

Tratado | sobre as | Partidas | Dobradas [...]



[ANÓNIMO]

Turim (Itália), 1764
Na Officina de Diego Joze’ Avondo
1.ª edição
texto em português
20,2 cm x 13 cm
158 págs. + 2 págs. (não num.) + 1 desdobrável (grande formato) em extra-texto
subtítulo: [...] Por meyo da qual podem aprender a arrumar | as contas nos Livros, e conhecer dellas, | todos os Curiozos impoffibilitados | de cultivar as Aulas defta im- | portantiffima Ciencia &c.
encadernação coeva inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada
corte das folhas carminado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
antiga assinatura de posse no verso da pasta anterior
inclui em extra-texto o «Mappa da correspondencia da moeda»
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
520,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo J. F. Cunha Guimarães, na revista Contabilidade (Outubro, 2008):
«[...] Inocêncio Francisco da Silva no Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III de 1859 (p. 299) (17) sublinha: “Esta obra ficou de todo esquecida com a publicação do Guarda-Livros Moderno, e creio que uma boa parte da edição veio a vender-se a peso para embrulhos, segundo recordações que conservo do tempo da minha infância, lembrando-me de ter visto bastantes exemplares em uma tenda, ou mercearia, um dos quais comprei.” [...]»
Resta acrescentar que se trata de um dos primeiros livros portugueses de contabilidade.

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L’Arithmetique du Sr. Barreme ou le Livre Facile pour apprendre l’Arithmétique de foi-même, & fans Maître




N. [NICOLAS] BARREME

Paris, 1747
Chez Gandouin, Nyon, David, Didot, Armand, Savoye, Damonneville
«nouvelle edition» [De l’Imprimerie de Jacques Chardon]
texto em francês
17,2 cm x 10,5 cm
20 págs. (não num.) + 570 págs.
encadernação coeva inteira em pele com elegante gravação a ouro na lombada
corte das folhas carminado
exemplar estimado, lombada com falhas de pele nos topos; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mais importante manual prático de aritmética comercial, largamente difundido no século XVIII. Deve-se a François Barrême (1638-1703) a edição original da obra, publicada em 1672, que seu neto Nicolas Barrême (circa 1687-1742) corrigiu e ampliou. Um tal envolvimento familiar deve-se ao facto de a família Barrême ser uma autêntica firma vocacionada para a contabilidade, com notável prestação de serviços no Tribunal de Contas de Paris durante quase um século.

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Repertorio Commercial para Uso e Commodidade Não Só de Jurisconsultos [...]



[ANÓNIMO]

Lisboa, 1844
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
21,7 cm x 15,5 cm
2 págs. + 514 págs. + 2 págs.
subtítulo: [...] mas de negociantes, seguradores, capitães de navios e mais pessoas que se empregam no commercio apontando em notas opportunamente as leis regulamentares a que o Codigo se refere e mais providencias que tem sahido relativas ao seu objecto desde a publicação do mesmo Codigo até ao fim do anno de 1843
encadernação coeva em meia-inglesa com cantos em pele, invulgar gravação a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Referido por Inocêncio Francisco da Silva no Diccionario Bibliographico Portuguez, n.º 367 (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870), a propósito da Explicação do Código Comercial Português (de 1846-1849).

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Philemporo – Periodico de Instrucção Mercantil




Lisboa, 21 de Março a 7 de Agosto de 1855 (1.ª série) e 23 de Setembro a 21 de Dezembro de 1862 (2.ª série)
Typographia Universal [Rua dos Calafates, 110] (rosto, índice e 2.ª série)
Typographia da Gazeta dos Tribunaes [Rua dos Fanqueiros, 85] (1.ª série)
20 números (10 + 10) (colecção completa)
33,8 cm x 24,4 cm (miolo) [37 cm x 27 cm (estojo)]
8 págs. + 160 págs. (numeração contínua)
paginação a duas colunas
exemplares muito estimados; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação
acondicionados em estojo alusivo de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
255,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jornal temático de um único redactor anónimo – José Maria de Andrade (1820-1885) –, de grande interesse documental e prático, «O Philemporo, é o amigo da mercancia. Tambem o é das pessoas n’ella empregadas, ás quaes deseja facilitar, recordar, communicar instrucção mercantil e conveniente». Isto nos diz o seu breve editorial programático. Brito Aranha, além de desvendar a identidade do redactor, refere uma sucinta biografia que inclui ter sido escrivão, ourives, empregado no comércio como caixeiro e, depois, escriturário e guarda-livros. Conta-se, de par com o Philemporo, a edição do periódico Kaleidoscopo e de Bancos de Avanço para as Classes Menos Abastadas (ver Innocencio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XIII e XVII, n.º 9.632 e n.º 1159, Imprensa Nacional, Lisboa, 1885 e 1900).

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O Stenographo Illustrado – Revista Mensal de Tachygraphia e Dactylographia




Lisboa, 11 de Agosto de 1910 a Julho de 1914
dir. Manoel Joaquim da Costa
21 números em 19 jornais (completo ?)
33,6 cm x 26,1 cm (estojo)
12 págs. + [13 x 8 págs.] + 10 págs. + 12 págs. + [2 x 8 págs.] + 16 págs.
exemplares em geral oxidados pelo tempo mas aceitáveis, apenas o último tem pequenas falhas de papel sem afectar o texto e mais acentuada oxidação; miolo limpo
apresentam-se na forma original de comercialização*, fascículos soltos acondicionados num elegante estojo de confecção manual recente
o n.º 2 ostenta no canto superior direito a marca-do-dia dos correios
rara peça de colecção
160,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A partir do segundo ano de publicação (n.º 13, 2.ª série, Março e Abril de 1912) deixa de cumprir a periodicidade mensal e passa a chamar-se O Estenografo Ilustrado – Revista de Estenografia e Dactilografia, ou, como consta do editorial: «Inicia, com o presente numero, a segunda série da sua publicação, em ortografia moderna, pelo que se modificou o titulo. [...]»
Na boa tradição republicana, é notícia de primeira página uma sucinta biografia de personalidade em destaque, com o respectivo retrato, no vertente caso figuras nacionais e estrangeiras de algum modo ligadas à esfera da taquigrafia, pelo que aí temos, entre outros, Barbosa Colen, Adolfo Coelho, António José de Almeida, etc. É também o lugar onde se faz notícia e elogio da República triunfante; e de facto, no ramo da educação muito se terá feito, pelo menos a bem da «obrigatoriedade do ensino estenografico nas escolas».

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem ser aparados, cosidos ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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Curso Geral de Estenografia



JOAQUIM TRAVASSOS-LOPES MENDONÇA SANTOS
pref. Thomaz de Miranda Refóyos

Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1945
Livraria Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,3 cm x 12 cm
300 págs. + 7 folhas desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Sistema Martiniano [*]
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Importante manual prático da colecção Biblioteca de Instrução Profissional, fundada por Tomás Maria Bordalo Pinheiro (1861-1921), irmão de Rafael Bordalo Pinheiro.

* Ref. a Francisco de Paula Martí e Ângelo Ramon Martí, autores (pai e filho) de um sistema de escrita abreviada para a língua castelhana.

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Tratado de Stenographia


JORGE LEOPOLDO DE CARVALHO
pref. Antonio La-Grange

Lisboa, 1904
Imprensa Nacional
1.ª edição
29 cm x 19 cm
XXXIV págs. + 120 págs.
encadernação de amador inteira em sintético com gravação a ouro na lombada
por aparar, conserva as capas de brochura
exemplar estimado, com restauros nas capas de brochura; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao republicano Tomé de Barros Queirós, que apôs o carimbo da sua biblioteca pessoal ao baixo no frontispício e nas págs. 7 e 61
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Refere-se este tratado a uma revisão e adaptação do sistema que, até aí, vigorara em Portugal desde 1820, o de Angelo Ramon Marti (derivado, por seu turno, do sistema de Samuel Taylor), especialista vindo de Espanha ensinar a pedido dos liberais.

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Curso Primário de Esperanto


ADOLFO TRÉMOUILLE

Lisboa, 1951
Empresa Editorial Natura, Lda.
2.ª edição
16,8 cm x 12 cm
106 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Organizados inicialmente nos centros urbanos de Lisboa e Porto, os primeiros cultores do Esperanto tinham origem numa pequena burguesia progressista, orientados por interesses comerciais, cosmopolitas e pacifistas. A partir do período da 1.ª Guerra Mundial o esperantismo estende-se ao operariado, que em grande medida o cultiva de forma politizada, o que trará a partir da década de 1930 uma resposta repressiva por parte da ditadura. Desta data até 1972 o esperantismo viverá décadas de ambígua e intermitente implantação, ora com liberdade e autonomia, ora com proibições e perseguições. [...]
A ideia de uma língua universal, na forma como surge nos século XIX, é um fenómeno enquadrado no contexto político, científico, económico e ideológico, razão pela qual nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século que se seguiu foi uma questão largamente discutida, e pelo que tantos projectos de línguas foram desenhados: Universal Sprache (1868), Universalglot (1868), Volapük (1878) mais tarde, em 1902, designado Idiom Neutral, Pasiligua (1885), Língua (1888), Mondolingue (1888), Spelin (1888), Anglo-Franca (1889), Nov Latin (1890), Latino sine Flexione (1903), mais tarde designado Interlingua, Ido (1907), que é uma versão simplificada do Esperanto. O Esperanto é criado em 1887. [...] O Esperanto é o único projecto que de facto sobreviveu, e tornou-se uma língua viva, falada e escrita por uma comunidade internacional. Diferentemente, o Volapük, sistema misto criado em 1878 pelo padre católico alemão Johann Martin Schleyer, com preocupações filantrópicas, não passou de uma fase experimental: ainda que com publicações e “falantes” sobretudo de origem alemã, associações, e alguns congressos, não logrou vencer a competição com o Esperanto. [...] O autor do Esperanto é o médico judeu e polaco Ludwig Lazar Zamenhof. [...]
O movimento esperantista nos meados da década de 1930 encontrava-se muito expandido e activo em Portugal, especialmente na grande Lisboa. Nesta cidade, as três principais sociedades esperantistas são operárias: a L.E.S. “Nova Vojo”, a L.E.S. “Antaûen” e a Liga dos Esperanistas Ocidentais. A primeira, com sede na rua Jardim do Regedor, tem como secretário-geral Adolfo Trémouille, e ministrou em 1935 e em 1936 cursos para instrutores de Esperanto. Na mesma sede se encontram o Portugala Instituto de Esperanto e a redacção e administração do Portugala Esperantisto [...].»
(Fonte: Sónia Piedade Apolinário Ribeiro Gomes, O Esperantismo em Portugal (1892 a 1972): origens, afirmação e repressão, dissertação de mestrado, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, 2012)

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Grammatica Pratica de Esperanto


ACCACIO LOBO

Porto, 1910
Typ. de A. F. Vasconcellos, Suc.
1.ª edição
18,5 cm x 13,5 cm
68 págs.
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Assim Cantava um Cidadão do Mundo



ROBERTO DAS NEVES
ilust. Arcindo Madeira, Fernando Dias da Silva, Joaquim Mendes, et alli

Rio de Janeiro, 1952
Editora Germinal
1.ª edição
18,8 cm x 14,4 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas que levaram o autor treze vezes aos cárceres do santo ofício de Salazar
ilustrado
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no topo do ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roberto Barreto Pedroso Neves (1907-1981), formado em filosofia e pedagogia, foi jornalista e professor em Portugal, Espanha e Brasil, e um dos grandes impulsionadores da difusão do esperanto. Tendo sido uma das primeiras vítimas da polícia do Estado Novo, desde que foi preso no 1 de Fevereiro de 1927 nunca mais deixou de sofrer com as perseguições que lhe foram movidas. Terão sido as suas muitas sátiras político-sociais o grande motivo de alarme por parte do poder... que assim se mostrava vulnerável à verdade anarquista e anticlerical. Acabando por se exilar no Brasil, Roberto das Neves fundou a Editora Germinal, que deu voz a escritores como Tomás da Fonseca, Edgar Rodrigues, Fernando Queiroga, etc.

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A Alquimia e o Fausto de Goethe


Y. K. CENTENO
capa de António Pedro de Carvalho

Lisboa, 1983
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
22,9 cm x 15,4 cm
284 págs.
exemplar como novo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«Yvette Kace Centeno é Professor Associado da Universidade Nova de Lisboa. Este ensaio sobre A Alquimia e o Fausto de Goethe foi a sua dissertação para doutoramento. Aqui desenvolve a ideia de uma estrutura simbólica, alquímica, existente nas duas partes de que a tragédia se compõe, e conferindo-lhe uma unidade que muitas vezes, injustamente, lhe tem sido negada. Tal como na Aurea Çatena Homeri, em que Goethe se inspirou, em que Goethe se inspirou, assiste-se no Fausto a uma evolução que conduz o herói, matéria-prima da obra, do “caos confuso” à “perfeição consumada, ou quinta-essência do universo”, o Eterno-Feminino glorificado no fim.»

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Fernando Pessoa (Tempo | Solidão | Hermetismo)


Y. K. CENTENO
STEPHEN RECKERT
capa de Luis Duran sobre serigrafia do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
22,l8 cm x 16 cm
180 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Homenagem a Mário Sacramento


MÁRIO CASTRIM
FERREIRA DE CASTRO
ÓSCAR LOPES

Aveiro, s.d. [1970]
Livraria Vieira da Cunha
1.ª edição
20,4 cm x 12,5 cm
74 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Assinalando o primeiro aniversário da morte de Mário Sacramento, ocorrido em Março de 1970, uma comissão de democratas aveirenses tomou a iniciativa de prestar condigna e pública homenagem ao grande cidadão. [...]»

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Carta-Testamento


MÁRIO SACRAMENTO
direcção gráfica de Armando Alves

Lisboa, 1973
Editorial Inova, sarl
1.ª edição
26,5 cm x 18,7 cm
32 págs.
exemplar em bom estado de conservação
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui ainda intervenções de Óscar Lopes («Palavras de Óscar Lopes no Enterro de Mário Sacramento»), Álvaro Salema, Fernando Namora, Ilídio Sardoeira, Mário Castrim, Urbano Tavares Rodrigues e Vergílio Ferreira.
Uma passagem da carta-testamento:
«[...] Não que eu faça grande questão do meu bom nome: estou-me nas tintas para ele, depois de morto. Mas, além dele pertencer, também, aos filhos dos Filhos e a estes, pertence aos meus companheiros de jornada. E, que diabo, se passei tantos maus bocados por eles, em vida, é porque considerei que era esse o meu destino. E um homem tem o direito de o defender, mesmo depois de morto!
Fica portanto entendido que sou ateu e como ateu devo ser enterrado. Em vez dum pano preto, ponham um paninho vermelho no caixote, se puderem. E usem luto vermelho, se algum quiserem usar... [...]
Nasci e vivi num mundo de inferno. Há dezenas de anos que sofro, na minha carne e no meu espírito o fascismo. Recebi dele perseguições de toda a ordem – físicas, económicas, profissionais, intelectuais, morais. Mas, que não tivesse sofrido, o meu dever era combatê-lo. O fascismo é o fim da pré-história do homem. E procede, por isso, como um gangster encurralado. [...]»

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Fernando Pessoa, Poeta da Hora Absurda


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, s.d. [1959]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
18 cm x 12,7 cm
192 págs.
inclui a folha em extra-texto «Errata Final»
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Recorda Luiz Pacheco no seu Memorando, Mirabolando (Contraponto, Setúbal, 1995):
«[...] Nunca vi o dr. Mário Sacramento, apenas fotos suas nos jornais. Durante a atribulada edição do livro, que demorou anos [entre 1953 e 1959], apenas nos correspondíamos por carta e ele tanto me remetia o original e provas de Aveiro como do Forte de Caxias, nas muitas perseguições que a PIDE lhe moveu. [...]»
Consta – o que torna este ensaio acerca da obra de Pessoa uma obra de culto – que o Autor, à falta de livros de apoio na cadeia, o terá redigido socorrendo-se apenas da memória para as citações que justificam o seu raciocínio e o ilustram.

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Há uma Estética Neo-Realista?


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18 cm x 11,1 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; capa empoeirada, miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve embora, é das mais significativas obras de reflexão acerca do neo-realismo em Portugal e do contexto sócio-político em que surgiu e se desenvolveu. E curiosamente é um prosador nada ortodoxo, José Cardoso Pires, quem surge referido como uma preferência, sem rebuço.

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sexta-feira, março 23, 2018

Os Marialvas


BRAZ FOGAÇA

Lisboa, 1876
Lallemant Frères, Typ.
1.ª edição
18,8 cm x 12,9 cm
80 págs.
subtítulo: Reflexões
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Uma das primeiras utilizações do termo “marialva” como categoria social surge com Braz Fogaça (1876) que publica um folheto intitulado Os Marialvas, no qual descreve as aventuras dos miguelistas e dos menestréis da guitarra, definindo os traços de um “autoritarismo e de uma alienação anti-cultural contra um Portugal europeizado” (Cardoso Pires, Cartilha do Marialva), justamente na época de (e, portanto, em reacção a) Antero e das Conferências do Casino. [...]» (Fonte: Miguel Vale de Almeida, Marialvismo – Fado, Touros e Saudade como Discursos da Masculinidade, da Hierarquia Social e da Identidade Nacional, Net, 1997)

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O Mito de Don Juan e o Donjuanismo em Portugal


URBANO TAVARES RODRIGUES

Lisboa, 1960
Edições Ática
1.ª edição
16,4 cm x 11,9 cm
140 págs.
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de três pequenos ensaios, sendo os dois que completam o livrinho, um acerca de Jean Anouilh e o outro acerca de Castro Alves. Aquele que dá o título pode ser posto a par de um, posterior, de José Cardoso Pires, Cartilha do Marialva, ambos vitais para a compreensão de certas atitudes nacionais homofóbicas e até de violência doméstica.

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas



JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa e grafismo de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1960
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
128 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
tiragem de apenas 400 exemplares numerados e assinados pelo Autor
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Cartilha do Marialva é um ensaio sobre a via errada, seguida por Portugal, que optou pelo irracionalismo e pelo imobilismo, actualizados e enaltecidos pelo regime salazarista. A figura do marialva, privilegiado em nome da sua família e dos seus haveres patrimoniais, encarna a espécie de provincianismo português que o autor caracteriza em traços negros e caricaturais de modo a fustigá-lo para melhor o erradicar do país. [...]» (Eunice Cabral, José Cardoso Pires, Centro Virtual Camões, pág. electrónica)

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Cartilha do Marialva ou das Negações Libertinas


JOSÉ CARDOSO PIRES
[capa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12 cm
194 págs.
subtítulo: Redigida a propósito de alguns provincianismos comuns e ilustrada com exemplos reais
encadernação editorial com sobrecapa a duas cores
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esboço para um Retrato do Verdadeiro Libertino


ROGER VAILLAND
trad. e pref. Vitor Silva Tavares
capa de José Cândido

Lisboa, 1976
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,4 cm x 15 cm
56 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
67,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Vitor Silva Tavares (1937-2015), simultaneamente tradutor e editor do vertente livro:
«[...] obra exemplarmente reveladora da exactidão mental e formal de um dos mais legítimos herdeiros dos grandes libertinos do séc. XVIII, tanto pela audaciosa “austeridade” das relações amorosas como pelo empenhamento político vincadamente progressista. [...]»

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A Roda da Fortuna


ROGER VAILLAND
trad. Augusto Abelaira
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 12,5 cm
188 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado em Portugal por altura da sua passagem ao cinema, no brilhante desempenho da actriz Simone Signoret, era este o segundo romance de Roger Vailland (1907-1965), desenvolvendo o tema do ciúme e da apropriação amorosa.

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Instituto Lusitano


JOSÉ PEDRO MOREIRA

Lisboa, 1929
[Tipografia da Escola Normal Primária de Lisboa]
s.i.
14,6 cm x 22,6 cm (oblongo)
VI págs. + 26 págs. + 15 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
subtítulo: Colégio para alunos internos, semi-internos e externos de instrução primária, curso dos liceus e curso comercial
profusamente ilustrado
acabamento com três pontos em arame
exemplar estimado, capas com ligeiros sinais de traça; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além dos estatutos e de uma apresentação do proprietário do colégio, o professor José Pedro Moreira, podem ler-se nas páginas finais, quer três “discursos” apologéticos deste Instituto sediado em Benfica, feitos por alunos, quer duas opiniões clínicas acerca das condições higiénicas do mesmo. A vertente brochura assinalava ainda a recente aquisição do Palácio Feiteira, ampliando assim as instalações do colégio, que era “misto”, e onde passava a funcionar a sua secção masculina separada da feminina.

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quinta-feira, março 22, 2018

O Jardim do Crepúsculo


MARTINHO NOBRE DE MELLO

Lisboa, 1913
Livraria Ferin Editora
1.ª edição
18,5 cm x 12,3 cm
136 págs.
subtítulo: Seguido das Treze Miniaturas da Noite e da Morte
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no bordo superior do ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de poemas juvenis, que não fazia prever o teórico do corporativismo, nem sequer o jornalista que Mário Ventura Henriques recorda assim:
«Era um tipo que não servia para nada, vinha do tempo do Sidónio Pais [...]. Às tantas ganhou fumos de articulista e então escrevia – mas escrevia muito mal – as “Notas Económicas” [...]»

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Ritmo Novo


MARTINHO NOBRE DE MELLO
pref. Tristão de Athayde

Rio de Janeiro, 1932
Schmidt, Editor
1.ª edição
19,2 cm x 14 cm
68 págs.
subtítulo: Palavras de um Portuguez ao Brasil
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da portada:
«Discurso pronunciado pelo Embaixador Martinho Nobre de Mello no grande banquete que lhe offereceram os intelectuaes e jornalistas brasileiros, aos 30 dias do mez de Outubro de 1932, no Casino Beira-Mar.»

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quarta-feira, março 21, 2018

Carta dos Estudantes Expulsos à Universidade


[ANÓNIMO]

s.l. [Lisboa], Março de 1966
s.i.
[1.ª edição]
20,5 cm x 14 cm
40 págs.
subtítulo: Amnistia para os estudantes expulsos
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o protesto dos estudantes ao então ministro da Educação, Inocêncio Galvão Teles:
«É num momento grave da vida da Universidade que são castigados, duma assentada, 181 estudantes; – não fora a anterior e comprovada crise universitária, bastaria este facto para mostrar aos cépticos – ou aos demasiado convencidos – que alguma coisa está mal na Universidade Portuguesa. Os 181 estudantes agora punidos, conscientes de que “algo vai mal”, trabalharam para construir uma Universidade nova e melhor, uma Universidade capaz de servir os que nela estudam e o País que a sustenta.
Esta carta tem por fim único permitir à Universidade – aos Universitários – e ao País, chegar a uma conclusão sobre a crise universitária portuguesa, sobre o que é que está mal numa Universidade que castiga 181 dos seus alunos; numa Universidade que em vez de formar quadros os impede de se formarem. [...]
Desde há alguns anos para cá, o Governo tem encarado a Universidade e as Associações de Estudantes como inimigos que é necessário combater a todo o transe e até à exaustão. [...]
Não se pense porém que as A. E. – e os estudantes – são as únicas vítimas da repressão: desde 1933 até 1965 foram expulsos da Universidade Portuguesa – e sempre por órgãos extra-universitários, cerca de 40 professores entre os quais nomes prestigiosos da Ciência e da Cultura portuguesa como Egas Moniz (Prémio Nobel), Bento Caraça, Pulido Valente, Fernando da Fonseca, Manuel Valadares, Rodrigues Lapa, Magalhães Vilhena, Magalhães Godinho [...].»

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Prisões e Presos em Portugal


[EDWARD RUSSELL] LORD RUSSELL OF LIVERPOOL

s.l., s.d. [Lisboa, 1963]
s.i.
[1.ª edição]
19,6 cm x 13,1 cm
20 págs.
subtítulo: Um Inquérito Independente
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, discreto restauro no canto superior da primeira folha; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«O autor [1895-1981] deste relatório independente foi juiz militar adjunto ao Quartel-General do Primeiro Exército britânico (1942-43); ao Quartel-General das Forças Aliadas (1943-1945); ao Quartel-General das Forças Britânicas no Próximo Oriente (1945-46) e ao do Exército do Reno (1946-47); foi ainda juiz conselheiro dos Serviços Jurídicos do Exército (1951-54).
Entre as suas obras publicadas contam-se “O Flagelo da Suástica” e “O Julgamento de Adolfo Eichmann”.»

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Entrevistas, 1960-1966 [junto com] Discursos (Antologia – Textos políticos)



OLIVEIRA SALAZAR

Coimbra, 1967 / Lisboa, s.d. [circa 1970]
Coimbra Editora, Limitada / EN – Emissora Nacional
livro: 1.ª edição
disco: prensagem original
[19,6 cm x 14,1 cm] + [31,4 cm x 31,4 cm]
[4 págs. + 244 págs.] + 1 long play (vinil)
exemplares estimados, capa do disco com discreto restauro; miolo irrepreensível (livro), prensagem límpida (disco)
juntou-se cartão pessoal de Clemente Rogeiro, então Presidente da Direcção da Emissora Nacional de Radiodifusão
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lote constituído pelo raro volume antológico de entrevistas concedidas por Salazar, em diversas circunstâncias da sua governação, e por um disco que reúne importantes discursos do mesmo, proferidos aos microfones da Emissora Nacional entre 1941 e 1963, a propósito dos seguintes temas: O meu depoimento (Janeiro de 1949); Os princípios e a obra da Revolução no momento interno e no momento internacional (Abril de 1943); Defesa económica – Defesa moral – Defesa política (Junho de 1942); Todos não somos de mais (Abril de 1941); Breves considerações sobre a política interna e internacional a propósito da inauguração do Estádio de Braga (Maio de 1950); Na reeleição do Chefe do Estado (Fevereiro de 1942); Apontamento sobre a situação internacional (Maio de 1956); O caso de Goa (Novembro de 1954); Política Ultramarina (Agosto de 1963); e Temos também o dever de ser orgulhosos dos vivos (Agosto de 1963).
Salazar, à semelhança de Hitler, bem sabia como a rádio, e mais tarde também a televisão, numa lenga-lenga encantatória, projectavam as suas ordens e ameaças sobre toda a população do país: «Se não falha este pequeno aparelho que parece estremecer às menores vibrações da minha voz, eu estarei falando neste momento à maior assembleia que em Portugal alguma vez se congregou a escutar a palavra de alguém.»

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